Criptaremos

CRIPTAREMOS – Estrada da Noiva

Boa Noite,

O nome de uma rua pode vir de uma referência de algum comércio de uma região como Rua do Sapateiro, homenagem a alguém famoso Avenida Roberto Marinho, ou apenas não há explicações lógicas como a Praça dos Enfartados. Com milhares de ruas a chance de você saber todos os nomes é mínima, e o significado então? Menos ainda.

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

Estrada da Noiva

Bianca e Márvio já estão na estrada de terra a um bom tempo e alguns solavancos depois…

– Essa é a estrada já é a estrada da noiva? – Esbraveja ela já meio irritada

– Não, é a próxima.

Ele dirige mais alguns metros e faz uma curva, logo após completá-la – Essa é a estrada da noiva.

A mulher anui com a cabeça, enquanto olha pela janela aquela pequena e mal cuidada estrada de terra, permeada por um barrando que se eleva a meio metro pelas laterais da pequena rua.

Após alguns metros e solavancos depois a mulher, meio entediada pergunta – Você sabe porquê do Estrada da Noiva?

Márvio balança a cabeça negativamente, Bianca continua – Deve ser por quem pega ela se atrasa!

– Então deveria se chamar Bianca…hahaha! A mulher da um tapa no ombro  do marido brincalhão – Besta.

O carro continua o caminho passando pela pequena entrada, Márvio aponta – É mais ali na frente.

– Para, para, para o carro! – grita a mulher.

Márvio para o carro mas Bianca já desce antes que o veículo parasse completamente deixando-o com a porta aberta, ele olha através da porta aberta e parada em pé, Bianca aponta para o motivo do escândalo anterior, nada mais do que um grupo de flores; Rosas, callas, altromérias, lisiantos e boca de leão. Por mais belas que fossem aquela situação deixou Márvio irritado.

Bianca começa a colher algumas flores – Que lindas – exclama ela, ao terminar ela volta para o carro com Márvio a encarando bravo e então eles seguem viajem deixando no local apenas os caules partidos.

No fim da rua, Márvio vê pelo retrovisor, parada em pé ao lado daquele conjunto de flores uma mulher, toda de branco com o vestido rendado mas todo sujo, os cabelos loiros escorrem molhados por seu rosto, não era possível saber pela distância mas Márvio sabia que ela o estava encarando. O medo tomou conta dele, seu coração batia aceleradamente, nesse momento ele percebeu o que estava acontecendo ali, assustado ele parou o carro e sem tirar os olhos da figura que ele via pelo retrovisor diz – Jogue o buquê pela janela, agora!

– Jogar o que? – pergunta Bianca

Atônito Márvio é mais enfático – O buquê,  janela A-GO-RA!

– Eu não vou jogar minhas lindas flores – Retrucou Bianca.

Márvio toma o buquê das mãos de Bianca, abre a janela e joga com toda sua força o buquê para trás. Por mais forte que ele tenha jogado as flores não iria chegar na metade do caminho entre o carro e o ser fantasmagórico que Márvio encarava pelo espelho. Antes do buquê cair no chão, a figura sumiu da vista de Márvio e reapareceu para pegar o buquê.

Márvio dá um grito no carro, ele não pensa duas vezes e acelera com tudo levantando uma grande nuvem de poeira e deixando tudo para trás, exceto uma pequena flor, uma boca-de-leão que Bianca escondida guardou para si.

 

 

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