Criptaremos

CRIPTAREMOS – O X Marca o Local

Boa noite bucaneiros.

O corsário era um pirata com autorização do rei para fazer pilhagem de outros navios, alguns dizem que corsários são piratas que envelheceram e não tinha mais a sede de sangue que tinham na juventude, mas quem acredita em piratas? São todos mentirosos salafrários!

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

O X MARCA O LOCAL

É a septuagésima quarta vez que Jeff único dente acerta o chão do terreno daquela remota ilha com a picareta e a nonocentésima vez que ele se pergunta o porquê de ter aceitado essa bendita proposta.

Na semana anterior, num bar remoto na costa da Jamaica chamado Montego, Jeff bebe seu sexto copo rum sua última pilhagem foi um sucesso e ele estava ali gastando seus últimos tostões com as únicas coisas que ele gostava além da pilhagem a bebida, mulheres e jogos.

Seu sétimo copo chega e ele berra algumas palavras irreconhecíveis não pela sua falta de escolaridade comum daquele ano de 1722, mas sim pela bebida forte que tomava compulsivamente. Era sua vez de jogar os dados, cercado por 5 outros tripulantes que estava com Jeff em sua última empreitada no canto do bar Montego. Todos apostavam tudo o que tinham e principalmente o que não tinham.

Nosso bucaneiro era jovem, no auge de seus 29 anos, tinha com um porte físico médio mas sua característica mais marcante era uma série de dentes de ouro que ele se orgulhava mais do que tudo. Naquele dia ele era conhecido por outro nome, era Jeff  boca de ouro mas os dados não queriam que ele permanecesse assim e naquela noite Jeff boca de ouro, virou Jeff banguela.

Largado no beco, com a boca sangrando e embriago Jeff apagou.

– Acorde, vamos…. se levante – Jeff abriu os olhos preguiçosamente, mas fechou logo em seguida a seus olhos não estavam acostumados com a claridade do sol do meio dia, ele sentiu a cabeça latejar.

– Noite difícil? – perguntou a silhueta masculina que Jeff via através dos olhos semi-cerrados.

– Zá tife pioref – Resposte o desdentado.

– Vamos levante-se – Insiste a voz

– E fe eu não quisef?

– Bom e se eu te der motivo?

– Tem Rum? – Pergunta Jeff voltando a se deitar no chão duro

– Nãos, mas tenho algo comigo que você vai poder tomar todo rum que quiser! – a silhueta tenta levantar Jeff pela camisa

– Não me interessa – Jeff se solta e volta a se deitar – Eu já posso tomar todo o rum que eu quero.

– Não, não pode! – Eu sei que o seu dinheiro acabou – Eu consigo mais, agora vá embora e me deixe dormir, minha cabeça está dói.

– Ok – Disse a voz num tom de desistência – Mas com a minha proposta, você voltaria a ter seus lindos dentes devolta, Jeff desdentado . O marujo banguela levante-se derepente – Eu demorei 7 anos para ter todos aqueles dentes, você está me dizendo que você tem uma proposta que vai me pagar de uma vez 7 anos?

– Sim!

– Ok, eu aceito sua proposta seja ela qual for mas com uma condição, me diga quem é você e por que eu? – Jeff pergunta desconfiado ao homem estranho. A frente do bucaneiro banguela, aquele homem se vira, é um senhor já com uma certa idade, uma grande barba branca que sobe por suas suíças mas param na altura da orelhas, suas roupas estão puídas e ele usava uma bengala.

– Aceito suas condições, Eu sou Jean-Baptiste e você era o que estava mais perto.

– Se o que você tem ai é tão bom, porque quer dividir comigo? Tem garantias?

– Que eu me lembre suas condições tinham apenas duas perguntas – Responde Baptiste sorrindo – Ele pega a bengala pelo meio, e na ponta um brilho reluz, Jean arranca o brilho com a outra mão e joga para Jeff – Aqui sua garantia – Jeff pega o objeto no ar, era um dente de ouro que ele feliz coloca na boca.

Os dois piratas saíram naquele mesmo dia, num pequeno navio em direção a costa leste do lugar que hoje é conhecido como Cuba. Por ser mais forte, Jeff ficou com todo o trabalho duro, amarrar, desamarrar, amainar etc… Em um determinado momento, quando saíram da costa leste da ilha de Cuba e a pequena costa das Bahamas (que eles foram logo em seguida de Cuba) Jeff já frustado de receber ordens de Baptiste questiona – Para onde vamos? Ou você me fala ou trate de amainar você sozinho daqui pra frente…onde já se viu uma tripulação de dois?.

Baptiste volta a sorrir, coloca a mão por dentro do casaco velho e puxa um papel amarelado e mais sujo do que ele – Acho que já está na hora de você saber. Ele abre o papel e lá estava, era um mapa detalhado, as ilhas de Cuba, Bahamas…Bermudas e no caminho entre as ilhas e o tão famoso triangulo havia um desenho de uma ilha, e uma X vermelho, ao lado esquerdo do mapa em espanhol havia algumas palavras mas Jeff não sabia ler – Veja – Disse Baptiste – O xis marca o local! – Jeff abre um sorriso malicioso de um dente.

A viagem seguiu-se tranquila. Jeff não parava de pensar no mapa e como ele tomaria o tesouro todo para sí, já que estavam somente ele e o velho indo na direção da pequena ilha, não seria tarefa difícil.

Ao chegarem na ilha, Baptiste os guiou com base nas palavras que haviam no mapa e enfim, chegaram onde consideravam ser o X do velho mapa.

Após muito cavar no local e se perguntar do porquê está ali  – Tem certeza de que é esse o local? – pergunta Jeff cansado. Baptiste afirma com a cabeça – Por que só eu cavo? resmunga Único dente – Porque você é o mais forte – responde Baptiste.

Jeff já muito cansado e pensando em guardar um pouco de energia pois depois de cavar ele teria que dar um jeito em Baptiste – Pra mim chega, tenho que descansar! – E encrava a picareta no solo – Clank – faz o barulho da picareta ao encontrar o solo, Jeff olha para trás – Eu disse que estava aqui – diz Baptiste

Ambos terminaram de tirar a terra de cima e das laterais, de onde agora se vê uma caixa madeira com vários ornamentos em dourado e algumas aparentes pedras preciosas. Jeff, eufórico, levanta o pequeno e valioso baú e o põe na borda do buraco em que eles estão.

Os dois apreciam maravilhados aquela caixa, Jeff – Onde foi mesmo que você disse que achou esse mapa?

– Isso interessa?

Jeff tenta achar o mecanismo de abertura enquanto Baptiste sai rapidamente do buraco, Jeff passa o dedo sobre uma jóia que está no centro da tampa que abre o baú,  uma luz intensa toma conta do lugar que logo e em seguida se cessa.

O baú se fecha, Jeff sumiu. Baptiste se aproxima o baú e põe as mãos sobre ele, uma luz toma conta do local e a figura senil da lugar a um jovem, com seus 29 anos, uma barba negra e escura Baptiste olha para si e se maravilha

– Eu nunca me canso disto.

Ele põe o baú de volta no buraco e joga a terra por cima.

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