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EU VI PRA TI ~ A Anne Hathaway e aquele filme…. Interestellar!

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Interestellar é um filme que eu devia ter assistido há bem mais tempo. É um daqueles filmes que eu não tinha assistido mas fingia ter assistido pra parecer legal. Porque era tão importante ter assistido Interesstellar? Uma serie de motivos: história com um final confuso, teorias científicas, milho, viagens no tempo e é um filme do Nolan. Mas na verdade eu só assisti esse filme há algumas semanas e por uma razão totalmente diferente:

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“POTATO?”

Sim. Anne Hathaway. Anne Hathaway é pra mim um dos melhores motivos pra assistir QUALQUER filme. Até aqueles românticos. Por quê? Porque ela atua bem (é linda), é carismática (é linda), já dublou uma personagem de Os Simpsons na 21º temporada (puta que o pariu que mulher linda POTATO). Então deixando de lado a minha queda pela atriz, vem cá que eu vou te contar a historia do filme, e claro que nem preciso avisar que a área abaixo pode ser (ou não) uma metralhadora bêbada de SPOILERS.

 

Pra variar o planeta Terra está devastado. A única coisa que ainda da pra cultivar é milho, por que “a praga” acabou com as outras plantas. Então as pessoas comem bolo de milho, suflê de milho, milho cozido, pamonha, milho assado, sua mãe, pavê de milho, curau, mingau de milho… já entendeu né? E tem uma tempestade de areia contínua que nunca acaba porque ela é contínua saca? Só que é bem fraquinha, mas vira e mexe ela fica violenta. Isso é só pra você se situar.

Praticamente todo mundo é fazendeiro agora e fica colhendo milho. Exceto um cara burrão que estava colhendo quiabo mas “a praga” acaba com os quiabos dele logo no inicio do filme. Então todo mundo fica colhendo milho. Inclusive um ex-piloto, que também é engenheiro, da agora inexistente NASA. Esse cara é o Cooper.Guarda o nome, ele é importante. Ele tem uma filha, Murph, que é muito inteligente e tem um fantasma que fica jogando livros no chão do quarto dela. Mas ninguém acredita. E tem outro filho que só tá lá de enfeite por que ele nem era importante pro filme. Ah! E tem um velho que é sogro do ex-piloto. Esse velho é só outro enfeite. Um dia tem uma tempestade de areia violenta e o fantasma rabisca um código binário no chão. Na frente do Coop. Se fode aí seu ateu descrente herege feio. Ele traduz o código e descobre coordenadas. Quando ele chega no local das coordenadas ele descobre a NASA. WTF??? A NASA não tinha sido extinta e todo mundo não era fazendeiro? Pois é, a NASA existia em segredo igual o seu caso com sua amante que sua namorada não pode saber. Lá ele encontra o DR Brand que é um cara fodão e patrão na NASA e ele fala assim:

-E aí Coop, irmão! Beleza parceiro? Sumiu cara, bora tomar uma cerveja de milho? Depois vamos pro espaço tentar achar um planeta habitável pra salvar a geração da sua filha?

-E aí Dr. Brand!!Eu tô tranquilo como um grilo. Pô cara, desculpa, mas não posso fazer isso agora, tô ocupadaço com a colheita e minha filha.

-Pô cara, que pena… a minha filha que é interpretada pela Anne Hathaway ia com você pro espaço. Mas pode deixar.

-Se é assim, podemos sair amanhã de manhã!

Ele volta pra casa e conta pra filha que vai para o espaço e pode ficar longe muito tempo, talvez anos e que lamenta muito. A filha fica revoltada. Eles discutem no quarto da filha e o fantasma derruba um monte de livros em código Morse (esse fantasma manja dos códigos) significando “STAY” (que traduzindo do inglês para um bom português significa “fica aí vacilão, essa viagem vai dar ruim otário”). Mas o pai da Murph resolve ignorar o fantasma igual qualquer pessoa sensata faria. E parte para o espaço.

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“Aí Cooper, já entendeu o que ele quis dizer com POTATO?”

A partir daqui as coisas ficam interessantes. Por que começa a ter altas explicações científicas muito bem construídas baseadas em teorias reais, mas com licença poética para o filme obviamente. Como a teoria da relatividade, a dos buracos de minhoca e a de multiversos. O pessoal do Eurekapina pode explicar isso melhor.

No espaço o Coop descobre que a Anne Hathaway é apaixonada por um astronauta que se perdeu e que isso pode comprometer a missão, mas ele espera a hora certa de falar sobre isso. E tem um robô chamado TARS que é muito divertido e carismático. Eles tem que ir em três planetas e aí vão pro primeiro.

É um planeta maluco em que cada hora lá equivale a sete anos na Terra por que ele orbita um buraco negro. Depois saem do planeta, mas acabou se passando vinte três anos terrestres. Tudo por causa da deformação tempo-espaço. bem simples e normal. Depois eles vão em outro planeta onde um astronauta perdido tenta matar todo mundo na equipe, mas não consegue. Só que esse astronauta ferra com a nave e a única forma de mandar a Anne Hathaway pro terceiro e último planeta é evacuar a nave. O Coop diz que vai mandar o TARS paro o buraco negro e ele e a Anne iam se safar. Mas ele tem um acordo de falar só 90% da verdade e ele usa os 10% pra mentir e se joga no buraco negro junto com o TARS pra poder salvar a Anne e a Anne poder salvar a humanidade.

Aqui entra a licença poética nas teorias científicas criando uma explicação para o que acontece dentro do buraco negro. Aí rola uma viagem dimensional lá dentro e o filme fica meio psicodélico, meio viajado, meio de humanas.

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“Muitas dorgas nesse lugar e ainda não saquei o que queria dizer com POTATO”

O Coop tá numa dimensão psicodélica que permite ele viajar no tempo, aí ele tenta impedir que ele vá pro espaço, mas acaba fazendo ele ir pro espaço e depois ele tenta falar pro ele do passado ficar, mas o ele do passado é burro e ignora e aí ele salva o mundo depois.

By Leone Lúcio: Não acredita em horóscopo, é leão e leoninos são céticos. Produz conteúdo para várias partes da web. Escreve outras paradas de humor (ou não).  Acompanhe e apoie os demais trabalhos dele no  Facebook.


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