Criptaremos

CRIPTAREMOS – Nem Tudo São Flores

Boa noite,

E ai prontos pra mais uma noite de medo?

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

NEM TUDO SÃO FLORES

Um casal anda por um bairro no interior são eles, Adonis, jovem, cabelo curto, usa uma camiseta com uma estampa de praia, uma bermuda de sarja, sapatenis sem meia e Dália, jovem, cabelo descolorido nas pontas, usa uma blusa social vermelha, uma calça capri e sandálias. Ambos passeiam felizes por uma rua em um bairro residencial calmo.

Ao passar por um pequeno terreno aberto, gramado e com algumas flores em seus canteiros os dois se entreolham e vão em direção ao terreno.

Uma senhora, Margarida, cabelos curtos e encaracolados, usa uma blusa folgada com motivos floridos ela está na janela na casa ao lado do terreno, observa de longe o casal entrando no espaço. O casal feliz senta no chão gramado do terreno, fica ali durante um tempo namorando.

Adonis nota ali perto as flores no canteiro, se levanta – Feche os olhos.

Adonis pega algumas flores e volta com as elas recém arrancadas na mão, escolhe uma flor lilás dentre aquelas que ele pegou e a põe próximo ao nariz de Dália, que após sentir o cheiro tateia até pegar o caule.

Dália sorrindo responde – Lavanda, minha favorita.

Adonis entrega as demais flores que ele colheu à Dália, mas antes separa um dente-de-leão, ele senta-se ao lado de Dália novamente e coloca o dente-de-leão à frente de Dália.

Adonis, levanta a mão e sinaliza o número três com os dedos faz o gesto de contagem regressiva.
Ele começa a contagem  – 3…2…1… – quando a termina a Dália fecha os olhos e assopra com toda força, mas Adonis tira a flor da
frente da moça, ela assopra o nada, quando abre os olhos vê o que Adonis fez.

Adonis ri.

Dália com um sorriso, dá um leve tapa no ombro de Adonis.
Adonis volta a colocar o dente-de-leão a frente de Dália então começa novamente a contagem regressiva

-3…2…1…

Ao final da contagem Dália novamente fecha os olhos e assopra, ao abrir os olhos, novamente não vê o dente-de-leão à sua frente, sorrindo se vira para brigar com o namorado, mas ao invés de ver Adonis sorrindo, ela vê ao seu lado o corpo do namorado sem vida. Em pé próximo a cabeça do namorado um velho, Jacinto, velho, usa uma boina, camisa social aberta até o segundo botão, suspensórios e uma calça social bege, em suas mãos um machado respingando sangue fresco.

Dália percebe sua alegria se transformar em pavor ao se dar conta do que está acontecendo, ela tenta gritar, mas Jacinto não deixa tempo para o ar passar pelas cordas vocais da moça, cravando o machado em seu pescoço. Jacinto arranca o machado do pescoço de Dália com ajuda do pé, o corpo da moça cai, Jacinto vira-se e dá alguns golpes de machado no homem faz a mesma coisa com a moça.
Dentro de uma casa, em uma sala, uma poltrona verde e uma marrom de frente para uma TV de tubo Margarida, sentada na poltrona verde assiste a um programa de qualquer de culinária. Jacinto entra pela porta que fica ao lado direito da sala, ele carrega um sorriso no rosto e está com as mãos nas costas, ele fica em pé encarando Margarida.

Margarida se levanta e vai até Jacinto, ela se demonstra preocupada já que Jacinto tem algumas manchas de sangue em seu rosto, passa a mão no rosto de Jacinto que apenas sorri, dá 2 passos para trás e mostra as duas cabeças decapitadas do casal.

Margarida se espanta, mas é um espanto de alegria, ela pega a cabeça de Dália e cheira profundamente o cabelo.
– Lavanda, minha favorita.

O casal de velhinhos se entre-olham e dão um selinho. FIM

 

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