Egocentrismo

O Desiluminado – Parte III

Final Feliz

Era sábado de manhã. Acordar cedo para que? Se luz tivesse, acordaria para postar no blog, mas sem essa energia vital para o ser humano contemporâneo, o negócio é ficar dormindo mesmo. Mas por forças maiores fui acordado (leia-se pessoas gritando no meu quarto) e então começou uma jornada de ligações para a fornecedora.

Reúne documentos aqui, manda-se faxes (qual é o plural de fax?) lá (lá pois aqui não tinha luz para se mandar fax), chora com a atendente, xinga-se a atendente, pede-se desculpa a atendente, xinga-se a coitada mais uma vez e vem uma promessa de reativação para sábado, as 16hrs.

Ah! Doces palavras: Reativação de energia! Fiquei extasiado, dancei na chuva e gritei bem alto: AEEE PORRA! O grito da vitória, que estava entalado na minha garganta. A felicidade era tanta que disse que iria ajudar minha tia no mercadinho e depois iria para a reunião familiar da primeira comunhão da minha prima.

Por volta das 16hrs, segundo quem ficou em casa, a luz voltou. E nem a derrota de 2×0 do Grêmio abalou o meu contentamento. Enchi a cara de cerveja, ri bastante no churrasco familiar, cheguei em casa quebrado, nem liguei luz nenhuma e dormi. Força do habito.

Fim.

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