Criptaremos

CRIPTAREMOS – Vem comigo?

Boa noite nessa bela Sexta feira 13,

Quando se é solteiro, nunca se sabe qual o momento para se conseguir um parceiro, pode ser através de rede sociais, indicações de amigos, aplicativos de encontros ou até mesmo enquanto se espera o transporte coletivo.

 

“A NOITE CHEGA E É SEMPRE MAIS ESCURA POUCO ANTES DO AMANHECER, ISSO É, SE VOCÊ SOBREVIVER ATÉ LÁ.”
ABRA SUA MENTE, APAGUE AS LUZES E SE TRANQUE NO QUARTO, POIS AGORA É A HORA DO TERROR.

VEM COMIGO

Uma bela tarde de outono, na avenida da pequena cidade de Quarup, o relógio na ilha que separa o fluxo de carros marca as horas 14:45h e a temperatura 16º um frio considerável se levar em conta que a temperatura média da cidade é de 26º.

Em um dos lados da rua, há um gazebo com uma placa de parada, é um ponto de ônibus, sentada em um banco de madeira improvisado, está uma jovem. Ela aparenta ter uns 28 anos, cabelos negros, de pele bronzeada e um vestido florido nas cores azul e vermelho e também uns detalhes em amarelo.

Do lado oposto ao do ponto de ônibus onde está a garota, vem andando tranquilamente Iago Oliveira Roque. Não há muito o que falar sobre ele além do fato de ele ser o valentão da cidade, seu ego é maior que seu tamanho e gosta de exibir os músculos mas essa não é a pior de suas “qualidades”.

Iago então repara na lindo moça que está sentada no ponto.

Meu Deus que filé! – pensa ele

Então Iago olha para os lados afim de saber se há veículos se aproximando e então se dirige até a moça encarando-a a cada passo. A moça por sua vez percebe que Iago a está encarando e desvia o olhar intimidada.

Quando Iago finalmente chega ao outro lado da rua ele não perde tempo e já inicia a conversa.

Olá, com licença, a senhora… – Ele olha rapidamente as mãos da moça e não vê aliança e então arruma a frase – senhorita saberia me informar é aqui que passa o ônibus para o centro? – pergunta todo educado.

A moça, envergonhada olha para ele de soslaio e faz que não com a cabeça.

Após alguns segundos de silêncio – Como está frio hoje né? – Ele tenta engatar outro assunto. Ela ainda com vergonha só faz que sim com a cabeça enquanto esfrega os braços a fim de se esquentar um pouco.

Mais alguns segundos de silêncio e ele volta a investir – Desculpe a minha intromissão, meu nome é Iago prazer! –  Ele estende a mão para cumprimentá-la. Ela sem jeito e em silêncio, estende a mão de volta para devolver o cumprimento, ele então a puxa para perto de dá um beijo no rosto.

Iago encara a moça por alguns segundos e então com estranheza nos olhos fala – Sabe o que dizem de cidades pequenas? – Pergunta ele já emendando a resposta – É que todo mundo conhece todo mundo… você vai me desculpar, mas nunca vi você por aqui e com certeza eu iria me lembrar de alguém bonita que nem você.

A moça não diz nada e volta a esfregar os braços para se aquecer.

Você é muda? – Diz ele em tom de brincadeira

Iago sente um arrepio subindo pela espinha, então olha para o relógio na ilha que divide a avenida, o medidor marca 15º, ele se dá conta que sair só com aquela camisetinha apertada foi um erro, além do mais, as investidas para conversa com a moça não estava dando em nada, logo ele resolve ir embora. Ele se vira em direção à rua, olha em direção fim dela e vê que está chegando um ônibus – CENTRO – está escrito no topo do ônibus, ele logo dá sinal e vai para a beira da calçada.

Meu nome é Manu….Manuela – Diz a envergonha e, até então, moça muda.

Iago se vira pra ela espantado com a resposta súbita – Olha só, resolveu falar? – diz em tom de brincadeira – Prazer em conhecê-la, Manuela. O arrepio volta a subir pela espinha de Iago, ele volta a olhar para o relógio e o marcador caiu novamente, agora marca 14º.

Num tom meio vingativo por toda a conversa que ele tentou iniciar e não conseguiu, Iago diz a moça – Até gostaria de ficar e conversar, mas vo pra casa pegar uma blusa nesse frio da disgrama, fica pra próxima ok? Manuela… – Ele se vira e volta a fazer o sinal para a parada do ônibus que já está parando no ponto.

Manuela se levanta, e vai para perto de Iago, e cochicha na orelha dele – Vem comigo, o ônibus para o meu lugar é o próximo, lá você não vai precisa de blusa.

Iago se vira para a moça numa mistura de espanto e alegria.

O ônibus para no ponto, abre as portas enquanto os dois estavam ali conversando, o motorista do ônibus dá uma buzinadinha para que Iago suba logo e ele feche as portas por conta do frio que entrava. Iago faz um gesto sem olhar ao motorista para que ele vá embora e o motorista fecha a porta e sai xingando.

Oxi, agora tá falando até demais hein… Manuela. – Diz Iago, cheio de sí

Pode me chamar de Manu. – Responde a moça de um jeito sensual.

Iago esquece o frio que estava sentindo, se aproxima ainda mais de Manuela, põe as mãos em sua cintura e de costa para o fluxo de carros da rua pergunta – Onde é mesmo sua casa?

Já disse, o próximo ônibus vai te levar para lá. – Diz a moça enquanto passa a mão no rosto de Iago

No fim da rua o ônibus faz a curva, no topo está escrito – CEMITÉRIO.

Lá você não vai sentir nenhum frio – Continua ela

Um arrepio sobe pelas costa da Iago, o termômetro do relógio mostra 13º

 

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