Animaremos

Animaremos – Guilty Crown [Anime]

E se você possuísse o poder de dar forma ao coração das pessoas e utilizá-los como ferramentas? Você suportaria a culpa por este pecado? Hoje é dia de Ouma Shu vestir a coroa da culpa e contar a história pra vocês.

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Aqui é o Hikaji e vamos falar um pouco sobre Guilty Crown, um anime cheio dos clichês mas que ainda sim consegue ser bacanudo.

Sinopse

Na véspera do Natal de 2029, um desastre espalha o  “Vírus do Apocalipse” pelo Japão, deixando-o em estado de emergência, num caos chamado “Natal Perdido”. Diversos países se reúnem e fundam a GHQ, uma  organização internacional com a missão de ajudar o Japão a se reerguer. O Japão é restaurado, porém ao custo de sua liberdade, podada pelas leis aturoritárias impostas pela GHQ. 10 anos depois, Uma organização conhecida como Funerária, que se opõe a GHQ, rouba de seus laboratórios uma ampola contendo o Void Genoma, Ouma Shu de 17 anos, um estudante anti-social do ensino médio, conhece Inori Yuzuriha enquanto ela fugia com a ampola, mas a situação se complica e Shu é obrigado a aplicar o Genoma em si mesmo, adquirindo assim o Poder do Rei, que lhe permite puxar ferramentas chamadas Void de dentro das pessoas. Este é o poder que a Funerária buscava para enfrentar a GHQ, e agora Shu se alia a eles para se oporem ao sistema corrompido.

Personagens

Ouma Shu é um saco. Mas é um saco legal. Uma coisa muito interessante é como o personagem evolui, apesar de meio óbvio, Shu deseja a todo momento ser notado ou fazer algo para ser aprovado entre aqueles que o cercam. Mas antes de receber o Poder do
Rei, ele era um Sawada Tsunayoshi da vida

Após receber o poder ele começa a se questionar o que deve fazer com ele e como deve se portar diante das pessoas daqui para frente. Muito do crescimento do personagem acontece se baseando em outro personagem da série, Tsutsugami Gai, líder da Funerária. Shu se espelha em Gai praticamente a série toda, buscando tomar as decisões que Gai tomaria. Obviamente que Shu não é Gai e a grande maioria das decisões que ele toma desta forma dão errado.

Outro personagem importante para a trama é Yuzuriha Inori. Inori é uma daquelas cantoras de Youtube que faz sucesso entre a galera, mas secretamente ela faz parte da Funerária e é pau mandado de Gai. Devido ao fato de Gai tê-la resgatado e dado um sentido à vida dela, Inori o segue sem questionar suas ordens. Com o passar da série ela se apega a Shu, transferindo esta admiração que sentia por Gai para ele.

Gai, por sua vez, sempre se mostrou preocupado com os integrantes da Funerária, sendo que para ele são sua família. Porém, isto não o impede de tomar decisões difíceis. Gai sabe que, como líder, muitas vezes será obrigado a mandar colegas para a morte e o faz sem pensar duas vezes.

Análise

Guilty Crown é um anime rápido. Apesar de muitos episódios parecerem uma eternidade, principalmente os que envolvem a depressão de Shu, a história se desenvolve sem muita enrolação. Como disse anteriormente, o desenvolvimento de Shu é um dos pontos fortes da série e acaba ditando o rumo da história. De ingênuo e inocente Shu se torna sério e maduro, assumindo seus erros e literalmente vestindo a coroa da culpa, que, diga-se de passagem, foi um ótimo nome para a série e casou muito bem com a trama.

A qualidade da animação é razoável, com efeitos bonitos quando os Voids são utilizados, porém sem muita atração nas demais cenas. A trilha sonora é bem interessante, sendo, para mim, um dos pontos fortes da série. Em sua maioria são músicas gostosas de ouvir e que conseguem passar o sentimento adequado para a cena em questão.

Apesar de diversas lutas sensacionais ocorrerem ao longo do anime, a última deixa muito a desejar. Logo a última. Eles mais conversam do que falam e isso é triste. Já nas demais é realmente bonito de se ver a forma como Shu utiliza os voids e os poderes que cada um deles tem, as lutas de robôs e tudo mais.

Infelizmente a série conta com muito fanservice desnecessário, sendo muito forçado na maioria das vezes. E eu não tenho saco pra fanservice. Logo, pra mim isso foi um ponto negativo bem grande. Não chega a atrapalhar a trama, mas você nota nitidamente que aquilo não deveria estar ali.

Considerações técnicas

O anime estreou em outubro de 2011 e foi finalizado em março de 2012, totalizando 22 episódios. Foi produzido pelo estúdio Production  I.G e o roteiro ficou a cargo de Yoshino Hiroyuki.

Considerações Finais

No geral Guilty Crown é um bom anime. Com certeza não é algo do qual se esperar uma história profunda e pow brainexplosion, mas ainda sim entretém bem. As lutas, aliadas a trilha sonora trazem uma sensação que gosto muito de nossa vou dar porrada. Acho que sabem do que estou falando.

Eu recomendaria esta série para quem quer ver algo com alguns poderes diferenciados, mas nada muito sério.

 

 

Escrito por: Hikaji, jogador noob de LoL, Hearthstone e Pokémon. Futuro psicólogo, acredita que Chrono Trigger seja o melhor jogo do mundo. Adora robôs gigantes, gunplas, patins e a noiva que é a coisa mais linda do mundo. Colecionava mangás, mas como a verba está curta agora aceita doações. Sonha em ficar rico e abrir um fliperama.

 

Dúvidas e sugestões: gustavo_hikaji@hotmail.com

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