Papo Sério

A quarta via.

O mundo passa por uma polarização extrema.

Existem várias nomenclaturas para cada um dos lados dessa divisão, a designação mais comum, esquerda e direita, é uma forma obscura e rasa de definir essa briga. Não são termos historicamente estáveis, observamos mudanças de posturas de seus representantes conforme a história é contada, de acordo com o ângulo que você a observa e até da maneira como os fatos são manipulados.

Outra forma de nomear essa dualidade é a dividir entre “conservadores” e “progressistas”. Os considero termos mais transparentes do que direita e esquerda, mas não menos falaciosos. O que observamos hoje são muitos conservadores sendo ortodoxos em costumes, mas liberais e, portanto, em favor do progresso em outros campos, como o econômico, por exemplo. Também é possível observar pessoas com mente aberta, ditas progressistas, porém ainda defendendo velhos mantras de séculos passados, já comprovadamente falhos e impraticáveis.

A terceira via, caso você não abertamente compactue e se rotule simpatizante de uma das primeiras, é a indecisão. Existem muitas pessoas neste cenário, divididos entre qual ideologia seguir e, com isso, optando por não seguir nenhuma. Popularmente conhecidos como “isentões”, são pessoas que acabam não se posicionando politicamente, evitam conflitos, acham melhor não expressar a sua opinião ou concordar sem muita convicção com o que lhe é falado, apenas para não causar confusão ou se resguardar.

E muitas pessoas acreditam que o quadro se fecha nessas três opções.

Mas eu acredito que exista ainda um quarto perfil, uma quarta via a ser seguida.

Neste quarto caminho, você não precisa aceitar o pacote fechado ofertado pelos conservadores ou pelos progressistas, mas também não precisa ficar isento mediante o que está ocorrendo. Você pode analisar cada caso isoladamente e, após ponderar, se posicionar conforme achar melhor.

Nesse caminho, você pode defender sua opinião ativamente sem ter medo de ter sua posição menosprezada, pois, ao defender X, você não tem a obrigação de defender Y. Ou seja, nesse caminho você pode ser conservador no que você acha necessário conservar e estimular o progresso no que você acredita que não pode continuar do jeito que está.

Chamo esse outro caminho de bom senso.

Vamos por ele?

 

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