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CapinaLemos – Battle Royale

 

 

Olá amigos CapinaLeitores!

Estamos fazendo poucos posts devido a vida corrida dos nossos colunas, mas hoje iremos novamente embarcar em uma aventura do CapinaLemos!

Pela segunda e última vez, irei postar uma resenha da nossa fiel seguidora Ana Spinardi.

Mas não chorem, o motivo é bom!

A Ana agora é Colunista Oficial do Capina!!!!! o///

Esperamos que assim a gente consiga trazer conteúdo de qualidade com uma frequência maior.

Mas chega de papo furado, preparem o seu kit, uniforme colegial e lógico, as suas coleiras explosivas! hoje o post é sobre o fodendo livro Battle Royale!

Não sabe do que eu to falando? Então se liga no post da Ana!

Num país totalitário chamado de República da Grande Ásia Oriental, existe o Programa, um experimento militar que seleciona aleatoriamente uma turma do 9º ano do ensino fundamental para que lutem entre si até que reste apenas um sobrevivente.

Cada aluno recebe um kit de sobrevivência e é monitorado por uma espécie de coleira. Ao longo do tempo, alguns quadrantes da ilha se tornam proibidos, de modo que eles são obrigados a se movimentar e ocasionalmente, se enfrentar.

Se alguém tentar fugir da ilha, a coleira dessa pessoa explode. Se alguém entrar num quadrante proibido, a coleira explode. E se ninguém morrer num período de 24 horas, todas as coleiras explodem! Ou seja, é matar ou morrer.

 

 

O objetivo do Programa é intimidar a população e fazê-la acreditar que não pode confiar em ninguém, pois desta forma, inibi-se a tentativa de revoltas, já que mesmo que alguém esteja insatisfeito com o sistema vigente, não terá com quem aliar-se para lutar.

Logo no início temos uma página com a lista da turma, o que assusta um pouco, afinal, são 42 nomes em japonês, um idioma que imagino, a maioria de nós não está acostumada e parece que nunca vamos reconhecer quem é quem. Mas fique tranquilo e inicie a leitura que tudo flui.

Acompanhamos a maior parte da história pela visão de Shuya Nanahara, mas o autor nos transporta para diversos pontos da ilha onde a ação está acontecendo e assim acabamos conhecendo todos os personagens, mesmo que superficialmente.

 

 

No decorrer do enredo, alguns participantes do Programa elaboram planos complexos para uma possível fuga e esse foi o único momento em que questionei a verossimilhança da história: seria mesmo possível que adolescentes de 15 anos tivessem ideias tão engenhosas? Até comentei isso no vídeo-resenha da Vi, mas daí ela me lembrou de um detalhe: eles são orientais! Rsrsrs

A Globo Livros fez um trabalho incrível com essa obra!

Na época do lançamento, a editora enviou o livro junto com um kit para os blogs parceiros que continha itens similares aos recebidos pelos estudantes na trama: uma garrafa de água, dois pacotinhos de bolacha, uma bússola e uma arma aleatória, que podia variar de um garfo de cozinha a uma foice (inofensiva, claro).

O booktrailer também ficou sensacional, curto, objetivo, mas instigante e com uma animação muito bonita! VEJA AQUI

Já a capa… ah, a capa! Quando a vi foi amor à primeira vista! Ela é vermelha, tem o mapa do local onde o Programa se realiza em relevo e uma ilustração muito bonita de dois estudantes empunhando suas armas. Alguns outros elementos eu entendi melhor quando comecei a ler, por exemplo, que o círculo no pescoço deles é o colar de monitoramento e que os números impressos representam a lista de chamada.

Na parte interna da orelha temos também um mapa da ilha e os quadrantes proibidos com seus respectivos horários.

O livro vem com o “Selo Stephen King de Qualidade” na contracapa em que ele diz “Battle Royale é uma pulp riff insanamente divertida […]. Ou talvez só insana.”

Já na orelha, dizem que esta obra que inspirou Suzanne Collins a escrever Jogos Vorazes (Battle Royale foi publicado no Japão em 1999, virou filme em 2000 e a edição traduzida do livro saiu nos EUA em 2003, ou seja, tudo antes de Jogos Vorazes), mas ela jura de pé junto que nunca tinha ouvido falar nele até que o seu já estivesse pronto e eu acho possível ser só coincidência mesmo, afinal, a premissa de concursos onde pessoas se matam não é exatamente original. O próprio Stephen King já tinha escrito O Concorrente em 1982, que foi adaptado para o cinema com o nome de O Sobrevivente.

 

 

E fazendo duas pequenas comparações entre Battle Royale e Jogos Vorazes:

  1. acho que o fato de enviarem uma sala inteira de alunos pra guerrear entre si é bem mais cruel que o envio de dois tributos de cada distrito. Afinal, a maioria dos adolescentes ali se conhece e convive diariamente há pelo menos oito anos, enquanto que nos Jogos Vorazes você só tem um conhecido pra matar! Haha
  1. em Battle Royale, o Programa não é televisionado como em Jogos Vorazes, o que de certa forma deixa os jovens livres para se mostrarem verdadeiramente, pois eles não precisam cativar ninguém. Apenas apresenta-se o vencedor ao final, o que na minha opinião também ajuda na perpetuação do regime, já que a população não acompanha o que está acontecendo, não cria empatia com nenhum participante, não há possibilidade de surgir um mártir ou um líder.

Enfim, se ainda não consegui te convencer a ler esse livro, então te deixo com a palavra de Quentin Tarantino!

Não consegui achar o vídeo  legendado, mas nele, Tarantino diz que Battle Royale é seu filme preferido desde que se tornou diretor em 1992 e que ele gostaria de tê-lo filmado (embora eu tenha assistido o filme e não tenha gostado tanto quanto do livro! rs) VEJA AQUI

Título: Battle Royale

Autor: Koushun Takami

Tradutor: Jefferson José Teixeira

Páginas: 664

Edição: 1ª

Ano: 2014

Editora: Globo Livros

Literatura Estrangeira, Japonesa, Romance

É isso meus amigos!

Espero que tenham gostado (Eu estou muito afim de ler!) e aguardamos voces em nossos canais para sugestões, dúvidas e colaboradorações:

Email: [email protected]

Facebook: CapinaLemos – Casa dos Livros

Espero que tenham gostado e quem quiser mais, corre lá no grupo do face =D

Um forte abraço e até a próxima!

Padilha

Resenha: Ana Spinardi

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