Pouparemos

Pouparemos: 5 erros comuns de quem poupa

Pessoas! Faz tempo que não apareço com essa belezinha de coluna que tem o único e nobre propósito de deixar todo mundo mais tranquilo com suas contas e, por esse motivo, peço minhas mais sinceras desculpas. Dito isso, vamos listar 5 erros que cometemos quando achamos que estamos no caminho certo para economizar. Vem comigo!

ATENÇÃO! Coluna cheia de GIFs, siga por sua conta e risco de consumir seu plano de dados.

Economizar é uma coisa maravilhosa desde que não seja um martírio ao qual nos submetemos pra sobrar R$5 a mais no fim do mês. Pra não chegar nesse ponto de sofrência e ainda sobrar os R$5 pra apoiar o Capina todo mês, basta cuidar e não cometer os erros abaixo:

Gastar mais do que se tem

Parece básico, mas pode passar despercebido. Quantas vezes você pensou “já virou a fatura do cartão” ou parcelou uma compra porque no momento não tinha dinheiro? Já deve ter pensado mais de uma vez que se você tivesse a oportunidade de diluir uma dívida, poderia comprá-la e ainda sobraria dinheiro para outra compra.

Com essas facilidades de pagamento, acabamos nos deixando levar por causa da velocidade que vamos conseguir algo. Estamos pré-programados a aceitar danos/sacrifícios posteriores para obtermos prazer imediato. Para corrigir isso, basta pensar que no futuro ainda será você que terá que se apertar para pagar a divida que você está assumindo no presente.

Pense antes de comprar: eu preciso disso agora? Não posso juntar esse dinheiro e voltar outro dia? Você vai se surpreender com a quantidade de coisas que você nem volta a querer comprar, apenas por deixar passar essa ansiedade do momento.


Começar novas dívidas antes de quitar as antigas

O jeito mais simples de se afundar em areia movediça é ficar se debatendo. Quanto mais você se mover pra sair, mais você afunda. Da mesma maneira, quando você entra numa dívida, e então entra em outra, e em outra… a chance de você afundar e ficar sufocado é maior do que se você parar, pensar em fazer algo diferente e decidir mudar de atitude.

De nada adianta você ter economizado todo mês 50% do seu salário, se você, além de ter uma dívida ativa no cartão de crédito (com juros absurdos), por exemplo, optar por começar novas dívidas. Elimine uma coisa por vez. Comece com as dívidas mais críticas: com juros maiores e prazos de vencimento mais apertados. Tente sair do cheque especial ou pagar as dívidas ativas antes de se preocupar com poupar, caso contrário, de nada adianta o esforço por mais nobre que esteja sendo.


Direcionar mal seus investimentos

Caso você seja um investidor, do tipo de aplicação que for, e se guiar simplesmente pelos vídeos de YouTube ou por tutoriais de sites que dizem que vão te deixar rico em um ano, sem considerar sua situação e suas metas, você vai estar pior que se não investisse.

Você pode ver uma aplicação que rende uma ótima porcentagem por mês, que tem baixíssima incidência de imposto de renda, mas esquece de ver que o prazo dela é de 10 anos. Assim, você aplica esse dinheiro sem dó nem piedade e espera que você vai conseguir usá-lo daqui 2 anos, quando decidiu fazer aquela viagem de intercâmbio para estudar o ornitorrinco vesgo do Alaska.

Pesquise. Leia sempre e questione tudo que você achar de conteúdo patrocinado. As vezes algum título incentivado no momento certo pode salvar um banco pequeno de falir, mas pode te fazer deixar uma grana parada e sem expectativa real de retorno em um prazo que você não estava considerando esperar.


