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Veganos e Carnistas – Quem sai ganhando?

Muito se fala do estilo vegano de ser, principalmente no que tange ao vegano ter dificuldades em lidar com a opção de outras pessoas que insistem em comer carne. Muitas são as acusações e manifestações vindas desse grupo contra quem ainda é adepto a uma dieta que inclui todo tipo de alimento de carne. Sendo assim, resolvi reunir aqui nesse post os aspectos mais relevantes dessa discussão.

Inicialmente gostaria de ressaltar que o vegano não é aquele que apenas recusa carne como alimento. O vegano recusa todo tipo de produto de origem animal, pois entendem que os animais devem viver livres, e qualquer coisa diferente disso, seria exploração animal. O que eles provavelmente não sabem, é que temos produtos de origem animal por toda parte, e algum deles nós nem fazemos ideia.

Um grande exemplo desses produtos, seriam os shampoos e condicionadores, que de acordo com a PETA, mais de 20 químicos de origem animal podem ser potencialmente encontrados, e muitos desses ingredientes podem ser tanto de origem animal ou vegetal, se tornando difícil distinguir. Outro exemplo clássico é o das sacolas de plástico (aquelas de supermercado), que tem em sua fabricação gordura animal para melhorar sua elasticidade. Pneus de carros ou bicicletas possuem em sua fabricação uma versão de origem animal do ácido esteárico, que serve para conservar o formato do pneu sob o atrito no chão, bem como a camisinha que necessita da caseína, que é o produto chave na fabricação do látex.

Ainda no que tange ao consumo da carne, podemos destacar como suas maiores vantagens  nutricionais o fato da carne ser rica em proteínas, creatina, mioglobina, ajuda a manter a glicemia estável, entre outras coisas. Segundo especialistas em nutrição, a carne, em especial a vermelha, é a melhor e mais segura fonte de proteínas ao nosso alcance.

Já a desvantagem do veganismo não encontram-se somente em não comer carne, e sim a proibição de comer alimentos como leite, sorvete, iogurte e queixo, por exemplo. Roupas feitas de seda também não são permitidas aos adeptos do veganismo, pois são provenientes de animais e isso estaria em desacordo com a ideia de “liberdade animal”.

Porém, é um tanto óbvio que o hábito de consumir produtos de origem animal jamais será extinto por completo da face da terra. Sendo assim, tenho a ligeira impressão de que os ativistas veganos concentram suas energias de forma equivocada.

O grande exemplo disso é a comprovação de que o estresse dos animais interfere diretamente na qualidade da carne, que interfere diretamente na saúde humana. Acontece que, através de testes, chegaram a conclusão de que toda a adrenalina e outros elementos liberados durante o estresse do animal, devido às condições de criação, e principalmente das condições de abate, “contamina” a carne de forma que, com o consumo contínuo, estaremos “contaminados” também, só que a longo prazo. E essa contaminação pode causar dos mais diversos problemas de maus funcionamento do nosso organismo.

E o que o vegano tem a ver com isso, se ele nem come carne? Bom, isso é bem simples! Se o vegano deixa de consumir produtos de origem animal pois não concorda com a “exploração animal”, e tendo um mínimo de consciência das condições de criadouros e abatedouros existentes por esse mundão, não seria mais eficaz cobrar dos criadores e quem mais de direito uma qualidade de vida mais digna para os animais, inclusive no momento do seu abatimento?

Não é porque consumimos produtos de origem animal que precisamos ser cruéis com os animais que consumimos. Inicialmente por uma questão de humanidade, por uma questão ambiental e por fim por uma questão de saúde, considerando que um animal maltratado terá uma carne “infectada” que quando consumida trará algum mal a quem a consumiu, por menor que seja.

Portanto, se as energias fossem direcionadas da forma correta, essa briga de vegano x carnista não existiria na proporção que é hoje, e todos sairiam ganhando: os animais e o meio ambiente, que viveriam melhores; os carnistas, que teriam uma carne de melhor qualidade para consumir; e os veganos, que teriam a certeza de que os animais estariam em melhores condições, sem um tratamento  cruel.

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