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SOBRE A VIDA NA CIDADE

''Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.''
 Friedrich Nietzsche    

 

A cidade fede ao inculto e soberbo esgotamento intelectual. Gritos eufóricos anunciam agressões momentâneas. Rituais comumente desprezíveis são precedidos por avareza insólita e pobreza de espirito. As ruas infinitas, estruturadas através de um suposto e pobre planejamento, já não suportam o fluxo de corpos que desanimados prosseguem com passos deprimentes e cambaleantes.

A cidade teme a solidão mas esta sempre sozinha, escondida atrás do vidro fume, curvada  diante do sangue. Essa cidade não ama, é blindada,e amor perdido é bala  na cara. Uma facção em uma fração de segundos causa um estrago atemporal.

As capelas mortuárias  do conhecimento abrangem uma área exata e extensa, se encarregando  sempre de se certificar de que nenhum intelecto será exumado, as causas da morte contemporânea da razão  jamais serão reveladas.

A nossa cidade dorme, e enquanto dorme não sonha. O lixo estático continua a se propagar de forma indecifrável, como uma onda sonora de destruição, que ecoa de milhões de estômagos famintos, como uma sinfonia  melancólica e confusa,  premeditada por uma orquestra que se auto proclama  esclarecida de seu tempo, no entanto tal clarão de lucidez foi capaz de cegar seu acervo histórico de memorias.

A cidade esta doente e nós   somos essa doença, enquanto nossa vida girar desenfreada pelas vielas  desse território nós estaremos o  enchendo de nossas vivencias, construtivas ou destrutivas, tanto faz, o que realmente importa é se a chuva vai realmente lavar toda essa sujeira.

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