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CapinaLemos: Porque você deveria (re)ler Desventuras em Série?

A nova série da Netflix “Desventuras em Série” estreia amanhã(sexta-feira 13, sacou?), e como vocês já sabem, é baseada em uma série de livros, que serão o tema de hoje no Capinalemos.

Apesar de ser um livro para jovens leitores, para mim, Desventuras em Série acabou sendo atemporal. Devo ter tido contato pela primeira vez com os livros lá com meus 12-13 anos, e desde aí não largo a paixão por essa narrativa.

Se você ainda não conhece as desventuras dos Baudelaire, chega mais e aprecia esse postão bonito!

O autor dos 13 livros que compõe a série é nosso querido Lemony Snicket(pseudônimo de Daniel Handler), que também é o narrador da história.

A narrativa traz a história dos órfãos Baudelarie, Violet, Klaus e Sunny, que encontram-se repentinamente retirados de suas vidas comuns por um incêndio que acabou matando seus pais. E a partir daí meu amigo, é só tiro, porrada  e bomba na vida dos três irmãos. O Conde Olaf entra na história para tentar a guarda dos três e ficar com a herança milionária, resumindo, acontecem várias merdas e os Baudelarie acabam em cada livro sendo conduzidos a um tutor diferente, sempre sendo perseguidos pelo Conde.

Mas como eu sou da CapinaScreen e tô fazendo uma participação especial aqui, e não vou abandonar o estilo da minha coluna. Vamos lá, aos motivos pelos quais Desventuras em Série são meus livros preferidos( Sorry Saramago).

1.Os Personagens

O nosso trio principal é incrível! Temos a Violet, mais velha e muito habilidosa em invenções, o Klaus, irmão do meio que é uma enciclopédia humana, e a Sunny, que ainda é um bebê quando se inicia a história, seu primeiro super poder são seus dentes super afiados, e ao longo da história se mostra uma exímia cozinheira. Pessoalmente, quando eu li a história, me identifiquei com os personagens, no desenvolvimento, puberdade e etc. Acompanhamos o amadurecimento dos personagens e que “Algumas pessoas encontram conforto apenas por estarem juntas.”

O mundo as vezes pode parecer um lugar hostil e sinistro, mas acreditem: existe muito mais bondade no mundo do que maldade, só precisam procurar com vontade. E o que podem parecer desventuras em série na verdade pode ser o primeiro passo de uma jornada.

2. Os Outros Personagens

O elenco de apoio é muito legal. O Conde Olaf é o primeiro na minha lista de ódio, ganha até do Joffrey. O vilão é realmente um vilão, Lemony não poupa nossas crianças da maldade. E o mais legal é que não existem personagens descartáveis, por mais que se arraste a história. Do nada pum! Que merda esse puto tá fazendo aqui de novo? PS.: Se você for ler, atenção especial pra Carmelita e o motorista de táxi!

Ás vezes o simples fato de você dizer que detesta alguma coisa e ter alguém que concorda com você pode ajudá-lo a suportar uma situação horrível.

3. A Narrativa

A história tem uma natureza repetitiva, não por pobreza de criatividade, mas por uma sacada de gênio.

Em cada livro os Baudelarie são entregues a um novo guardião, e sempre o Conde Olaf aparece com um plano pra se livrar do novo tutor e roubar as crianças. Usando a inteligência e perspicácia os três sempre conseguem escapar. Desmascaram o conde e seguem em frente. Agora volte ao começo do parágrafo.

Assim segue até o final da história, pelo menos até o livro 11. Que você terá que ler pra descobrir!

4. O Narrador

Lemony é incrível, irônico, obscuro, depressivo e tem um humor ácido. Ele entra e sai da história sem a gente perceber. E no início de cada livro temos um parágrafo de pura felicidade e entusiasmo para começarmos a ler.

Por pior que seja o ambiente à nossa volta, ele pode ser suportado, desde que as pessoas que nele se encontram sejam interessantes e gentis.

5. O Autor

Lemony snicket é o pseudônimo de Daniel Handler. Em uma entrevista declarou que foi desafiado a escrever um livro infanto-juvenil que ele gostasse de ter lido quando jovem. Um romance gótico sobre crianças crescendo em situações terríveis pareceu uma boa ideia, e resultou nesses 13 livros.

E eu só tenho a agradecer pela melhor leitura da minha vida.

A não ser que vocês tenham tido uma sorte rara, raríssima, na vida, certamente terão passado por experiências que o fizeram chorar. Ou seja, a não ser que tenham tido essa sorte raríssima, vocês sabem que uma boa e longa sessão de choro é capaz de melhorar nosso ânimo, mesmo que as circunstâncias se mantenham as mesmas

6. Ambientação

Não temos como precisar o momento histórico da narrativa. Temos elementos de várias épocas, como fibra ótica e telégrafos. Tanto que os livros se encaixam no gênero Steampunk, o que deixa a história ainda mais legal.

[…] mas é uma triste verdade da vida: quando perdemos um ente querido, os amigos as vezes nos evitam, justamente quando a presença de amigos é mais necessária.

7.Você pode ler em qualquer momento

Quando eu li, tudo aquilo pra mim era uma narrativa cheia de tragédias sobre os órfãos. Depois de um tempo, a gente pode tomar tudo aquilo como uma critica irônica à sociedade, como o desamparo à infância e juventude, um judiciário que não funciona, trabalho infantil…

 

Os dizeres nas imagens são passagens do livro, para vocês terem certeza se entrarão ou não nessa jornada trágica. Obrigada Capinalemos por me deixar roubar a coluna de vocês um pouco, amo vocês!

E não se esqueçam

Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro.

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