Animaremos

Especial Inio Asano ! [Mangá]

Olá meus queridos, Andrei aqui, hoje trago um pequeno especial de duas obras (lançadas no Brasil) do mangaká Inio Asano !

Solanin e Nijigahara Holograph

Não, você não vai ver PunPun por aqui… não agora…

Quero começar pelo primeiro mangá dele lançado por aqui: SOLANIN.

Meiko e Taneda, dois jovens que se formaram a pouco tempo, vivem suas vidas juntos em um apartamento em Tokyo. Insatisfeitos com suas rotinas, Meiko decide largar o emprego e tenta fazer com que Taneda retome sua banda da época de faculdade, junto com seus amigos. Porém a troca brusca de rotina traz consigo incertezas e dúvidas. Mas algo acontece e traz ainda mais imprevisibilidade para suas vidas e de seus amigos.

Solanin (ソラニン, Solanin?) é uma série de mangá escrita e ilustrada por Inio Asano. Foi serializada na revista Weekly Young Sunday (mesma revista que serializou sua obra posterior “Oyasumi PunPun”) da editora Shogakukan entre 2005 e 2006. O mangá foi licenciado e publicado no Brasil pela editora L&PM Editores entre novembro e dezembro de 2011 e recentemente teve uma reimpressão.

Em 2010 foi adaptado em um filme live-action, no mesmo ano em que a banda Asian Kung Fu Generation lançou a single “Solanin”, com letras escritas pelo próprio  Inio Asano. A canção foi apresentada na versão do filme. A banda também forneceu a música-tema de encerramento do filme.

Com toda certeza Solanin é uma das obras mais “calmas” de Inio Asano, aqui ele não usou muito de metáforas ou outras figuras de linguagem exageradas, como é de praxe em suas outras obras. Ela possui uma beleza simples, uma beleza que ressalta as aventuras e desventuras do cotidiano e da sua quebra. Mas, dizer só isso seria diminuir a obra de Inio Asano.

Falando da arte do mangá, ela é bem bonita e não foge em nada a arte dos demais mangás do autor. O character design é bem tranquilo, se comparado com a de Nijigahara Holograph, tendo personagens bem caricatos e engraçadinhos.

O enredo é muito bem escrito e é uma pequena montanha russa de tensão, mas é uma montanha russa com um pico BEM alto, que te deixa com um “QUE ?” na cabeça e depois a calmaria novamente. O desenvolvimento dos personagens é bem curtinho, ele ocorre nas passagens dos capítulos e você consegue se apegar a eles.

Não quero acabar com a surpresa de vocês ao ler a obra, então não vou me alongar muito. Solanin é uma obra gostosa de se ler, mas um tanto melancólica, te faz pensar a forma que você vive. Te faz pensar quais sonhos você abandonou para poder viver de maneira estável, faz questionar se você é realmente feliz  no seu cotidiano, te faz pensar…. (profundo, profundo)

É uma obra que demonstra a passagem da adolescência para a vida adulta, o abandonar coisas, desistir de certas vontades e, talvez, a tentativa de retomada de algum sonho. Acho que nem todo mundo pode pegar a mensagem central do mangá, há quem diga que para isso é necessário ter vivido decisões difíceis para entender todo o teor da obra. Mesmo assim, é uma obra recomendável para qualquer um, é leve, de fácil leitura e com uma arte bonita (mas claro, não venha querendo um shonen de porrada).

 

Agora, o mangá que foi recentemente trazido ao Brasil, mas que é mais antigo que Solanin:

“Nijigahara Holograph” (虹ヶ原ホログラフ, Rainbow Field Holograph), foi serializada na revista “Quick Japan” entre 2003 e 2005. O mangá foi licenciado e publicado no Brasil pela editora JBC, e seu lançamento ocorreu em novembro de 2016.

“O presente, o passado e o futuro dos alunos de uma certa escola se encontram num lugar chamado Nijigahara. Os boatos que correm pela cidade, o monstro do tunel, os segredos das famílias, o surto de borboletas… Do mesmo autor de Solanin, eis a história que surgiu do entrelaçar dos infinitos fios do destino.” Esse é o texto que se encontra na capa traseira da versão brasileira e é um texto interessante para se explicar o teor da obra.

Como eu posso dizer, talvez, Nijigahara é uma obra bem oposta a Solanin, a “calmaria” que você vê em um é totalmente sobreposta por um clima denso e pesado do outro. Diferente de Solanin, está obra utiliza muito de metáforas e figuras de linguagem, é necessário um olhar atento para não perder nenhum detalhe importante.

A arte do mangá é indiscutivelmente bonita, muito parecida com a de Solanin, principalmente por serem obras contíguas em seus lançamentos. O que mais separa ambas na arte é com certeza o character design, em Nijigahara faz alguns personagens com rostos esquisitos, isso de maneira proposital, para que ele gere um desconforto, até mesmo uma certa desconfiança sobre o personagem.

Não tenho como falar do enredo sem gerar grandes spoilers, mas posso dizer que o mangá cobre sobre o passado, presente e futuro de diversos habitantes de uma pequena cidadezinha. Iremos descobrir o melhor e COM TODA CERTEZA o pior do ser humano.

Sobre os personagens… realmente nao sei o que escrever aqui, alguns até dá pra simpatizar, outros são odiáveis facilmente… até que do nada “PÁÁÁÁÁ”, se já odeia todo mundo ou não. Na verdade, é difícil dizer se eles são tão humanos, as emoções aqui são demonstradas indo de um ponto até o extremo oposto. (Ai depois da obra você percebe que a Higure era a pessoa mais boazinha da obra e você sente pena dela 🙁 )

Aqui temos um método narrativo um pouco diferente dos usados geralmente, temos a narrativa de rede, ou seja, cada capítulo não tem “continuidade” com o anterior, mas todos se ligam (em que ordem ? vai de você descobrir), pode parecer um pouco confusa… Sim, ela é confusa, pesada e densa, mas logicamente, isso não é um demérito, visto a maneira como é o clima da história contada

Com uma narrativa diferenciada, que aborda fases da vida dos personagens que se interligam, Nijigahara Holograph não é um mangá pra qualquer um. Você precisa estar disposto a ler com muito foco e cair de cabeça na história.

Sendo uma história que fala sobre o tempo, coisas que as pessoas guardam dentro de si e mostrando como pessoas podem ser  filhas da … Aqui, diferente de Solanin, Inio Asano quer mostrar o ser humano. Mostrar nossos erros em julgamentos e mostrar como todos nós somos “monstros do túnel”.

Câmbio e Desligo

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Escrito por Andrei: Adorador de animes/mangás, joga video-game extremamente devagar, geralmente não os termino… gosto de livos de romance policial e é claro, sou um autointitulado sommelier de boa cerveja. Nos meus tempos livres eu gosto de fazer nada, isso quando não estou dormindo.

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