Criptaremos

CRIPTAREMOS – Luminescência

Boa noite galera,

 

Sei que ninguém sentiu falta mas depois de um “hiatus” digno do Miura (mais de 1 mês sem publicar) trago o primeiro conto desse novo ano e a volta dessa coluna que vai durar até que o Zanfa me demita enquanto eu conseguir escrever.

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

LUMINESCÊNCIA

Quando meu filho era pequeno, nossa família ia constantemente acampar, só ele, meu marido e eu sob as estrelas. Passávamos horas olhando o céu estrelado e ele tinha um fascínio enorme por vagalumes.

– Estrelinhas – dizia ele sempre que via algum e eu nunca o corrige, nunca expliquei o que eram, achava fofo.

Apesar de dormir muito bem ao ar livre, quando estávamos em casa ele ia constantemente ao meu quarto com medo de dormir sozinho, aproveitando o amor que ele tinha pelas estrelas comprei aquelas pequenas que podem ser coladas nas paredes e brilham no escuro, não preciso dizer que ele adorou, mas mais do que isso ele ficou apaixonado por tudo que brilhava no escuro e deixou de se levantar a noite para ir ao meu quarto.

Meu marido sempre que podia presenteava nosso filho com algum brinquedo que brilhava ou piscava, não só por amor ao nosso filho, mas desconfio que ele gostou de passar mais tempo comigo sem ser interrompido.

Em seu aniversário de 6 anos meu marido deu a ele um foguete de brinquedo que além de brilhar no escuro tocava uma musiquinha.  A partir dai quem se levantava era eu, pois meu filho adora ficar com aquele foguete nas mãos e com aquela música até pegar no sono. Então ia eu, quase todas as noites até o quarto dele para desligar o brinquedo e colocá-lo na prateleira.

Tudo ia muito bem até que por volta das das 2:40h da manhã acordei com a bendita musiquinha, sei da hora porque meu celular estava ali ao lado e assim que vi o horário pensei:

– Eu não acredito que ele está acordado a essa hora!

Estava tudo apagado e de longe dava para ver somente luzes iluminando coloridamente o corredor, fui devagar para pegá-lo de surpresa assim que cheguei na porta do quarto. Acendo a luz de supetão, meu filho está na cama dormindo e o brinquedo na prateleira.

 

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