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CapinaLemos – Capitães de Areia

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Oláaaaa caros amigos do CapinaLemos!

Prontos para mais uma aventura? Espero que sim!
Então preparem suas varinhas, estelas, lâminas serafins e a sua toalha pois hoje teremos mais um CapinaLemos! E muito especial: de mais um livro brasileiro!

O clássico, o poderoso, o vintage, o amado, o gabaritado nos vestibulares, a leitura obrigatória, o incrível: Capitães de Areia!!!

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Convenhamos que Jorge Amado, autor Baiano, que nasceu em Itabuna e dividiu sua infância entre a cidade natal e Salvador, caprichou na escrita das 278 páginas majestosas que arrancaram lágrimas e risos de muitas gerações de leitores.

Tive o primeiro contato com o livro aos 12 anos, quando li para uma prova bimestral na minha escola, na época, o que mais me chamou a atenção foi o realismo presente na obra (não confunda, caro amigo, o livro faz parte do modernismo, realismo foi apenas um adjetivo de impressão, que eu, mera leitora, atribui á ele), uma verdade nua e crua que eu nem sabia que existia, que não fazia parte do meu cotidiano, era imaginável adolescentes viveram sozinhos, sem rumo, á margem da sociedade, sem instrução e uma vida digna. Aquilo ajudou na minha formação como indivíduo e me proporcionou uma visão mais ampla, menos tapada, das relações humanas.

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Num segundo contato, no fim de 2015, quando reli a obra com finalidade de me preparar pros vestibulares (vou prestar esse ano, rezem, orem, façam macumba, façam o que quiser, mas torçam por mim. Vou precisar. Obrigada) já o vi de uma forma mais cética, menos emocional, vendo os detalhes da graciosidade como o autor expõe os fatos e como, um livro pode ser tão abrangente. Os Capitães da Areia são um grupo de meninos de rua.

O livro é dividido em três partes. Antes delas, no entanto, há uma sequência de pseudo-reportagens, explica-se que os Capitães da Areia são um grupo de menores abandonados e marginalizados, que aterrorizam Salvador. Os únicos que se relacionam com eles são Padre José Pedro e uma mãe-de-santo. O Reformatório é um antro de crueldades, e a polícia os caçam como os adultos antes do tempo que são.

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Este livro foi escrito na primeira fase da carreira de Jorge Amado, e nota-se grandes preocupações sociais. As autoridades e o clero são sempre retratados como opressores (Padre José Pedro é uma exceção mas nem tanto; antes de ser um bom padre foi um operário), cruéis e responsáveis pelos males.

Os Capitães de Areia são heróicos, “Robin Hood’s” que tiram dos ricos e guardam para si (os pobres). O Comunismo é mostrado como algo bom, e o Padre José Pedro tem dúvidas quanto a posição da Igreja quanto ao assunto. No geral, as preocupações sociais dominam, mas os problemas existenciais dos garotos os transforma em personagens únicos e corajosos, corajosos Capitães da Areia de Salvador. Na primeira vez que o li, demorei cerca de uma semana para terminar, por ser uma leitora pouco hábil, mas nessa segunda vez, em apenas duas sentadas já consegui devorar com olhos de águia essa grande obra.

O livro se tornou meu xodozinho da lista da Fuvest e tenho prazer em lê-lo, o indico para todos os meus amigos e com vocês não seria diferente.

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Espero que tenham gostado dessa postagem e quem já leu ou pretende ler, mande sua opinião nos comentários para interagirmos mais entre nós e entre os demais leitores da coluna. Estamos a disposição no email [email protected], mandem suas dicas, opiniões e suas fotos das estantes de livros para postarmos aqui. Um grande abraço a todos e até a próxima!!!

Bonatti

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