• Imaginaremos

    Imaginaremos #14: Fracassado!


    Sejam bem-vindos ao Imaginaremos, a coluna de RPG do Capinaremos. Nessa semana, como lidar com o fracasso em campanha.


    Sejamos francos, perder é horrível. O amargor da derrota permeia em nossas bocas por semanas e jamais esqueceremos o quão perto
    chegamos de derrotar o maldito vilão, que escapou pelos dedos dos heróis e atingiu sua tão sonhada vitória. Crescemos acostumados a realidade de que o bem sempre vencerá no final. Até mesmo o Mestre mais sádico tende a facilitar para que os jogadores consigam (com muito esforço e sofrimento) atingir seus objetivos. Mas, como dizia um antigo amigo, merda coisas ruins acontecem. Em algum momento, percebemos que nossos heróis não são infalíveis e até mesmo o mais poderoso guerreiro pode cair diante da espada do inimigo.

    No início de várias tramas de fantasia – Não somente em RPGs – é comum que uma grande revelação associada aos personagens seja feita, acorrentando-os a trama e predestinando que somente aqueles heróis poderiam ser os salvadores daquele mundo. É comum deixarmos passar que nossos personagens sempre fazem parte de uma trama arquitetada cuidadosamente pelo destino (e pelo mestre).

    Esse tipo de história pode ser muito divertida, claro, mas tem a tendência a criar jogadores preguiçosos a longo prazo. É comum que os jogadores se assustem caso uma mudança tão repentina seja anunciada, como a morte de um personagem.

    Sucesso constante é previsível e sendo rotineiro como costuma ser, fica entediante.

    Por isso, às vezes, é importante deixar que os personagens fracassem…


    Dispensáveis…

    Uma excelente alternativa é tornar os personagens dispensáveis.

    Parece até uma heresia, mas não passa de realidade. Como os jogadores poderiam abandonar seus personagens tão cheios de vida e personalidade, como poderiam desapegar tão facilmente de seus amados heróis?

    Com sinceridade, não só poderiam como deveriam.

    Evitar tramas que dependam de somente um personagem também ajuda na construção de uma campanha mais inteligente e duradoura (e evita Mary Sues). Ao criar tramas futuras, escolha dois ou mais personagens para serem centrais naquele arco. Isso evitará que a campanha desmorone caso o fracasso daquele “príncipe prometido” se concretize. RPG é sobre escolhas e consequências, então deixe que as coisas caminhem por sua própria conta de vez em quando.

    Da mesma maneira, não deixe o vilão tão megalomaníaco. Ok, é extremamente satisfatório matar O Aniquilador de Mundos, mas fazer isso toda vez acaba ficando meio batido. Torne as motivações dos antagonistas mais plausíveis, seus desejos mais concebíveis.

    TPK

    As três palavras que arrepiam a espinha de qualquer jogador e mestre que se preze. Total Party Kill. O que acontece quando os personagens fracassam? Quais são as consequências?

    A morte pode ser a saída mais óbvia mas não é a única saída para um fracasso, assim como campanhas de dominação/destruição mundial são melhores se deixadas para o final, prefira passos menores em relação ao fracasso. Faça com que esses passos construam a personalidade e molde a aventura a partir daquele ponto.

    Às vezes pode parecer sensato simplesmente não entrar em um combate que apenas mataria os personagens, mas o ego e a busca por poder pode atirar os jogadores em um frenesi bárbaro. E é claro que tudo pode ir por água abaixo e é dever do Mestre balancear essas situações. Costumo dizer que quando um TPK acontece, todos falharam, inclusive o Mestre. Assim como os jogadores não podem se tornar preguiçosos e acreditar que sempre serão salvos pois são os “escolhidos”, o Mestre não pode cometer a atrocidade de simplesmente atirar uma campanha no lixo apenas porque descuidou-se e todos morreram.

    Lembrem-se que não existe ganhador em um RPG, todos são ganhadores quando todos se divertem.

