Criptaremos

CRIPTAREMOS – Pequenos contos, grandes sustos

Olá capinamembros,
Sou o Edson e a partir de hoje trarei um pouco de trevas para sua alegre e feliz vida.
A noite sempre chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.
Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

BIOLOGIA – O ESTUDO DA VIDA

Ângela é bióloga formada pela Universidade de Londrina, vive em pról de seu trabalho, uma verdadeira workaholic, só tem uma coisa que ela gosta mais do que seu trabalho: desenhar.  O que veio à calhar, já que ela conseguiu unir suas duas paixões ao desenhar as espécies que cataloga.

Todos os finais de semana ela dirige 15 quilômetros para o parque estadual Mata dos Godoy. Além da calma e tranquilidade que a mata traz, Ângela vai para a lá observar e desenhar o que ela acredita ser uma nova espécie de pombo selvagem.

Depois de muitas horas, praticamente estática embaixo de uma árvore e perto do fim do dia, Ângela percebe que sua nova espécie pousou em um dos galhos logo acima dela, em um estado de êxtase, ela tira da mochila, que estava trazia consigo, um conjunto de caderno, lápis e borracha.

Ângela desenha o novo espécime em seu caderno pensativa diz a si mesma – Uma nova espécie, que mágico…por quê será que ninguém à catalogou ainda? Hum… melhor pra mim! Após terminar o desenho, ela começa a o processo para colori-lo, algumas pinceladas, concentrada com seu desenho, ela sente algumas gotas caírem em seu braço.

– Chuva agora não – Diz sem olhar para o braço, pois está concentrada naquelas últimas pinceladas.

Ângela olha para cima e não vê nuvens, só o sol alaranjado se pondo atrás das árvores, algumas gotas caem em seu rosto, ela passa a mão e nota que o líquido que caiu era vermelho, ela estranha passa o dedo e cheira.
– Isso é… é…sangue?
Ela olha para cima da árvore, em meio aos galhos vê algo com uma aparência humanoide, poucos fios longos e brancos saem de sua cabeça ovalada, seus olhos negros e sem vida, como os de um tubarão, a criatura tem em mãos a carcaça do pássaro. Ângela fica imóvel, não sabe como reagir ao que está vendo.

A criatura para de comer quando percebe que está sendo encarada, joga fora a carcaça do pássaro e desce a árvore, enquanto faz seu caminho gotas de sangue caem de sua boca no desenho de Ângela.

Fim

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