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CapinaLemos – Trilogia O Século

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Amigos leitores, como vão vocês?

Peguem suas toalhas, capas de invisibilidade e anéis do poder, pois vamos embarcar em mais uma coluna do CapinaLemos!

Hoje iremos falar sobre uma trilogia, que passa períodos históricos como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e a guerra fria, entre outros eventos.

É muito difícil falar de uma trilogia tão rica e complexa como a Trilogia O Século. Ken Follet escreveu de maneira fabulosa os acontecimentos marcantes da história da humanidade, conseguindo romancear, através de personagens tão complexos e imperfeitos, cada um desses eventos. Sinceramente, a trilogia foi algo bem natural para mim.

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Achei-a em meio a indicações de livros didáticos e não esperava que ela fosse tão valiosa. A saga conta a história de cinco famílias de países relevantes historicamente para o contexto e encaixa de forma leve todos os acontecimentos reais dos períodos narrados. Foi bem interessante estar ouvido uma aula de história e ligar os acontecimentos, personagens e fatos à realidade, o que, de certa forma foi uma surpresa para mim. Não esperava que o livro fosse me ajudar tanto na didática da aprendizagem.

Inicialmente somos levados à Primeira Guerra Mundial e à Revolução Russa. Na Grã-Bretanha conhecemos a família Williams: o pai é um sindicalista, Ethel (a filha mais velha), trabalha na casa do conde Fitzherbert e o caçula Billy, trabalha em uma mina de carvão. Na família Fitzherbert, ganha destaque o Conde e suas crenças sobre a sociedade, sua esposa, a fria princesa russa e a irmã do conde, uma mulher que acredita nos direitos iguais.

Em Moscou conhecemos Grigori Peshkov e seu irmão irresponsável Lev Peshkov. Grigori acaba pagando pelos erros do irmão, que consegue se dar bem. Da Alemanha, temos Walter von Ulrich, um jovem idealista, que vai entender da maneira mais difícil o impacto e as consequências da guerra. O primeiro livro conta com pouco mais de 900 páginas que nos leva de maneira calma e leve a um entendimento que ultrapassa os livros, você tem que se policiar para não ler tudo em uma sentada só.

No segundo livro temos a Segunda Guerra Mundial, representada por personagens da Rússia, Alemanha, Estados Unidos, País de Gales e Inglaterra. E é aí que as famílias começam a se entrelaçar, o que pode causar um pouco de cansaço e confusão, mas não desanime, vale a pena! Cada local/personagem irá nos apresentar os impactos pós-guerras, as perdas e dores. Vale ressaltar também que até aqui o livro não tem herói/vilão, é tudo uma troca de favores e perspectivas, como se fosse o Harry Potter, todos têm lados bons e ruins, basta você escolher o lado que vai querer seguir. É o que Ken Follet faz, de repente o personagem age aqui por interesse, mas em outro momento é totalmente diferente. (Pausem suas vistas cansadas antes de prosseguir a leitura. Segue imagem explicativa).

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O autor finaliza a história, com um livro de mais de mil páginas, (que sinceramente achei pouco, muito pouco, ainda mais se tratando de Ken Follet, um amante da política, expressar tudo que aconteceu na guerra fria em míseras mil páginas foi pouco) falando do Comunismo e as intervenções norte-americanas em diversos locais do globo. É um livro tanto confuso e obtuso, aquelas cinco famílias iniciais já cresceram e se misturaram tanto que fica muito difícil para o autor desenvolver as personagens e narrar toda a história, para efeito, ele prefere se atentar aos fatos minuciosamente e deixar de lado alguns personagens. Ou seja, ele transformou as pessoas em personagens e atribuiu papel secundários a elas. Mesmo assim, para aqueles que acompanharam com tanto carinho as famílias, o desfecho é agridoce, pois é triste se despedir de personagens que estiveram nos acompanhando por tanto tempo.

Para os fãs da história mundial, a trilogia é essencial. Os detalhes, as informações históricas, o cuidado que o autor teve ao descrever cada ação, cada situação é simplesmente impecável. É uma trilogia que faz com que o leitor reflita sobre a maldade existente no mundo e de como somos tão autodestrutivos. Recomendo muito a trilogia, até para aqueles que não gostam de livros contextualizados, é bem leve, não fica parecendo apostila. Relaxem.

Abaixo temos uma linha do tempo dos eventos abordados no terceiro livro, criada pela editora que distribui a obra aqui no Brasil. Cliquem sobre a imagem para melhor visualização (Sim ela é bem grande e não precisa sofrer para ler).

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É isso amiguinhos. Eu não sei vocês, mas eu gosto de livros ficcionais ambientados em acontecimentos reais, pois além de embarcarmos em uma história envolvente acabamos sabendo um pouco mais sobre acontecimentos reais. Quase uma aula de história divertida, desde que você saiba separar o real do imaginário. Estamos à disposição para sugestões para a coluna no [email protected]

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Aos amigos que quiserem mandar algo sobre os livros que estão lendo no momento ou ostentar com as fotos de suas fodendas estantes de livros, podem enviar no e-mail que vamos postando por aqui também. Até a próxima segunda feira!

Bonatti

 

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