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Imaginaremos #16: A Interface Zero

Sejam bem-vindos ao Imaginaremos, seu reduto de RPG no Capinaremos. Hoje, sobre cyberpunk e Interface_Zero.

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Talvez essa seja a pergunta mais propicia a ser feita. Lançado como um cenário dentro do sistema Savage Worlds, Interface Zero tenta com muito sucesso trazer de volta a sensação distópica atingida em obras como Blade RunnerNeuromancer através de pequenas alterações no sistema-mestre que fazem cada consequência tornar-se extremamente punitiva e cada ação ser planejada com o dobro de cautela. Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Situado em um mundo alternativo e distópico, em 2090 a Terra se encontra transformada graças ao eco-terrorismo, mudanças climáticas e guerras nucleares. A China apagou nações do mapa, anexando-as a seu território ou transformando-as em Estados fantoches. O mundo viu a ascensão e queda de superpotências. Os E.U.A não existem mais. Brasil e África do Sul ergueram-se como nações de proeminência global. A ciência hackeou o genoma e ser “humano” agora é apenas um título vago. Desde entidades robóticas sencientes até híbridos de humanos com animais, o mundo em Interface Zero é sujo, tecnológico e perigosamente pitoresco. Um lugar perfeito para aventureiros selvagens!

O quanto você aguenta?

Savage Worlds é conhecido por ser um sistema rápido, divertido e furioso. Isso é explicado durante a jogatina, onde ações se resumem facilmente, priorizando a diversão e deixando cálculos mega-complicados para depois. Também é um sistema bruto, onde personagens iniciantes podem conseguir derrubar grandes vilões graças a “aberturas de dado”, onde conseguir o número máximo de um dado faz você rerola-lo e adicionar o resultado ao total. Interface Zero dá um passo além disso. Além das comuns aberturas de dado de Savage Worlds, a cada ferimento recebido é rolado um dado em uma tabela de injúrias. Dependendo deste resultado, indicará uma punição severa ao seu personagem, podendo ser até mesmo a perda de um membro!

Distopias não tem esse nome a toa, omae!

Outro detalhe interessante neste universo de robôs e corporações são os hackers. Cada vez mais perigosos, esses indivíduos podem literalmente hackear o cérebro das pessoas e roubar suas informações ou, pasmem, frita-los de dentro para fora. Isso só é possível graças ao TAP (Tendril-Access Processor), um microprocessador instalado em praticamente cada ser vivo em 2090. Graças a essa pequena maravilha tecnológica, o mundo é capaz de acessar a internet (aqui chamada de Global DataNet) de qualquer lugar, em uma rede integrada mundialmente. Toda essa comodidade não vem só para o bem e pessoas com certas habilidades podem tentar roubar suas informações ou memórias. Cuidado por onda anda rapaz, você pode acabar se perdendo…

Interface Zero traz de volta a febre que foi o cyberpunk no mundo nos anos 2000. Atualmente na sua segunda versão, nomeada de 2.0, o jogo foi licenciado e está em processo final de revisão pela Pensamento Coletivo aqui no Brasil. E entãoomae, acha que tem o que é preciso para esmagar seus adversários? Ou será que não passará de ferro-velho na próxima sarjeta? Se você sempre se interessou por universos como Ghost in the Shell ou mesmo teve a oportunidade de jogar Cyberpunk 2020, adquira já Interface Zero 2.0 pelo site da Pensamento Coletivo e reviva a experiência cyberpunk em toda plenitude.

Lembrando que IZ 2.0 necessita do livro base de Savage Worlds para ser jogado. Você pode adquirir sua cópia diretamente no site da Retropunk editora.

Por Murilo Lamegal, Designer, empresário meio amalucado, uma preguiça humanóide e nerd em tempo integral.

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