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Capina.mp3 #4 – O fodendo show do Super Bowl 50

E pra quem achou que ia falar sobre as músicas de carnaval… se enganaram, amigos. Embora alguns temas dos desfiles tenham sido louváveis (como o tema escolhido pela escola de samba campeã de SP, Império de Casa Verde, que escolheu fazer uma homenagem a Maria Bethania), eu não sou lá um grande fã do carnaval BRhuehuehue (nem de carnaval nenhum). Mas então vamos lá, teve Super Bowl e com isso tem o Half Time Show, que a cada ano vem ofuscando o próprio jogo  chamando mais atenção pelas performances, organização e artistas presentes.

 O show desse ano contou com, nada mais nada menos do que Coldplay, Bruno Mars e Beyoncé, artistas de peso no cenário da música atualmente. Era para o Coldplay ser a atração principal, até porque eles tocaram mais músicas do que os outros dois artistas, mas quem chamou a atenção mesmo foi Beyoncé. Mas logo mais voltamos nisso.

Coldplay veio com um setlist de grandes sucessos. Yellow veio primeiro, de forma muito discreta (quem não prestou atenção certamente não percebeu), seguida de Viva La Vida, Paradise e a música de trabalho atual dos caras, Adventure of a Lifetime (que é bem legal, diga-se de passagem). Pensando friamente, não daria muito certo colocar o Coldplay pra animar a galera, certo? Eles tocam um rock alternativo meio melancólico (?) e a animação da apresentação deles veio só na última música.

Logo em seguida veio Bruno Mars, com sua pontinha no show: apenas uma música. Uptown Funk, que ele gravou em parceria com o DJ Mark Ronson. A música é bem animada (e faz muito sucesso) o que levantou o público. A música veio com uma nova roupagem, diferente da versão que estamos acostumados a ouvir nas rádios. A música é interrompida no meio para que Beyoncé entre.

Quando Beyoncé entra, o estádio é arrebatado pela sua performance. Eu não sou muito fã de Beyoncé. Na verdade, conheço algumas músicas mas, ainda sim, não sei quase nada da trajetória artística dela. Mas o que eu pude ver foi uma cantora forte, com vontade, sangue nos olhos, o que fez com que o Coldplay ficasse, de certa forma, apagado, em um primeiro momento. Ele entrou com a música Formation (que é uma música que exalta a “raça” negra), música lançada semana passada e cantada pela primeira vez ao vivo. Apenas uma curiosidade: Beyoncé se apresentou com uma roupa muitíssimo parecida (quiçá igual) à roupa que Michael Jackson usou no Hall Time Show do Super Bowl XXVII em 1993. De certa forma, a apresentação dela foi a mais bem aproveitada, com muita dança e pirotecnia que deu um que a mais pra coisa toda.

Mas, pra mim, a parte mais legal foi o “duelo” entre Bruno Mars e Beyoncé. Eles vão cantando e dançando, cada um sua música, até chegarem cara a cara. No meio dessa zoeira musical, pode-se ver até um trechinho de Crazy in Love, de Beyoncé. O duelo finaliza com o refrão de Uptown Funk, com Chris Martin (Coldplay), Bruno Mars e Beyoncé cantado juntos.2016-02-08t015806z_1121609328_tb3ec2805gkj4_rtrmadp_3_nfl-superbowl

A parte emocionante do show ficou por conta do Coldplay, tocando o início da música Clocks e seguindo com Fix You. Neste momento, o telão mostrava cenas de Super Bowl’s anteriores, mostrando mitos da música como Rolling Stones, Michael Jackson, U2, James Brown, entre outros. Com essas imagens, Chris Martin, Beyoncé e Bruno Mars cantaram Up&Up, música do último álbum do Coldplay, encerrando o show. Nas arquibandas era possível ler a frase “Believe in Love“, em forma de mosaico.

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  • Minha opinião sobre:

Eu achei do caralho. Pra nós, brasileiros, é um show de organização e performance que nós nunca vimos e acredito que levaremos certo tempo pra ver algo parecido. Deixa a abertura e encerramento da Copa, por exemplo, no chinelo. Gostei do que vi, pra mim os três artistas foram muito bem e acertaram na escolha das músicas. Mas ainda acho que não foi o melhor Half Time Show da história, como muitos vem falando. Acredito que o de 1993, estrelado por Michael Jackson foi muito superior.

Vale falar também que a apresentação da Beyoncé gerou protestos por parte de políticos mais conservadores dos EUA por fazer menção aos Panteras Negras, grupo de apoio aos negros que surgiu na década de 60. Ela fez isso por conta dos recentes assassinatos de jovens negros inocentes pela polícia e a impunidade dos mesmos. O protesto tá marcado para o dia 16 e minha opinião sobre isso é: larguem de ser babacas, conservadores de merda.


É isso, minha gente. Eu até colocaria o vídeo do show completo aqui, mas a NFL está bloqueando todo vídeo que sai do YouTube, então nem adianta. Eu acho que essa coluna ficou meio rasa, mas é porque voltei a trabalhar então não tive muito tempo. Prometo que a próxima será bem melhor. Já sabem, sugestões e dúvidas é só mandar um e-mail para [email protected] que, no mais tardar, eu respondo.

Adeus, amigos

Por Pedro Henrique. 20 anos. Goiano de Goiânia. Futuro Engenheiro Civil e baterista de uma banda de rock desconhecida. Curte músicas que vão do pop rock mais leve ao heavy metal mais pesado. Só não é mais nerd por falta de dinheiro. Odeia escrever em terceira pessoa.

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