Criptaremos

Pouparemos – Especial Sexta 13

Finanças é um assunto que, por si só, já assusta muita gente. Marquinhos Ghesla (como é conhecido no meio artístico) tirou um tempinho de sua agenda lotada na bolsa de valores e escreveu um conto só para vocês, então sejam educados e leiam até o fim!

 

Meus pais diziam que eu tinha depressão e que era diferente das outras crianças.

Meus professores diziam que era culpa dos meus pais a minha preferência pela solidão, que eu não ganhei carinho o suficiente na infância.

O que eles nunca entenderam é que eu não estava sozinho, nunca estive! Sempre senti que havia alguém (ou algo) comigo, aquilo falava comigo e eu digo “aquilo” porque não parecia uma pessoa, não era como se eu tivesse outra personalidade dentro de mim, era algo como um amigo imaginário, mas era real.

Eu não sei de onde essa coisa veio, ou porque me escolheu, tudo que sei é que a sentia comigo 24 horas por dia. Quando fechava os olhos conseguia ver seu rosto disforme e aura negra, conseguia sentir sua mão gelada me tocando, me puxando para si.

Antes de dormir eu a via me esperando, esperando para assumir o controle da minha mente, dos meus sonhos, quando percebia eu estava imóvel, por mais que eu tentasse, não conseguia mexer um músculo, só podia ver e ouvir. Via a escuridão acima de mim, ouvia a sua voz como um  sussurro em minha mente.

Mas agora, depois de tantos anos eu finalmente sei a quem escutar, sei que o que estou fazendo é o certo e parei de escutar quem não me engrandecia.

Agora, sempre que sinto a vida de alguém ir embora, sempre que sinto o sangue quente escorrendo em minhas mãos, sempre que ouço o ultimo suspiro das pessoas que sempre me trataram como louco, eu sei… Eu sei que é certo porque a escuridão está comigo e eu a deixo no controle, afinal ela é minha amiga!

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