Colunas

Cozinha do Gordo – Alice no país do buteco copo sujo

Boa noite seus comedor de moelinha com pinga de 50 centarro a dose. Deve ter uns mil ano que não escrevo essa bagaça mas hoje eu vim por um motivo muito nobre. Além de reviver essa coluna linda eu senti uma necessidade de mostrar a beleza que se esconde no submundo do boteco copo sujo.

Tenho notado uma tendência de evasão desse tipo de ambiente com o passar dos anos na minha vida onde  fui de ministro da zona à mero frequentador anual. Percebi que isso é tendência no nicho de pessoas do meu convívio e eu sei que existe uma série de fatores pra que isso aconteça, mas hoje meu intuito é convencer você, meu caro leitor, que tá trocando a bodega do tião pelo Outback, que isso é uma péssima escolha.

Pra falar a verdade não vai ser uma tarefa difícil te convencer que o boteco copo sujo é sempre o melhor rolê. Posso dizer de cara que vai ser um dos ambientes mais plurais que vc vai visitar na sua semana corrida e desgastante. Tem gente de toda idade, etnia, classe social e opção sexual que você imaginar. Agora imagine todos esses grupos convivendo em um ambiente sem dar treta e interagindo. Pois é, funciona como se fosse a babilônia orgânica da pluralidade onde tudo se adapta e fica sussa. Mas isso quer dizer que só tenha gente legal? Claro que não filho da puta! Normalmente é o ambiente onde se tem a maior concentração de gente ruim da cidade e o ambiente é controlado pela tensão da situação, quase de forma químico-paradoxal. Imagina a cena do bar no Bastardos inglórios, então, tipo aquilo mas todo mundo sabendo quem é alemão e americano.

Além da diversidade ainda temos entretenimento em vários níveis. Bar bom tem sinuca e aquela jukebox que passeia por todos os estilos possíveis em 1 hora, de Black Sabbath a Molejo (lembrando que Molejo >>>>>>> Beatles). É o tipo de ambiente que você escolhe o que quer fazer, na foto acima vemos um cara tocando air guitar, algumas pessoas jogando sinuca, uma galera dançando ao fundo, mesas ocupadas com gente bebendo e conversando e aquele casalzin chavoso só sarrando ali no canto. O quão isso pode ser maravilhoso? Se isso é errado eu não quero estar certo.

O que mais me surpreende nisso tudo é que toda bodega zuada tem um rango que é fenomenal. Tem sempre uma deusa da culinária na cozinha pra fazer algo que suas papilas gustativas vão chorar de emoção. Pra você, jovem criado a leite com pêra e ovomaltino, eu recomendo pedir os pratos mais underground da cultura de bar como moelinha cozida, dobradinha, língua de boi, galopé e afins. É uma experiência gastronômica bizonhamente fenomenal saber que vc ta comendo uma parada totalmente paralela e barata mas feita com muito esmero e cuidado, isso tudo aliado àquela cerva barata canela de pedreiro que faz a felicidade de qualquer peão no quinto dia útil.

Você deu um rolê maneiro, comeu, jogou, interagiu com gente nova, zuou com o garçon e bebeu razoavelmente bem. Esperando uma conta de valor astronômico vc se espanta que dividindo pra 3 cabeças deu uns 35 lelecos pra cada pessoa.

“MEO BAPHOMET EU QUERO MORAR AQUI !”

Sim essa é a reação que eu tenho sempre que tenho que ir embora.

Dito isto deixo com os presentes uma música que representa bem o sentimento de frequentar esse tipo de lugar.

Este post foi agendado pra sair às 23:59 do dia 23/12, uma sexta feira, dia da maldade pré véspera de Natal. Isso quer dizer que você pode enfiar o pé na jaca antes de ter que conviver com sua família e fingir que é um ser humano decente. Vá pro bar e divirta-se!

Obs 1: Se a mina/boy sorri, é mandioca no Edy

Obs 2: Quem bate a nave não bate a bad

Sejam legais uns com os outros e se amem!

Bjo do gordo!

Comentários

Populares

Topo