• Egocentrismo

    Obrigado Maria

    Estávamos conferindo os e-mails mandados por vocês, leitores e nos deparamos com a seguinte grata surpresa. Um poema intitulado ‘Minhoca‘, com toda a nossa curiosidade abrimos o anexo para ler e
    Mais uma vez, obrigado Maria, continue estudando e criando lindos poemas, um belo futuro na Academia Brasileira de Letras vos aguarda.

  • LOL Risos

    Definição

    En.co.xar: Ato de encaixar. Comum em ônibus lotados e em festas badaladas. Ex: “Eu encoxei a mina no expresso Nova Milano – Farroupilha.”

    Exemplos gráficos:

    Encoxada aérea.

    Sacrilégio de encoxada. Vai arder no mármore do inferno, ou melhor, vai arder assim lá em casa.

  • Egocentrismo

    O Desiluminado – Parte III

    Final Feliz

    Era sábado de manhã. Acordar cedo para que? Se luz tivesse, acordaria para postar no blog, mas sem essa energia vital para o ser humano contemporâneo, o negócio é ficar dormindo mesmo. Mas por forças maiores fui acordado (leia-se pessoas gritando no meu quarto) e então começou uma jornada de ligações para a fornecedora.

    Reúne documentos aqui, manda-se faxes (qual é o plural de fax?) lá (lá pois aqui não tinha luz para se mandar fax), chora com a atendente, xinga-se a atendente, pede-se desculpa a atendente, xinga-se a coitada mais uma vez e vem uma promessa de reativação para sábado, as 16hrs.

    Ah! Doces palavras: Reativação de energia! Fiquei extasiado, dancei na chuva e gritei bem alto: AEEE PORRA! O grito da vitória, que estava entalado na minha garganta. A felicidade era tanta que disse que iria ajudar minha tia no mercadinho e depois iria para a reunião familiar da primeira comunhão da minha prima.

    Por volta das 16hrs, segundo quem ficou em casa, a luz voltou. E nem a derrota de 2×0 do Grêmio abalou o meu contentamento. Enchi a cara de cerveja, ri bastante no churrasco familiar, cheguei em casa quebrado, nem liguei luz nenhuma e dormi. Força do habito.

    Fim.

  • Egocentrismo

    O Desiluminado – Parte II

    Para cada problema, uma solução.


    Na parte I, paramos com a chegada da penumbra da noite e todos os problemas que ela traz, pra quem não tem luz. Mas como diz o título dessa segunda parte, para cada problema, uma solução. Não temos luz para jantar? Jantaremos romanticamente a luz de velas. Não temos televisão para assistir? Dormiremos cedo para repor as energias. Tudo no freezer/geladeira está apodrecendo? Cozinharemos tudo e comeremos. Afinal, se tudo vai mal, o estômago não tem culpa.

    Sorte minha que tenho curso a noite. Deixo a família iluminada pelo poste da rua a tomar chimarrão e me dirijo para aquele prédio iluminado, muitas luzes ofuscantes, que até fazem doer os olhos. Volto cerca de 23hrs, não o horário que dormiria normalmente, mas já sim cansado suficientemente para pegar no sono. O trajeto de volta para casa era aonde eu conseguia notícias do blog e do Grêmio, um ao oposto do outro. O blog em apogeu e o Grêmio…

    Um herói desse período negro foi o meu incrível celular. Enquanto todas as outras baterias iam terminando, o meu continuava firme e forte, iluminando as urinadas noturnas, iluminando as subidas e descidas da escada tortuosa que dá para o meu quarto e, sobretudo, iluminando o buraco da fechadura que dificilmente acerto quando há luz, imaginem sem ela. Por isso, meu celular – que serve apenas de despertador e relógio e que nunca soube o que era crédito – eu o agradeço.

    Sem perder as esperanças de luz no amanhã, não tomei banho gelado na noite de quarta-feira. Tasquei-lhe desodorante e perfume e fui-me embora. Com medo que não voltasse a luz na quinta-feira, retirei um livro na biblioteca, Quincas Borba. E realmente quinta foi o dia em que tive de encarar o banho gelado e o Machado de Assis.

    Entre quinta e sexta li todo livro. Eis um resumo: Quincas Borba, homônimo a seu cão, era um velho filósofo rico que ficou maluco e morreu, deixando toda sua fortuna para seu criado Rubião. Que por sua vez foi ao Rio de Janeiro, gastou toda grana do Quincas, ficou louco também e morreu. Linda história.

    E depois de um ataque térmico e o início de uma pneumonia grave por conta do banho glacial, tudo correu naturalmente. Tirando as goteiras no meu quarto, que são um problema e parece que não tem solução. E que agora, não mais caem do lado da minha cama, e sim no meu travesseiro e por sua vez, na minha cara. Viva!

    E aguardem o final dessa emocionante história, amanhã, aqui, no seu querido blog.

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