• Humanizaremos

    Humanizaremos? Sim e com certeza.

    E, pela primeira vez, está no ar o meu, o seu, o nosso Humanizaremos. No ápice de uma pericoronarite resolvi estrear a coluna. Pretendo escrever aqui nas terças-feiras, semanalmente. Como mamãe me ensinou bem, sempre quando se ocorre de entrar em um novo espaço a gente deve apresentar-se. Bom, sou a Letícia Sartori. Para os mais íntimos, Lele. Para as crianças dos amigos, tia Lele (esse é o que eu mais gosto, inclusive). Estou no auge da segunda década de vida e sou acadêmica do curso de odontologia, atualmente no sexto semestre. Quem me conhece pessoalmente sabe que morro de amores pela odontologia e que a “apaixonite” é forte. Porém, nem tudo são flores e, existem várias coisas que poderiam ser diferentes. Uma dessas coisas é o quesito humanização dentro da Odontologia e também da área da saúde como um todo. Mas, por que, em santo juízo, Humanizaremos? Escolhi esse nome para a coluna por três motivos. O primeiro se trata da necessidade de acolhimento e atenção que observo nos pacientes. O segundo por conta dos assuntos referentes à área da saúde que vejo perdidos por ai sem maiores esclarecimentos ou que merecem ênfase para o público em geral. O terceiro que é legal falar sobre saúde humana e pesquisas em diferentes áreas (tentarei chamar os coleguinhas da saúde para sempre que possível darem uma passadinha aqui).

    Humanização é uma palavra importante em uma profissão que desperta fobias nas pessoas. Medo das canetas de alta rotação, medo de agulha, medo de anestesia. Ir ao dentista para muitos é extremamente torturante. Por isso e outras coisas, que um pessoal da área, inspirado por profissionais de outras áreas da saúde como enfermagem, obstetrícia, ginecologia, pediatria e psiquiatria, vem desenvolvendo a um tempo ações voltadas á humanização da área. Humanizar significa acolher, entender, saber ouvir, reconhecer o outro como um ser humano que é igual a você em direitos e deveres, um ser que também tem dores, que é pleno e que necessita de cuidado e atenção integral. Esse caminho para a Humanização vem sendo muito discutido dentro do SUS, com várias políticas públicas voltadas á esse processo. Humanizar a saúde também significa considerar o conhecimento local de uma comunidade e de um indivíduo, além de reconhecer que saberes devem ser agregados e melhorados em conjunto e que a saúde depende de fatores que exigem uma conversa frequente dentro da área e fora dela. Como uma pessoa vai ter saúde plena quando em um lar violento, por exemplo? Além disso, é fundamental que o indivíduo tenha a capacidade de resguardar sua saúde, que ele tenha autonomia e que conheça o seu corpo. Isso não significa que as pessoas devam sair por ai se automedicando, por exemplo, mas sim, que elas sejam apoiadas, esclarecidas e conduzidas corretamente nas suas tomadas de decisões.

    Vários casos clínicos vem acompanhados de diagnósticos que não fecham e que tem motivação psicogênica, pacientes que não tem melhora do quadro no tempo esperado e  que, muitas vezes não aderem ao tratamento. E tu fica se perguntando, mas por que motivo ele ou ela não melhorou? Eu fiz tudo certo, segui os protocolos. Ás vezes o problema foge da nossa alçada e temos que buscar ajuda de outros profissionais, propondo uma prática integrada de saúde. Por vezes até o contrário ocorre, pacientes que são saudáveis e que nos procuram com várias queixas, pois o que falta é eles se sentirem acolhidos e terem suas dores acolhidas por alguém. Eles querem alguém para conversar, para rir, para sair um pouco da solidão. Por mais que você se esforce, nem sempre as restaurações e demais procedimentos vão sair da forma que se imagina e se espera, porém, a dedicação e o seu comprometimento pra com o paciente muitas vezes acabam demonstrando que alguém se importa com ele.  E isso pode salvar uma vida.

