Animaremos

Animaremos – Especial de Lançamento: Ghost in The Shell

animaremos

“Em um futuro próximo, luzes e elétrons fluem livremente,
e redes compartilhadas de computadores obscurecem as estrelas.
Apesar dos grandes avanços na informatização, países e raças ainda não se tornaram obsoletos…”

Inicio essa coluna com a  aclamada franquia Ghost in the Shell, de volta aos holofotes, podemos dizer que 2015 foi um deleite para os fãs da franquia. O ano inicia com  uma bela notícia  de um filme live action  protagonizado pela Scarlett Johansson que convenhamos ficará uma maravilha no papel esteticamente falando.

 

scarlet x motoko

“Ah Shiro foi uma boa ela pro papel?”
Bom gente ela é uma boa atriz e tem bagagem de personagens semelhantes a Motoko ( Viuva negra -Avengers/ Lucy- Lucy), o que nos resta é apenas torcer para que ela transmita a profundidade da personagem em questão.

 

 

 

Não parando por aí, no meio do ano em junho na temporada de verão ( No Japão, né galera) uma nova temporada comemorativa de 20 anos. E pra fechar o ano bem no final de novembro (dia 30) , Após apresentação na Tókio Games Show divulgaram  um vídeo do jogo da franquia nada mais , nada menos que em realidade virtual 3D.

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Com a  frase do topo do post, uma obra-prima se inicia: Ghos In the Shell 2.0 um filme que nos imerge em um mundo futurista (Sci-Fi e CyberPunk de 1ª), com uma boa dose de ação e para aqueles, que assim como eu, gostam de algo a mais para pensar, nossos eternos dilemas existenciais na mais pura abordagem da lógica cartesiana de Descartes.

Pra galera que não é das mais chegada nesse universo “anime”, Eu recomendo fortemente o GITS filme como um excelente entretenimento, mas se queres uma experiência além e que faça repensar alguns conceitos vamos nessa.

Olá capinadores aqui quem fala é o Shiro Seth, apresento a vós a nossa nova proposta de uma coluna sobre a 9ª arte (cor /palavra/ imagem) curiosamente a soma da 3ª(Pintura) com a 6ª(Literatura) numérica e representativamente.

wait

Calma não é um artigo de Belas-Artes não.

 

Iremos tratar de obras de anime e manga sempre apresentando um bom entretenimento (séries populares, lançamentos, recomendações). E uma análise de obras Cult/Clássicas. Apesar de no Brasil serem mais conhecidos os Shonens obra direcionada ao público adolescente, há uma gama enorme de produções para o público adulto.

 

 

 

Voltando a nossa obra em questão, com a premissa de:

“No futuro de 2029 o ciberespaço expandiu sem controle,
ao ponto das barreiras entre o natural e o artificial serem absurdamente tênues.

Poucos anos antes a Cidade Harima de Ciências desenvolveu com sucesso um neurochip,
um chip cujas ligações se conectam com fibras neurais, aumentando
assim não apenas a velocidade da transmissão e processamento de dados,
como também permitindo o surgimento dos cérebros cibernéticos.
O uso desta tecnologia ultrapassou a ideia do “prostético” para adentrar de vez na vida diária,
criando com a velocidade e a melhoria do processamento novos serviços, novas áreas, novas profissões e novos crimes.”

Ghost In the Shell não é apenas mais um anime, mas uma grande referência quando se trata de mundo cyberpunk onde  descreve o lado niilista e underground da sociedade digital que começou a se desenvolver nas últimas duas décadas do século XX. Um mundo ciberpunk distópico é chamado de antítese das visões utópicas de mundos de ficção científica e meados do século XX como tipificadas pelo mundo de Jornada nas Estrelas (Star Trek), embora incorporando algumas dessas utopias, principalmente na questão do mito da separação entre corpo e mente, muito discutida na filosofia cartesiana.

Dentre toda filosofia trabalhada nessa obra vale sempre ressaltar o contra-ponto das personagens Motoko, uma humana com corpo totalmente artificial e sua indagação do que define o seu eu, Togusa o único humano sem implantes da equipe e o dilema de ser um humano comum numa sociedade pós-moderna e os Tachikomas portadores de uma inteligencia artificial e sua busca de compreensão do mundo junto com a indagação de possuírem ou não um ghost.

Além disso, pode se dizer até que é o precursor de Matrix, tendo muito da ideia do mundo virtual e filosofias  declaradamente influenciado os Wachowski, não só em conceitos mas também em muitas cenas como podemos ver abaixo:

É valida a comparação com Matrix, mas vai muito além com suas idéias e conceitos trabalhados.

No anime com uma 1ª temporada tendo um antagonista excelente, onde a filosofia anda de mãos dadas com a ação.
2ª temporada um pouco mais cadenciada numa trama de conspiração e “menos conceitual”…

Segundo alguns perdendo sua essência filosófica, mas eis aí  o grande ponto, em paralelo a toda trama principal, mostra-se uma incrível análise dos melhores coadjuvantes deste clássico, os memoráveis Tachikomas, apesar de serem uma ferramente de batalha, durante toda a série desenvolvia seu aprendizado de forma bem similar a de uma criança enquanto refletiam sobre sua inteligência  artificial e a possibilidade de terem seus ghosts ( almas).

Portanto pra encerrar esse tema me despeço com essa cena que foi a mais marcante pra mim, e quem assistir as 2 temporadas de GITS saberá da carga emocional dessa cena.

 

Até a próxima!

. By Shiro Seth: Dentre outras coisas, estudante de mecatrônica, biotecnologia e um grande entusiasta de biohacking/transhumanismo e comportamento humano.

Opiniões e sugestões para: [email protected]

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