Ninguém Lê Colunas

Por que o futebol americano é tão sensacional?

Eu sei: você com certeza tem um amigo que tentou te apresentar o futebol americano e provavelmente, você não entendeu. Pode admitir, isso não é uma fraqueza sua, o esporte é realmente complexo e bastante situacional. Pra entender todas as possibilidades de uma partida, você precisa assistir jogos, jogar games, ver vídeos, ler sobre, e eu entendo que cada pessoa tem seus interesses individuais e tem todo o direito de não gostar de algo.

Agora, se você acompanha o esporte, ou tem interesse em aprender você sabe do que eu tô falando. O futebol americano não é algo comum. Cada jogo é um acontecimento.

Eu estou falando de estratégia. A cada nova descida, uma tática diferente de um playbook com mais ou menos 100 jogadas para que, em fração de segundos, se transforme em apenas uma que é decidida pelo coordenador ofensivo e mudada ou não segundo a ótica do quarterback, o cabeça pensante do time, que de dentro de campo observa o posicionamento da defesa adversária, que por sua vez quer evitar que o ataque ganhe jardas.

Eu estou falando de atenção. O futebol americano não permite descuidos ao longo dos 60 minutos. Quer ganhar um jogo? Seja disciplinado, atento e ativo, porque ninguém do outro lado quer perder também.

Eu estou falando de dor. A dor no peito e a preocupação da mãe que vê o filho, praticante do esporte, partir uma coluna, romper um ligamento, quebrar uma perna, e nesse ponto o futebol americano é bem desumano mesmo. Mas também na dor do coração, de deixar a vitória escapar no último quarto, de ver o touchdown do adversário e logo após olhar para o cronômetro e ver que ele está próximo ao zero. Dor ao ver que o kicker chutou para o espaço as possibilidades de vitória do seu time. Dor de perder em casa, e saber que por essa derrota o time não vai para os playoffs. A dor no coração de torcidas como a do Arizona Cardinals, a franquia mais velha da NFL, que viu no Super Bowl XLIII a conexão apoteótica de Ben Roethlisberger para Santonio Holmes nos últimos segundos de jogo sacramentar a vitória do Pittsburgh Steelers na única final disputada pelos The Cards.

Eu estou falando de emoção. Emoção do torcedor do New England Patriots (time do marido da Gisele Bündchen) em saborear uma virada pra lá de espetacular em cima do Atlanta Falcons, depois de estar perdendo por 28 x 3. Sabe, eu nem gosto do time do marido da Gisele, mas e daí? Foi incrível. O futebol americano me trouxe de volta a emoção que eu tinha de torcer. Eu gosto do futebol que a gente joga aqui, mas admito: desde os meus 19 ou 20 anos, ele não me empolga mais. Quando o Grêmio, meu time do coração, venceu a Libertadores, eu simplesmente desliguei a televisão e continuei fazendo meu TCC ( que inclusive é sobre futebol americano também). Quando eu vejo um grande jogo de futebol americano, eu tenho vontade de fazer passeata. De pôr um bloco na rua. De gritar pra caralho, feito um condenado. Quando meu time perde eu fico pistola, eu posto no Twitter, eu tenho vontade de chegar pra Joe Flacco e companhia e dizer “SEUS ZÉ ROELA DESGRAÇADOS, SEUS OREIUDO”. Todo esse entusiasmo, eu sei que os caras que transmitem sentem também. Dá pra perceber nas narrações do Everaldo Marques, nos latidos do Paulo Antunes, nos comentários do Anthony Curti, nas piadas do Rômulo Mendonça e nas histórias do Paulo Mancha o quanto essa porra desse esporte vicia. E dá até pra ser ufanista: em outubro rolou uma invasão de brasileiros avaliando a página do Facebook do Kansas City Chiefs com uma estrela que foi bem irresponsável e infantil, mas não era para menos. A equipe demitiu o lesionado kicker BR Cairo Santos, o mais conhecido como Zica das Bicudas. O mais legal dessa história, é que HUE BR tem um pacto com o demônio e meses depois o time foi eliminado por um chute errado. Enfim. Pra sentir o que eu sinto, ligue o seu televisor na ESPN no próximo dia 4 de fevereiro, às 21:30 (ou mais cedo se você mora naqueles estados com outro fuso horário) e veja, além do show do Justin Timberlake no intervalo (acho que não vai chegar aos pés do showzão da porra que a Lady Gaga fez no ano passado que você assiste clicando aqui) a partida entre New England Patriots (que eu espero que perca) e Philadelphia Eagles (FLY EAGLES FLY).

Eu estou falando de futebol americano. O melhor esporte do mundo.

Quer tirar suas dúvidas sobre o esporte? Quer deixar sua sugestão, dúvida ou ofensa? Deixa nos comentários que eu respondo!

Um beijo bem grande galera linda.

Drew Brees e Tom Brady: dois homões da porra que juntos se pá podem curar o câncer e salvar o mundo da fome ao mesmo tempo.

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