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Trip do Tripode – O intercâmbio

Planejo escrever a Trip do Tripode desde que a trip começou e, finalmente, o primeiro texto saiu. E não poderia ser em melhor momento: Faz exatamente 6 meses que cheguei aqui na Irlanda.

E seria mentira se eu dissesse que foi tudo ótimo, que as coisas saíram como o planejado. Mas seria uma mentira ainda maior se eu dissesse que não está sendo bom.

A verdade é que como em qualquer lugar e em qualquer fase da sua vida, coisas boas e ruins acontecem, mas aqui, para mim, está sendo muito melhor do que eu esperei.

Já trabalhei vendendo jornal no semáforo, como faxineiro e hoje sou consultor de intercâmbios na agência 4UStudy

Aqui, na coluna Trip do Tripode, e também no blog (em construção) contarei curiosidades sobre o meu intercâmbio aqui na Irlanda, em Dublin, também contarei sobre eventuais viagens que eu fizer, seja dentro da própria Irlanda, na Europa, ou em mim mesmo.

trip do tripode


Vocês também terão a oportunidade de ler histórias verídicas e inacreditáveis como: O dia que eu chamei a Guarda Costeira; O dia que eu me tranquei para dentro do meu serviço e também para fora; O dia que eu dancei “Glamurosa”com um diplomata irlandês, e quando fui para Tripoli, e muito mais.

No intercâmbio você aprende muita coisa, sobre tudo, sobre todos, sobre si mesmo. Aprende que a saudade dói, mas também te motiva. Aprende sobre novas culturas, aprende que privacidade custa dinheiro, aprende a aprender. Você descobre novos eus, descobre novos sabores, novas amizades, novos amores, novos dissabores, novos desamores.

Você aprende a dizer bem-vindo, chega mais, olá. Você conhece pessoas novas quase que todos os dias. Pessoas de todos os lugares, de todos os tipos, de todas as tribos. Você também aprende a dizer tchau, até logo, vou sentir sua falta, até mais, até nunca mais. Sua vida passa a ser uma eterna recepção de novos amigos e despedida de, apesar de novos, antigos amigos.

Você vai dividir a casa com brasileiros. Com pessoas sujas. Ou limpas até demais. Vai dividir o quarto com irmão de alma e também com quem faz perder a calma. Vai brigar, vai amar, vai viver. Vai chorar, gargalhar, chorar de tanto gargalhar ou gargalhar depois de tanto chorar.

Vai se surpreender, vai se decepcionar. Vai se amar, se odiar, se entregar.

Vai tentar fazer aquele strogonoff de carne que sua mãe faz e você tanto ama e vai falhar, por melhor que o seu fique, você vai falhar. Afinal, não tem como ser o mesmo strogonoff.

Vai sentir falta do pão na chapa na padaria. Vai sentir falta da padaria.

Vai dançar feito um irlandês, descobrir que, afinal, samba, pagode, axé e até funk não são assim tão ruins e, às vezes, vai até agradecer por ouvir um ‘novo hit do verão’ na balada.

trip do tripode balada

Alguns dias você sentirá o sabor da derrota. Mas vai descobrir o quanto é maravilhoso o sabor da vitória. E você vai vencer, ah vai. Você já venceu só por ter ido.

Por fim você vai achar um lar, depois de ter deixado o seu tão longe. Os seus flatmates podem ser que sejam seus irmãos ou então meros conhecidos, talvez meros desconhecidos.

Vai voltar, ou não, para o Brasil.

E, no fim disso tudo, vai descobrir que também aprendeu inglês.

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