    Recepcionar uma pessoa com um aperto de mão, um “Como vai o senhor ou a senhora?” e um sorriso no rosto não custa nada e é extremamente acolhedor. E isso faz a diferença. Bem mais que o recepcionar com máscara e luva de procedimento ( parece que esta querendo fugir de um crime e não ser identificado – fica o questionamento ai no ar). Finalmente entendi o que faz um tratamento dar certo, o paciente não faltar à consulta, o paciente desejar estar ali: atenção e acolhimento. É óbvio que devemos saber realizar os procedimentos da maneira adequada e ética, mas apenas saber fazer não te faz ser um bom médico, um bom psicólogo, um bom dentista. Em uma modernidade líquida, como explica o Zigmunt Bauman, as relações acabam ser muito superficiais e, muitas vezes a superficialidade mais atrapalha do que ajuda. Principalmente quando esperamos sinceridade e verdade de outrém. Isso faz também com que as pessoas se blindem e cada vez mais seja complexo intervir em casos que tem como solução problemas bem mais graves. Em alguns casos, erosões dentárias podem significar casos de bulimia. Descuido com o corpo e com a higiene, casos de depressão. Um hálito forte em conjunto com outros sintomas, casos de diabetes (prometo que vou tentar abordar esses assuntos de maneira mais abrangente aqui na coluna). É óbvio que diagnosticar transtornos mais complexos é difícil, conversar e fazer com que o paciente seja sincero também é. Porém, é mais difícil ainda quando a prática não é humanizada e integrada.

    Muitas vezes os pacientes só querem um ouvido amigo. Somente querem empatia pelo que sentem. Muitas vezes, o ambiente doméstico, o trabalho, a roda de amigos pode não estar legal. Imagina ser um alento na vida de alguém. Não tem dinheiro que pague um obrigado por um sorriso reconstruído e uma autoestima renovada. Humanizar é necessário sim e com certeza. E,  infelizmente ou felizmente, empatia só é ensinada por uma instituição. Vida, o nome dela.

     

     

  • Colunas

    Pós-Créditos Episódio 1: Voldemort, a Origem do Herdeiro (review)

    A história de Voldemort nunca foi contada nos filmes de Harry Potter. Por isso, um grupo de fãs conseguiu a autorização da Warner para produzir um filme contando a história do vilão. Surgiu assim Voldemort, a Origem do Herdeiro, um fanfilm que foi lançado no último domingo no YouTube.

    E no primeiro Pós-Créditos, é dele que a gente fala. Contém Spoilers.

  • Legendas Inesperadas Para Gifs Aleatórios

    LIGA – Legendas Inesperadas para Gifs Aleatórios #00041

    E quando você tá lá lavando a louça e, por descuido, deixa um pouco d’água molhar sua camisa? Você continua a limpeza, logicamente, mas aquela tecido, agora pesado, tocando friamente seu abdome, traz uma sensação de que a vida é injusta com as pessoas de bem.
    Você, ainda responsável pela limpeza da louça, que nesse ponto já está quase completa, começa a pensar em coisas agradáveis pra esquecer a mazela que foi seu descuido para com a água que lhe atingira. De imediato o melhor pensamento cai na sua mente: “JÁ SEI, VOU PENSAR NA CRISTALIZAÇÃO DE SAIS!”.
    As coisas ficaram melhores agora, o mundo voltou a ser um lugar bonito e a tristeza da gélida marca molhada em sua roupa já não te afeta tanto.
    Os sais salvam vidas.
    Forte abraço!

  • Meu AUmigo Cão

    Especial 5 mil inscritos no Youtube mostrando os cães dos nossos fãs

    Cada eu dia gosto mais de estar por aqui com vocês, e não há satisfação melhor do que saber que as minhas dicas estão ajudando a vida dos seus cães a ser cada vez melhor. Neste vídeo eu mostro 45 cães de fãs aqui do canal e logo, logo, mostrarei mais 45.

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