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Imaginaremos #37: Perdendo um personagem

Em qualquer jogo, existe a possibilidade do inevitável acontecer, quando seu personagem cai em batalha sem meios de recuperação. Meses ou até mesmo anos de desenvolvimento de personagem se vão em um piscar de olhos. Como guiar seu jogo diante de um acontecimento tão impactante e como avançar com o jogo, de uma maneira positiva? Essa e outras questões serão o tema do Imaginaremos dessa semana. Sejam bem vindos de volta a coluna sobre rolar dados do Capinaremos. Sejam bem vindos ao #Imaginaremos!

Morte é um adereço necessário ao RPG. Um perigo inevitável que deve ser mantido para que os jogadores lembrem-se o que está em jogo e o peso de suas ações. Nos primeiros níveis, nos mais tradicionais RPGs, isso pode ser uma ameaça constante e real. Um cenário emocional e difícil de lidar sendo o Mestre de Jogo, então aqui vão algumas dicas para que você consiga tornar esse acontecimento mais fácil para seus jogadores digerirem e para que se torne um evento memorável e aditivo para sua história.

Em primeiro lugar, certifique-se de lembrar seus jogadores que o perigo de morte é real para seus personagens. Faça isso logo no começo de sua campanha para que quando acontecer pela primeira vez, eles não sejam pegos de surpresa (quer dizer… será uma surpresa de todo modo mas… Vocês entenderam).

Quando o momento finalmente acontecer, não deixe “morrer” ali. Narre o evento da maneira mais cinemática o possível. Detalhe o ocorrido de maneira épica para que os jogadores sempre se lembrem desse momento incrível (e terrivelmente triste).

A menos que o personagem seja obliterado instantaneamente, considere permitir que o jogador diga algumas palavras finais, como um grito de guerra ou uma inspiração para que seus amigos continuem em frente. Isso tornará aquele personagem realmente memorável para o resto da mesa graças a um momento marcante. Se não houver ressurreição possível para o personagem, permita também que o grupo tenha um período de luto dentro do jogo. Apesar de ser apenas uma ficha de papel, o jogador que a comandava realmente ficará honrado de ver seu personagem sendo lembrado como alguém importante. Tente fazer com que os jogadores lembrem do personagem em questão de maneira positiva, por exemplo ressaltando os grandes feitos do valoroso guerreiro através de músicas e bebedeira. Isso ajuda a aliviar um pouco a tensão causada pela morte repentina e “cura” um pouco a ressaca causada por tal acontecimento.

Assim que a poeira tiver baixado, após a sessão, tome um tempo para conversar com o jogador do personagem falecido sobre a incrível aventura de criar um personagem completamente novo. Todas as novas possibilidades, perícias novas, habilidades. Tente ressaltar isso de uma maneira positiva, para que o jogador não se sinta desconfortável. Caso o jogador ainda esteja muito apegado ao personagem antigo, converse com ele para que de alguma forma o novo personagem tenha alguma relação com o background do antigo. Como um sucessor espiritual… de certo modo.

Você pode discutir com os outros jogadores sobre manter viva a memória do personagem caído conforme a campanha continuar. Eles podem criar braceletes honrando o personagem falecido, para que se lembrem do mesmo em momentos de desespero. Talvez eles nomeiem sua fortaleza com a alcunha do personagem caído. Coisas assim mantem a memoria do personagem viva conforme o jogo progride e conferem à aventura um certo senso de continuidade.

Essas são apenas ideias para manter vivo a ameaça e equilibrar o seu jogo. Espero que tenham gostado da matéria dessa semana e voltaremos semana que vem com mais!

 

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