Colunas

Capina.mp3 #01 – Boogarins – ESPECIAL DE ESTREIA

Hollas, pessoas.

Começa aqui esta maravilhosa coluna sobre música que todo mundo gosta, que ninguém gosta, que só eu gosto. Ou não. Pra começar, vamos nos falar a cada 15 dias sobre alguns músicos/bandas, novos ou não, conhecidos ou não, novas músicas, notícias relacionadas à música, entre outras maravilhosas coisas.

Vou começar com uma banda que muita gente conhece, mas a quantidade de gente que não conhece deve ser ainda maior por não estar tão presente na Mainstream (vulgo não passa na rádio), mas que tem um som bem legal. Trata-se de Boogarins, que é uma banda daqui de Goiânia, que faz um rock psicodélico meio ao estilo dos anos 60.

  • História

Formação original da banda, da esquerda para a direita: Hans Castro (bateria), Benke Ferraz (guitarra), Raphael Vaz (baixo) e Dinho Almeida (vocais e guitarra)

Pra quem não conhece, Boogarins é uma banda bem legal de rock psicodélico formada em Goiânia (começar com uma prata da casa. Da minha casa, pelo menos), no ano de 2012. Ela era inicialmente formada por Dinho Almeida, responsável pelos vocais e guitarra rítmica, e Benke Ferraz, na guitarra solo. Esses dois caras aí são amigos de infância que, num belo dia, decidiram gravar umas músicas. Dessa gravação saiu o EP “As Plantas que Curam”, em 2013, que contava com 6 faixas. Após o lançamento desse EP, a Other Music Recording Co., uma gravadora de New York, se interessou pelo trabalho dos caras e assinaram um contrato com eles, que já previa o lançamento de um CD. Com isso, se juntaram à banda o baterista Hans Castro e o contrabaixista Raphael Vaz.

Formação atual, sem Hans Castro, e com o novo baterista Ynaiã Benthroldo (terceiro da esquerda para a direita)

Ainda em 2013 eles lançaram o albúm “As Plantas que Curam”, agora com 6 faixas regravadas do primeiro EP + 4 faixas inéditas. O álbum foi lançado em New York em vinil, CD e download digital. Em 2014, Hans Castro deixou a banda por “motivos pessoais” e, em seu lugar entrou Ynaiã Bethroldo, ex-baterista da banda Macaco Bong, banda de rock instrumental de Cuiabá. Em 2015, eles lançaram seu novo álbum, no dia 30 de outubro, chamado “Manual”, gravado na Espanha e também lançado em vinil, CD e download digital. O álbum foi sucesso de crítica no The New York Times.

  • Influências

Ouvindo o som dos caras você nota influências que vão desde Os Mutantes, banda de rock psicodélico que surgiu durante o movimento do Tropicalismo, por volta de 1966, até bandas atuais, como o Tame Impala, que é uma banda de rock psicodélica formada na Austrália em 2007, e há quem os chame (de forma exagerada, com toda certeza) de Pink Floyd do Cerrado. Fora essas influências, eu não consegui notar nenhuma influência mais clara.

Os Mutantes e Tame Impala: as principais influências

  • Minha opinião sobre:

O rock psicodélico é uma área de atuação difícil atualmente, devido a ter um valor comercial baixo em relação às grandes estrelas do pop. Mais difícil ainda no Brasil, onde o sertanejo e o funk dominam (haja vista que a música mais tocada no Brasil em 2015 foi uma do Luan Santana que eu não tenho ideia do nome, pesquisem aí 😀). É fácil notar isso pela baixa aparição de bandas de rock psicodélico na Mainstream. Entretanto, o Boogarins vai fazendo um bom trabalho até o momento, atingindo um grupo mais seleto de pessoas, principalmente fora do país, pelo fato da gravadora ser nos EUA. Eu acho que não é uma banda que todo ouvinte irá gostar, por se tratar de um estilo em que você precisa de mais paciência para ouvir, embora eu ache fácil de escutar e bem relaxante hahaha. Dentre as músicas deles, pra quem não está acostumado, podem se tornar cansativas, não pela duração, mas por realmente ser um estilo mais “rebuscado” de rock. Fora isso, pra quem já gosta desse estilo, provavelmente vai gostar deles.

Show dos caras no Lollapalooza 2015

  • Músicas que você precisa ouvir:
  1. Erre

2.   6000 Dias (eu gosto muito dessa, acho muito gostosa de ouvir):

3.   Doce:

4.   Avalanche:

Vale a pena também dar uma olhada nas versões ao vivo das músicas que, na minha opinião, são bem melhores que as versões de estúdio, principalmente por ter que agradar um público ao vivo. Um show não pode ser cansativo e muito menos tedioso.

Avaliação:

Para que todos entendam, essa avaliação funciona da seguinte forma: existe um índice que vai de 0 a 5 worms (sim, worms), sendo 0 worms assassinados igual a pior avaliação de todas e 5 worms assassinados igual a melhor avaliação de todas. Vai de acordo com a minha percepção da banda num total. Bem simples, né? Boogarins ficou com a seguinte nota:

Perdoem pela arte merda 🙁 tô sem PS e tá foda 🙁

3 WORMS ASSASSINADOS DE 5 TOTAIS

Onde encontrar mais sobre:

Eles têm um site próprio que, embora eu ache ruim, tá lá pra quem quiser checar (quando eu chequei pela primeira vez, tinha só um player do novo álbum. Agora tem um texto pedindo que os fãs enviem vídeos para eles usarem num novo clipe). A gravadora dos caras também tem um site que, pra mim é muito mais completo que o site oficial da banda. Tanto a banda quanto a gravadora também tem canal no YouTube, basta dar uma procurada lá pelos respectivos nomes (Boogarins ou Other Music Recording Co.).

Pedacinho do site deles no momento em que este post foi programado 😀

É isso, capinadores de verão. Então apenas lembrando, aos domingos, a cada 15 dias, estarei por aqui. Espero que vocês gostem, não me xinguem e nem ameacem minha família. Sugestões e críticas (boas de preferência 😀) são muitíssimo bem vindas aqui nos comentários e no e-mail [email protected]. Beijo na Bunda.

Valeu Falou

Por Pedro Henrique. Goiano de Goiânia. Futuro Engenheiro Civil e baterista de uma banda de rock desconhecida. Curte músicas que vão do pop rock mais leve ao heavy metal mais pesado. Só não é mais nerd por falta de dinheiro. Odeia escrever em terceira pessoa.

Comentários

Populares

Topo