Criptaremos

Criptaremos – Som Alto

Boa Noite pessoal,

Hoje Criptaremos numa noite de sábado, pq eu sei que você trevoso está acordado até altas horas e não gosta de se socializar em baladas vazias e cheia de gente falsa e o fato de eu ter esquecido de postar ontem não tem nada a ver com isso.

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

SOM ALTO

Noite, depois de um dia cansativo de trabalho e algumas horas extras, que não serão contabilizadas, João decide ir para casa. Ao chegar no ponto de ônibus ele se vê sozinho, já que aquela hora a maioria das pessoas que trabalham na região central já foram embora.

João não se incomoda, já que aquela é a última semana do mês e sua permanência no trabalho até depois do horário é mais “requisitada”. Assim como nos outros dias João quebra o silêncio daquela solidão com sua coletânea musical especial de bandas que ninguém conhece, com versões disponíveis apenas no obscuro mundo do Rock underground e em seu iPod

João se orgulha de ter aquelas mesmas músicas desde a sua adolescência, mas por um orgulho estranho do tipo: “Não mudo de gosto musical” do que pelo fato de ouvir com o mesmo sentimento de quando as escutou pela primeira vez.

João permanece ali no ponto de ônibus, sozinho e ouvindo suas músicas pelo seu fone de ouvido, após algumas faixas de repente a música é interrompida por um chiado, ele faz cara feia e a música volta a tocar. Depois de 5 segundos o chiado volta mais forte. João tira o celular do bolso, libera a tela de bloqueio, olha e tudo normal, mas o chiado persiste ele mexe no fone, dá pause, tira o plug do celular e põe novamente, aperta play a música volta baixa mas o chiado não se foi.

João aumenta um pouco o volume, mas a música abaixa e o chiado aumenta. Ele escuta o que parece uma voz dizer – Você… – mas não sabe se foi isso mesmo, estranha e aumenta o volume no máximo e escuta novamente a voz – Vai… – agora um pouco melhor, mas ainda baixo e com chiado.

João inclina a cabeça, leva a mão a orelha e pressiona o fone no ouvido, desta vez o chiado some e o silêncio faz-se notável, e uma voz gutural em um volume muito alto diz: – MORRER.

João toma um susto como nunca tinha tomado na vida, ele arranca os fones, seus olhos estão esbugalhados, sua respiração ofegante. Os fones pendurados balançam, ainda assustado ele olha para os fones durante alguns segundos, após esse tempo,  João cria coragem e pega os fones um em cada mão, leva a mão esquerda a orelha e encaixa um fone do lado esquerdo, leva a mão direita a orelha direita antes de encaixar um rosto negro está ao seu lado, em seu ouvido e diz: – Agora.

FIM

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