• Problematizaremos

    PROBLEMATIZAREMOS – A necessidade de ser “famosinho”

    Tem um vídeo correndo a internet há algum tempo (e quem não viu, vale a olhada) que mostra como uma pessoa retrata sua vida nas redes, e que essa forma retratada não é nada fiel ao que ele vive na vida real. São dois minutos de vídeo que mostram como as pessoas evidenciam (ou criam) apenas as coisas boas do seu dia a dia apenas para ter visibilidade na internet.

    Não é raro encontramos pessoas que postam setenta e cinco* selfies diárias, ou então cento e nove* posts apelativos simplesmente porque precisa da atenção de todos voltado para elas. Ainda que essa atenção seja negativa.

    (*esses números são completamente aleatórios)
    
    

    Não acredita no que estamos dizendo? Pois bem, observem quantos só se tornaram “famosinhos” na internet graças aos haters, que investe boa parte do seu tempo para reclamar do conteúdo apelativo postado por aquela pessoa, esquecendo-se de aplicar a regra do ‘desprezo total’ que seria muito mais eficaz nesses casos, e evitaria fazer de um criador de conteúdo ruim uma pessoa famosa.

    Essas pessoas querem ser vistas, não importando a forma como são vistas. Por isso nos deparamos diariamente na internet com fotos perfeitas, festas perfeitas, viagens perfeitas, fotos seminuas, frases apelativas, sexo, mais sexo, posts extremistas e as vezes até um discursozinho de ódio disfarçado de liberdade de expressão. Tudo isso por um like.

    A linha de raciocínio é bem parecida com quem trabalha o mês inteiro (ou decide roubar) simplesmente para comprar um tênis de marca e – finamente – ser visto. Ou como a nossa gloriosa Tati Quebra Barraco (entre outras que ficaram famosas apenas pela polêmica) que gosta de usar frases como “fama de putona só porque como o seu macho” para chocar e atrair a atenção de todos. Ou aquela menina do rolê que só toma um copo mas começa a se fingir de bêbada para chamar a atenção. Porém, se traduzirmos esse comportamento fora das redes para o comportamento dentro das redes, teremos pessoas atolando a internet com conteúdo ruim e apelativo por necessidade extrema de se tornar mais um famosinho, ainda que seja famosinho apenas de um determinado nicho.

    E aí que há os extremos: tais pessoas se engajam até o osso para manter essa “fama” no mundo virtual, e não cair no esquecimento. E aí é que vem o outro extremo: quem está do outro lado observando todo esse conteúdo postado diariamente absorve cada postagem, moldando a ideia que terá sobre quem compartilha aquele conteúdo, seja essa ideia boa ou ruim.

    Com isso, há quem tenha inveja dos felizes porque não conseguem reparar que suas vidas são tão miseráveis quanto a vida daqueles que se fingem felizes nas redes; Há quem tenha asco dos carentes que postam fotos de si e falam de si mesmos o tempo todo, e ainda há quem feche a porta para qualquer diálogo com quem compartilha algo fora desse padrão apelativo.

    O vídeo acima traduz com simplicidade e clareza que o mundo da internet está cada vez mais repleta de gente carente e necessitada de atenção, e que ainda não aprendeu a usar tal ferramenta como forma de espalhar positividade e/ou conteúdos úteis em vez de espalhar mais lixo por aí.

  • Quadrinhos

    5 Tiras de Quarta

    As melhores tiras do universo brasileiro na minha humilde opinião. Ah, e são cinco delas.

    Mentirinhas

    WillTirando

    Ryot IRAS

    Micose Bubônica

    Quadrinhorama

    Compartilhe esse post para fortalecer as tiras brasileiras.

  • Colunas

    Imaginaremos #36: Alinhamento

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    Sejam bem-vindos ao Imaginaremos, a coluna de RPG do Capinaremos. O alinhamento de personagens sempre foi parte fundamental de alguns sistemas, desde sempre. Bom, neutro… Ou Mau? Hoje falaremos sobre como isso afeta seu personagem!

    Você se lembra quando começou a jogar D&D? A vida era tão mais simples, não é mesmo? As regras eram mais simples, os personagens eram mais simples e tudo que você tinha que fazer era falar para seu Mestre o que seu personagem faria e rolar alguns dados e adicionar modificadores…

    Algo que tem sido parte de discussões entre os autores de RPG são os alinhamentos de personagem, o bem e o mal e os tons de cinza que os permeiam. Você selecionava um entre nove alinhamentos e utilizava isso como uma bussola na maneira que interagia com o mundo. O objetivo disso é delimitar as encruzilhadas entre os alinhamentos morais (bem/neutro/mal) e éticos (caótico/neutro/leal) de cada personagem.

    Um personagem leal é alguém que segue e encoraja as regras impostas pela sociedade. Alguém caótico prefere seguir a liberdade pessoal, adaptabilidade e flexibilidade acima de qualquer regra imposta pela sociedade. Um personagem bom é alguém que respeita e possui compaixão pelas coisas vivas, em contra partida de um personagem maligno, que age sem se importar ou considerar com outros seres existentes. Alguém neutro não é uma folha em branco. Ele permeia entre a bondade e a escuridão, entre a lealdade e o completo caos. Mas a grande verdade é que nenhum desses alinhamentos é uma caixa delimitadora e jogar seguindo cada um deles a risca pode ser… Bem frustrante. Fazer escolhas só por causa de seu alinhamento ao invés de utilizar o bom senso de seu personagem naquela situação ou matar algo só por que o “Chaotic/Evil” imperou acima da consideração dos outros na mesa pode resultar em uma morte prematura de personagem.

    Uma opção para evitar uma cimentação de caráter é ter em mente que seu personagem está sempre em mudança, sempre aprendendo coisas novas e constantemente sendo contestado em suas convicções. Busque em seu jogo aplicar mais os tons de cinza que permeiam os alinhamentos, utilizando-os apenas como um ponta-pé inicial. Seu personagem pode ser tão mais rico emocionalmente do que um troglodita que chuta e bate e mata.

    O mais importante para seu personagem é pensar como ele é para o grupo e para o mundo que o cerca de maneira geral. Para um exemplo rápido de como o entendimento dos tons de cinza no alinhamento é simples, pense na perspectiva de um bando de aventureiros famintos por glória e tesouros. Eles se aventuram dentro de uma caverna infestada de goblins saqueadores, derrotando os monstros e recuperando o tesouro… Claro, isso no ponto de vista deles. No ponto de vista dos Goblins, os personagens são um bando de assassinos saqueadores impiedosos. Tons de cinza pessoal, tons de cinza.

    Semana que vem, discutiremos mais sobre como narrar para pequenos e grandes grupos e como se organizar melhor para sua primeira mesa!

    Por Murilo Lamegal

    Fechamento

     

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