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Especial Sexta-feira 13: Review Until Dawn (PS4) – Escolhas mortais

sidequest nova

Sexta-feira 13 é uma data mística na cultura pop, principalmente nos cinemas. Basta dizer que o gênero terror slasher (filmes com um assassino muitas vezes sobrenatural) teve sua fórmula sedimentada com o filme homônimo e o mito Jason Vorhees. De lá pra cá essa fórmula foi tão, mas tão utilizada, que hoje os filmes viraram paródias de si mesmos. Pânico, do mestre Wes Craven, reavivou o gênero colocando a metalinguagem (quando você quebra a barreira do cinema, que nem no Deadpool) como atrativo principal.

assassino

O bicho vai pegar

Nos games, o horror é muito mais fácil de alcançar o jogador. Mesmo em jogos que não são do estilo, a gente acaba levando sustos por estar na pele do personagem. Pois Until Dawn, lançamento exclusivo do Playstation 4 no ano passado mistura o poder do jogo com estrutura de um slasher. O resultado é uma experiência divertida, tensa e que vai testar os nervos do mais corajoso dos jogadores. E adiciona ainda o poder da escolha, que aumenta em muito a vida útil do jogo, já que você sempre quer viver com o maior número de personagens possíveis.Fizemos um gameplay do jogo do começo ao fim. Você confere nessa playlist!

A review continua…

A história começa com um grupo de jovens em uma cabana no meio do mato. Depois de uma pegadinha, duas irmãs se perdem na floresta e desaparecem. Um ano depois, o irmão mais velho delas convida os mesmos amigos para uma noite de reconciliação na cabana. Mas, um assassino ameaça a vida de todos e o socorro só vai chegar ao amanhecer. Resta aos jovens tentar sobreviver. A partir daí, como em um seriado, a história se desenvolve em diversos pontos de vista, como um seriado de televisão em formato episódico.

atores

Mr. Robot e a Claire de toalinha

A apresentação do jogo é incrível. A captura facial dos atores, que tem nomes famosos como Hayden Panettiere (a cheerleader de Heroes), Brett Dalton (de Agents of Shield), Rami Malek (de Mr. Robot) e Peter Stormare (de Blacklist), é impecável. Na engine do PS4 então, é quase perfeita. Somada a fotografia que supera a maioria dos filmes do estilo e à direção de arte, cria o clima perfeito para dar o suficiente de confiança e receio do jogador a cada passo.  É óbvio que como bom slasher, o filme abusa de jump scares, aqueles sustos onde o som fica baixo por alguns segundos só para aumentar o cagaço na hora que algo pula na tela. Mas a tensão de levar uma permadeath por uma desatenção é o que mantém o jogador na ponta do sofá, cuidando até sua respiração.

foto

Já o gameplay é restrito. A jogabilidade se assemelha a Heavy Rain: você controla aspectos de seu personagem e tem que tomar as decisões cruciais para mantê-los vivos em quick time events, que apesar de ser uma técnica cansativa, aqui é muito bem utilizada. O grande diferencial de Until Dawn é o efeito borboleta. Cada decisão que o jogador toma afeta a relação de um determinado personagem com os demais e, em alguns momentos, pode alterar até o fim da história.

Por exemplo, no começo você controla aquela que entendemos ser a protagonista: Samantha. Você é deixado próximo à mochila de um amigo. O telefone toca. Você escolhe: atender ou fechar a mochila? Qualquer uma das duas opções terá um efeito diferente no outro personagem. Se você atender, ele perde pontos de confiança com você  e pode vir a retribuir isso no futuro. Caso não atenda, ele passa a confiar mais em você, o que também pode influenciar suas decisões. Inclusive não fazer nada, às vezes, é uma boa opção.

sobreviver

Dica: tente ser legal com as pessoa

E isso se estende a objetos encontrados, portas abertas e até ajuda em situações de vida ou morte (o sinalizador é uma das decisões que passa diretamente por essas escolhas). Essas decisões fazem com que você se importe com os 8 personagens que controla, por mais escrotos que eles sejam e queira que eles sobrevivam  pela noite.

borboleta

Outro ponto positivo do game é a forma como ele usa o controle de movimento do controle do PS4. Em momentos de tensão, até a tremida da mão pode ser o suficiente para que um personagem morra.

A história passa por diversas reviravoltas que não vamos falar aqui (mas você pode conferir na nossa playtrough), algumas delas dignas de um ótimo roteiro de terror. É uma opção divertida e aterrorizante, que fica melhor ainda se você jogar com uma galera na sala, ainda mais em uma sexta-feira 13.

criatura

 

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