Criptaremos

CRIPTAREMOS – Quando as Luzes se Acendem

Olá Capinamembros,

 

Primeiro post de 2017 e apesar de ninguém ter perguntado, queria só reafirmar que essa coluna é escrita por mim, as referências que tenho para criar os contos vem do meu dia-a-dia.

Logo se por um acaso, você ler algo familiar aqui, enfatizo que é uma grande coincidência! Ou o espírito que contou para você pode ser o mesmo espírito tenha me contado, ou então o que eu considero criatividade é na verdade visões que tenho da sua vida… enfim tem tantas explicações.

“A noite chega e é sempre mais escura pouco antes do amanhecer, isso é, se você sobreviver até lá.”

Abra sua mente, apague as luzes e se tranque no quarto, pois agora é a hora do terror.

QUANDO AS LUZES SE ACENDEM

Noite, uma pequena casa, os cômodos estão silenciosos e escuros, quarto, corredor, banheiro… Na sala a TV  ligada ilumina o sofá e uma mulher  sentada nele.

É Vera, uma jovem senhora, acima do peso, cabelo encaracolado que está preso em um rabo de cavalo, ela veste uma blusa florida levemente larga e uma bermuda jeans branca. Vera zapeia os canais, depois de alguns cliques ela repara uma música infantil ao fundo, ela abaixa o volume da TV e a música se torna mais nítida.

– Que música é essa?

Vera se levanta, põe um par de chinelos rosas e vai para o corredor da casa que dá para os quartos, para na porta do primeiro quarto, acende a luz e entra.

Dentro do quarto a música infantil toma conta do ambiente, Vera vai em direção a uma cômoda, nela há uma pequena caixinha e uma bailarina rodopia ao som da música. Vera fecha a caixinha, a música cessa, ela não entende o que está acontecendo, se vira para sair do quarto e parada no corredor uma criança, longos cabelos encaracolados, uma blusinha e uma calça de sarja branca,  com as roupas bem sujas.

– AAhhh! – Grita Vera assustada

Vera leva a mão ao peito e irritada reclama – Isabella! Que susto menina…Eu não mandei você ir tomar um banho? Achei que você já estava acabando filha.

Enquanto dá a bronca na menina a mulher se dirige a porta do quarto. Isabella abaixa a cabeça e murmura – É que eu estou com medo.

– Medo do que menina?

– O banheiro tá sem luz, eu tenho medo do escuro.

Vera olha com dó para a Isabella e se agacha – Filha não precisa ter medo, tudo que tem no claro, tem no escuro, veja.

Vera levanta-se, acende e apaga a luz do quarto, faz isso uma, duas, na terceira vez a luz demora pra acender, ouve-se o barulho de algo pesado caindo, Isabella olha assustada para dentro do quarto – Mamãe?

Vera sai das sombras meio catatônica e com os cabelos soltos – Vamos Isabella, vamos para o banho… Vou encher a banheira hoje.

Eba! – responde Isabella – Ambas vão em direção ao fim do corredor que está tomado pela escuridão.

A luz que emana da TV  ligada na sala ilumina vagamente dentro do quarto dois pés do corpo que está no chão, eles calçam um par de chinelos rosas.

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