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Análise de Kingsman: The Golden Circle #Sem_Spoilers

Olá capivaras! Sejam bem-vindos a uma série de posts que espero que durem um longo tempo! Na última quinta-feira (14/09/2017) fui convidado pela 20th century fox e pelo Omelete a assistir em uma sessão exclusiva Kingsman: The Golden Circle, a continuação de uma das maiores surpresas de 2015. Obviamente, para não estragar a experiência de ninguém que está roendo as unhas para assistir o filme, essa análise se transcorrerá sem spoilers do filme (e com alguns do primeiro, por que seria impossível não. Se você não assistiu Kingsman: Secret Service, PARE AQUI), apenas contextualizando os fatos do filme e deixando minhas impressões sobre o por que você deve ir ao cinema dia 28 ver Taron Egerton chovendo balas contra seus inimigos. Sem mais delongas… Vamos lá!

(PS: Todas as imagens aqui utilizadas já foram apresentadas em trailers e Tv Spots)

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Em primeiro lugar, prepare-se. Kingsman: The Golden Circle vai te deixar sem ar em algumas cenas. O filme começa contextualizando a agência algum tempo (não especificado) após o ataque de Valentine, no primeiro filme. Em seu primeiro arco, o filme entrega uma narrativa sólida e fechada, reintroduzindo alguns personagens do primeiro filme, como Roxy, agora sob o codinome Lancelot. O próprio Eggsy tornou-se Galahad, manto passado pelo seu antigo mentor, Harry, morto no primeiro filme. Aqui temos uma evolução da personalidade dos personagens, em especial de Eggsy, que prosseguiu com seu relacionamento com a princesa da Suíça. O primeiro arco transcorre de maneira humorada, mostrando como Eggsy se tornou um pouco relaxado depois de eliminar a ameaça de Valentine. “Spetacullar-hey!”. Logo no final temos o encerramento desse arco com a apresentação de Poppy, a vilã do filme. Deixem-me discorrer sobre ela por um momento. Juliane Morre é uma atriz já conceituada em Hollywood, com trabalhos incríveis como Para sempre Alice, que rendeu a atriz uma coleção de prêmios. A atriz entrega uma vilã que realmente faz sentido. Em vários momentos, você acabará concordando com os ideais da vilã, embora é bem possível que discorde da maneira em que ela aplique suas resoluções. Arrisco dizer que ela lembra do Coringa, de Christopher Nolan em Dark Kight. Simpática e ainda sim amedrontadora e definitivamente perturbada dentro dos trilhos.

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Um dos atores que mais carrega o filme é Mark Strong, que retorna com seu papel de Merlin, o especialista em inteligência dos Kingsman. É incrível como o ator consegue ir da comédia ao drama e te deixar incrivelmente triste. Favor se atentar a cena em que o mesmo canta, no terceiro ato. Simplesmente de cair o queixo.

O segundo ato já se torna algo mais confuso. Com a apresentação dos Stateman, são introduzidos novos personagens, como o subaproveitado Agente Tequila (Channing Tatum) e o Agente Whisky (Pedro Pascal). Infelizmente, Channing Tatum aparece pouco no filme e isso é explicado por sua narrativa, porém suas cenas são hilárias. Comandando a agência norte-americana temos (é claro) Jeff Bridges, como Agente Champagne ou Champ, como ele prefere. Apesar de suas poucas aparições durante o filme, Jeff Bridges brilha ainda no papel de um agente sênior, um cowboy aposentado. Na inteligência da agência, espelhando-se nos londrinos, temos Halle Berry como Ginger Ale, outra atriz que infelizmente não pode ser tão explorada durante a narrativa. É no segundo ato que as coisas se tornam um pouco mais amargas. Temos alguns Deus Ex Machina que não estragam a experiência, mas deixam um gosto ruim na boca.

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Aqui também somos reapresentados a Harry (Colin Firth) que todos pensavam ter morrido no primeiro filme. Antes que gritem, SPOILER, essa cena já tinha sido mostrada em todos os trailers. E aqui estava meu maior temor. Simplesmente reintroduzir o personagem como uma carta de mestre e um Ahá!… Fiquem calmos, isso não acontece. O segundo ato do filme se foca nas interações de Harry, Eggsy e o Agente Uisque. Esse último entrega a primeira “cena da igreja” do filme, com dois revolveres e um laço. Simplesmente fantástico.

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Há de se atentar para a crítica social que o filme passa, graças a sua vilã e graças a atuação de Bruce Greenwood, que entrega um TRUMP. Sim, senhoras e senhores. Não temos o nome, mas temos todos os maneirismos e aquele jeito… adorável do presidente norte-americano. E em mais de uma vez você colocará a mão na sua face pensando “como esse idiota virou presidente”. O término do segundo ato é um tanto confuso, não tão bem fechado quanto o primeiro. Muitas informações acontecem ao mesmo tempo e talvez a maioria dos espectadores fique confusa em relação a motivação dos personagens.

Agora, o terceiro ato. Uma surpresa fantástica é Elton John, interpretando ele mesmo. É impossível falar de suas cenas sem recorrer a spoilers então pararei por aqui, apenas dizendo que quarta-feira é sim um dia bom pra brigar.

Aqui, no terceiro e último ato, temos o encontro derradeiro com a vilã. O filme repete alguns encontros do primeiro filme, como a briga com o capanga bizarro. Creio que isso não seja um defeito e sim uma paródia/homenagem aos filmes clássicos de Bond.

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E novamente, temos outras duas “cenas da igreja”, tão populares no primeiro filme. A primeira, já mostrada nos trailers, com Eggsy e Harry simplesmente dançando um balé de tiros e pescoços quebrados contra os capangas de Poppy. A segunda… Bem, essa eu não posso nem mencionar, mas apesar da motivação um tanto pífia, é espetacular!

No mais, o filme é corajoso e consegue surpreender, de verdade. O primeiro filme foi uma surpresa que ninguém esperava e esse conseguiu superar a expectativa, apesar de seus problemas. Kingsman: O Círculo Dourado estreia dia 28 de Setembro e você pode aproveitar muito mais nos cinemas da rede Cinépolis. 😀

Por Murilo Lamegal, que sempre quis ser um cavalheiro espião.

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