Ser manipulável pelo valor dos produtos

Você já reparou que sempre tem um prato mais caro que os outros no menu de qualquer restaurante? E por mais caro, me refiro a um jantar especial, que custa R$80 o prato, num restaurante onde a média  dos outros pratos não supera os R$40. Ou um celular que custe muito mais que os outros, do modelo X, enquanto ele não tem muito mais funções que um modelo G da mesma marca, e que um modelo E, que é o mais barato de todos. Assim, o modelo G passa a ser muito atrativo, não? Ele tem um valor intermediário, não é o toperson dos modelos, mas também não é o mais comunzinho, o que torna os R$800 que são cobrados por ele um preço justo.

Temos tendência a acreditar que os valores intermediários são os ideais. Outro exemplo? Supondo que você não entende de vinhos, mas tem uma ocasião especial. Compraria um vinho de R$40 a garrafa, um de R$26 ou um de R$18? Se você sugeriu o de R$26, deve ter pensado que o vinho de R$18 era muito comum para a situação e que o de R$40 era muito exagerado. Não se preocupe, você só é humano.

Nosso cérebro funciona com comparações. Sempre vamos basear nossa opinião sobre algo ser caro ou barato baseado no que conseguimos pensar a respeito do produto. Se não tivermos nada na memória, uma pesquisa prévia por exemplo, qualquer valor de um produto semelhante que esteja próximo serve. As ‘melhores’ marcas do mundo tendem a fazer com que você não tenha como comparar seus produtos com nenhum outro. A Rolex, por exemplo, não vende relógios, por mais que seja um objeto que você use no pulso e use para ver as horas. Você compra um Rolex pelo status que ele lhe confere. E se você está atrás de status, não vai ser comparar o preço de um Rolex com um Casio Vintage.

Fique atento se você está comparando o valor dos produtos pelo que você considera que ele vale, por causa do benefício que ele vai te trazer, ou simplesmente comparando com o que está ao redor no momento da compra.


Achar que economizar é simplesmente não gastar dinheiro

Economizar é sim, em grande parte, não gastar dinheiro. Não estou desmentindo o que essa coluna defende, fique calmo. Mas além disso, poupar também é saber se planejar e aproveitar oportunidades. Suponhamos que você acompanhou seu consumo de xampu por 2 meses. Assim, você concluiu que usou 2 frascos de xampu em 2 meses, ou seja, em 1 ano, você usa 12 frascos de xampu. Suponha também que você pague R$20 por xampu, ou seja (de novo), um total de R$240 por ano só em xampu.

Detalhe, estou considerando um xampu qualquer, de uma marca boa, que seja de sua preferência e que você consuma uma quantia qualquer, apenas pra fins de exemplo.

Porém, um dia desses, você encontra esse mesmo item de higiene, da mesma marca que você ama, por R$15. Imagina que alegria! R$5 a menos! Dá pra tomar um café na padaria na volta do mercado! Mas olha só. Se você consome 12 desses por ano, por que não aproveitar e estocar xampu que é algo que não ocupa tanto espaço e, caso você opte por estocar para um ano, você vai ter economizado R$60? Parece mais atrativo?

O xampu é apenas um exemplo que qualquer um pode se relacionar (desculpem-me os carecas), mas comece a pensar na soma que essas pequenas economias podem te trazer sem que você abra mão das marcas que gosta ou que confia. Além disso, sem precisar investir em nenhuma aplicação ou se preocupar com qual delas rende mais, você conseguiu o “rendimento” imediato, de uma aplicação de renda fixa de R$180 que precisaria de 3 anos para render os mesmos R$60.

Claro, como nas leis da robótica, essa sugestão não pode conflitar com nenhuma das outras. Não estoque tudo na sua casa sendo que você não tem condições financeiras para tal. Se planeje e aproveite dos benefícios e da tranquilidade que uma pessoa com finanças bem planejadas consegue usufruir.


Era isso, pessoas! Apesar da coluna ter estado inativa por um tempo maior do que eu imaginava, espero que essas dicas sirvam de algum apoio pra vocês. Caso vocês tenham mais alguma sugestão, deixem um comentário. O tio gosta de saber se vocês curtem o Pouparemos. Abraço e até a próxima!

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