Criptaremos

CRIPTAREMOS – Caroneira

Boa noite galera,

E ai gosta de pegar uma estrada? Uma viagem tranquila, aquele rock rolando enquanto é só você e a estrada, mas cuidado as vezes ajudar alguém que está na estrada com uma carona pode ser seu fim.

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

Caroneira

Estrada, cercada por muitas árvores, nela alguns carros passam, mas muito poucos. Um Fox vermelho passa em uma velocidade baixa.

No interior do carro há um jovem casal, Hélio, com barba por fazer, camisa xadrez, bermuda jeans e sapatênis sem meias, ao seu lado está Sarah, com uma blusinha branca, calças jeans e sapatilha.

A música no carro está alta, um rock clássico, Hélio batuca no volante ao ritmo da música enquanto Sarah está com a cabeça encostada no vidro. Seu olhar é calmo e acompanha alguns pontos da estrada ao passarem pela janela.

Na estrada a frente há uma garota, Júlia. Ela usa um vestido longo florido, uma mala bege um pouco velha, em sua orelha uma flor semelhante as presente nas plantas que cercam a estrada e um sua cabeça um chapéu de vime. Júlia segue pela estrada à pé e as vezes anda de costas para fazer sinal de carona aos carros que passam.

Hélio, de dentro do carro vê Júlia, e pensativo para de batucar e arqueia as sombracelhas. – Por que não?

Hélio desacelera o carro, Sarah que estava de olhos fechados percebe que o veículo está parando e desencosta a cabeça da janela, olhando em volta para entender o que está acontecendo. – Ah? – exclama ela

Hélio encosta o carro e Júlia percebe que um Fox vermelho para mais à frente e corre segurando o chapéu a pequena distância que há entre ela e o carro com um sorriso no rosto.

Hélio, olha pelo retrovisor e vê Júlia se aproximar, abaixa o vidro do carona enquanto Sarah está emburrada, olha fixamente para o painel. – Eu não acredito- diz para si

Júlia chega ao lado da janela, olha para Sarah e Hélio, ela acena com a cabeça em sinal de cumprimento.

Hélio abaixa o volume da música.

– Não fique com medo não sou nenhuma assombração – Diz Júlia sorrindo – Ambos riem, enquanto Sarah dá um sorriso amarelo. Júlia percebe que Sarah não está muito feliz e para de rir imediatamente, O rádio falha.

– Tu ta indo pra onde guria?

– Pra Riviera! Bom pelo menos quero ir pra lá – responde Júlia enquanto segura o chapéu para não voar com o vento.

Hélio, pensa um pouco – Bom, não estou indo exatamente pra lá, mas vou passar pelo Planalto, ajuda? – Júlia empolgada – Ô se ajuda! Sarah fica quieta, mas Júlia percebe. – Claro, se não for incômodo.

Hélio, destrava a porta. – Sussa, sobe aí!

Júlia, meio receosa olha para a estrada e lembra que não passaram muitos carros,  por fim acaba entrando. Júlia se dirige para a porta traseira, primeiro sua mala e depois ela se ajeita no banco de trás do carro, um pouco atrapalhada. Hélio olha com estranheza pelo retrovisor ela se acomodar. Após aquela situação cômica Hélio engata a primeira e segue viajem, Sarah cruza os braços emburrada e encosta no banco.

Após algum tempo de viajem onde todos estão quietos Hélio olha pelo retrovisor. -De onde você é?

– Covinhas, em Minas Gerais. – responde Júlia de imediato.

Hélio sorri e continua – E lá em Covinhas é normal pegar carona com alguém e sentar no banco de trás?

Júlia sorri sem graça – E eu ia sentar aonde? No colo dela? – apontando para Sarah.

Hélio ri e olha com estranheza pelo retrovisor. – Dela quem?

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