Criptaremos

CRIPTAREMOS – Susto

Boa noite palhacinhos,

 

Hoje resolvi postar um pouco mais tarde. É um conto simples, mas de grande impacto para quem abstrai histórias, imaginando-se no lugar do protagonista (tipo eu). Portando boa noite e bons sonhos!

 

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

SUSTO

Robson depois de mais um dia de trabalho, combina com seu amigo Ângelo que iria passar na casa dele para pegar umas coisas que ele havia esquecido lá na sua última visita.

Robson não gosta muito de ir para casa de Ângelo, pois para chegar em sua casa saindo de lá ele tem que atravessar um pequeno parque, rodeado de árvores. Mas como ainda era cedo, por volta das 17h, Robson não se incomodou em ir para lá naquele dia, já que todo o trajeto não demoraria mais de 1h, mas para a infelicidade de Robson o ônibus que eu ele estava quebrou, atrasando todo o percurso.

Robson resolveu não pensar muito nisso e apertou o passo, uma vez que se ele andasse depressa o tempo que ele levaria seria menor e logo ele estaria em casa. Ele chegou à casa de Ângelo pegou o que tinha que pegar e tratou de sair dali o mais rápido possível, apesar da insistência de Ângelo para que ele ficasse.

No caminho de volta Robson chega no lugar que ele mais temia, o sol já estava abaixando levando com ele a claridade que ainda restava, os postes da rua já haviam se acendido. Robson parou no portão de entrada do parque olhou em volta, respirou fundo e disse para si. – Não precisa ter medo, é só um parque, algumas árvores e um silêncio sepulcral.

Robson tinha uma certa razão em temer o local, há um silêncio estranho, mesmo com tantas árvores não se ouve pássaros nem qualquer outro bicho identificável, nada além do farfalhar das folhas. Sem contar que ele não se lembra de ter visto outra pessoa em nenhuma das poucas vezes que passou por lá.

Ele se apressa, já está quase anoitecendo

– Puta que pariu odeio esse parque!

Ele anda alguns metros através das vias cimentadas que ziguezagueiam o parque. Mais a frente ele vê uma árvore com um balanço um pouco velho.

– Muito melhor – diz para si rindo nervosamente. Uma brisa sopra e o balanço começa a balançar levemente – Pronto o que vem agora, uma menininha de vestido e cabelos longos cobrindo o rosto? – Diz sarcasticamente olhando para cima.

Robson sente um puxão na roupa olha rapidamente pra baixo -AHHHHH, ali ao seu lado dele uma menina sorridente, com cabelos curtos e roupa colorida. Robson ofegante, leva uma mão ao peito, passa a outra na testa e apreensivo diz – Nossa menina, você quase me mata de susto!
A menina olha para ele, abre um sorri e responde

– Como assim quase? Ela aponta para o chão.

Robson olha para o chão e vê a si mesmo ali, imóvel.

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