    O fracasso é sempre um recurso valioso a ser usado em uma história. Torna os jogadores mais atentos, cria situações de risco. Falhando, os jogadores podem analisar as coisas por outro ângulo, tornando-se mais cuidadosos e planejadores em suas missões. Use o fracasso de maneira moderada, cada vitória deve ser celebrada, cada triunfo deve ser lembrado com emoção pois foi a superação de um fracasso. E caso você falhe…

    Tente de novo.

    Por Murilo Lamegal, Designer, empresário meio amalucado, uma preguiça humanóide e nerd em tempo integral.

  • Random

    Cultuaremos #4 – Baco, deus do vinho e da loucura (e do Carnaval)

    Sexta-feira é dia de maldade…sexta de carnaval, véspera de feriado, o crime é potencializado.
    Então, não tem como deixar para outro dia.

    O #Cultuaremos de hoje, orgulhosamente apresenta, Baco, deus do vinho e da loucura!

    Baco quando começou a ser cultuado. Três bacanais depois e já temos um deus rotundo pra adorar

    É considerado o deus grego do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza. Baco foi adotado também pelos romanos e superou até mesmo Dioniso o deus do vinho. Sua lenda conta que sua mãe, grávida de Zeus, pediu para ver o deus em toda sua glória e virou cinzas. Zeus pegou o feto de seis meses e o colocou em sua perna para completar a gestação.

    Baco aprendeu a cultura do vinho e como retirar o máximo das uvas. Peregrinou ao Oriente, passando pela Ásia. Ao retornar instituiu seu culto, mais conhecida como bacanal (baco+anal). Inicialmente, os cultos eram realizados apenas por mulheres e sacerdotisas durante três dias ao ano. Mas o culto se popularizou e expandiu. Aos poucos, os homens passaram a fazer parte das festividades e as bacanais começaram a ser realizadas 5 vezes por mês.

    As mulheres desfilavam seminuas pela cidade convocando todos a participarem. As bacanais se tornaram famosas pelo consumo exagerado de álcool e as absurdas promiscuidades sexuais realizadas nas festas secretas. Em Roma, as bacanais chegaram em 200 A.C. e foram proibidas em 186 A.C., mas não por uma questão moral ou religiosa e, sim, pois a cúpula de Roma entendia que as reuniões poderiam servir como conspirações de cunho político.

    O ritual a Baco é provavelmente o mais prazeroso e mais custoso. Envolve festas excessivas, com muito álcool e sexo sem QUALQUER PUDOR. Todas as excentricidades possíveis são formas de adoração ao deus do vinho. O que torna o carnaval a época perfeita para seu culto.

    Só Deus perdoa. Baco não.

    PONTOS POSITIVOS:
    – Baco é o deus das festas. Então, fazer uma bela duma orgia é uma forma agradável de cultuar o deus.
    – Festa e alegria, e qualquer coisa que você exagere, a culpa foi de Baco.
    – Fantasias legais. Não exige sacrifícios.

    PONTOS NEGATIVOS
    – Se você ainda tem restrições quando à sexualidade, bom uma bacanal pode te incomodar bastante. Lembre-se: Baco comia todo mundo, sem distinção.
    – Se você é casado e não tem acordo prévio, pode ter certeza que vai dar merda.
    – A ressaca é de matar nos dias seguintes. Os gastos também serão de deixar vermelha a mais azul das contas bancárias.

    Conclusão: Baco é o deus mais fácil de adorar nesse final de semana. O carnaval te proporciona todas as ferramentas de adoração necessária para o deus do vinho, ao qual, a festa é dedicada. Lembre-se apenas de usar proteção e não dirigir após uma bacanal. Baco e você saem felizes do feriadão.

  • Animaremos

    Animaremos – Toriko [Anime/Mangá]

    Vocês estão prontaaaaas crianças ? EU NÃO OUVI DIREITO…. Oooooooooooo Andrei ta aqui pra falar de Toriko, agora no …

    TORIKO

    Escrito e ilustrado por Shimabukuro, Mitsutoshi, Toriko foi publicado nas páginas da revista “Shonen Jump” entre maio de 2008 à novembro de 2016 e teve um total de 396 capítulos (número quebrado, que aflição) ou seja, 43 volumes, ganhou uma adaptação em anime que contou com 147 episódios, foi transmitido de abril de 2011 e que perdurou até março de 2014, feita pela “Toei Animation” e logicamente teve um “final filler”. Toriko é publicado por aqui pela editora Panini.

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  • LOL Risos

    Um momento em que o Pokéfusion foi longe demais

     

    Essa noite eu terei pesadelos. O culpado é esse cara.

  • Colunas

    Logan – I will make you hurt (review SEM SPOILERS)

    O último filme de Hugh Jackman como Wolverine chega aos cinemas na semana que vem, em Logan. Na despedida do ator, preparamos duas reviews sem spoilers pra você saber se vale a pena conferir nos cinemas…

    Review Logan – “Não seja aquilo que te fizeram” nos outros filmes (por Aloisio Bueno)

    Bem… Antes de mais nada, esqueça tudo que você já viu do Wolverine. Não comece a ler esse texto se você tem na cabeça que vai ver algo como, garras aquecidas ou lutas contra armaduras de samurais, tecnológicas e bizarras. Esqueça, pois não foi feito nenhum filme do Wolverine antes desse. E é assim que devemos agir para que a sociedade mantenha o equilíbrio daqui em diante.Continue Lendo

  • Random

    Cultuaremos #3 – Czernobog, o deus eslavo do caos, das trevas e do mal

    Cansado de frequentar igrejas católico-romanas? De adorar deuses sem graça e que criam um monte de regrinhas de pode isso não pode aquilo?
    Seus problemas acabaram! Tá no ar o #CULTUAREMOS de hoje, onde conheceremos mais sobre um deus da mitologia eslava…

    CZERNOBOG, o deus do caos, das trevas e do mal.

    Tapete de corpos humanos, o tecido preferido do deus eslavo

    Em sua mitologia, os eslavos acreditavam que ele e sua contraparte, Belobog, deus da luz e da bondade criaram o universo. Suas personalidades contraditórias fizeram com que ambos entrassem em conflito e suas ações fizeram o universo como ele é agora. Reza a lenda que Belobog é, na verdade, uma personalidade de Czernobog (SHABLAU!!!).

    Na verdade, muito pouco se sabe sobre o deus já que os únicos relatos são de colonizadores cristãos. Os eslavos associavam o deus ao inverno e à escuridão, mas nunca com desrespeito pois o consideravam parte do ciclo da vida, um mal necessário.

    Mais birrentos que os irmãos Gallagher

    A adoração a Czernobog é pra quem tem a alma maculada, a galerinha do mal. No livro Deuses Americanos, Neil Gaiman retrata o deu com um martelo gigante (o ban hammer) e que os sacrifícios de animais eram sua principal fonte de adoração. Os rituais precisam ser feitos à noite e no frio, preferencialmente utilizando roupas pretas.

    PONTOS POSITIVOS:
    – Deus estileira da porra;
    – Pode ser invocado através de maldições proferidas;
    – Prefere o inverno, deus do frio.

    PONTOS NEGATIVOS:
    – Poucas informações sobre suas lendas;
    – Rituais no frio podem te fazer pegar gripe;
    – Tem dupla personalidade, pode ser incomodação.

    Conclusão: Mesmo com poucas lendas sobre o deus, sua história é bem interessante e aborda a dualidade do universo e da vida. Exige sacrifícios de animais, como bois, então um churrasco pode ser uma boa pedida. Pra quem prefere o inverno é o deus perfeito. Mas não esqueça que, após invocá-lo, o ideal é chamar Belobog pra que equilibre as forças.

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