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Projeções de Divisão da NFL: AFC EAST e AFC NORTH

A NFL VAI COMEÇAR! Na verdade, o primeiro jogo foi ontem, mas o pontapé inicial da temporada regular, onde a largada é dada pra valer, é só dia 06/09. Enquanto isso, vou deixar aqui, pra galera do Capinaremos, as minhas previsões (são só previsões tá? Eu posso estar errado, não sou dono da verdade) para a temporada 2018.

Senta que lá vem textão.

Lembre-se: não fique pistola ou brabuxo se eu falar mal do seu time ou falar bem do rival. Esta análise é LIVRE de qualquer clubismo, tá?

BORA? Então foi!

 

AFC EAST

 

O time do estado de New York surpreendeu em 2017, indo para a sua primeira pós-temporada após 18 anos, quando conseguiu atingir um bom número de jardas de scrimage, principalmente ao correr com a bola. Mas não dá pra ter essa sensação quando falamos de 2018: o ataque não é bom, o time não tem quarterback (porque Josh Allen não era o melhor de sua classe, e ainda é bem cru, AJ McCarron nunca foi grande coisa e Nathan Peterman é Nathan Peterman), a OL sofreu com a perda de Cordy Glenn e o grupo de recebedores é pior do que o grupo de música Marron 5. Apesar disso, a defesa deve evitar que os Bills sejam massacrados nessa temporada. Pra que o time engrene, Lesean McCoy precisará correr, e muito. Isso se o caso de violência doméstica envolvendo sua ex namorada, filho e cachorro (sim, cachorro), que está sendo investigado, não for confirmado. Se for comprovado que o RB arquitetou o ataque à casa de Delicia Cordon, ele deve tomar uma multa muito maior do que alguns jogos – sua punição pode ser o xilindró. Buffalo Bills em 2018: 4-12

É bem verdade que os Dolphins, nesta intertemporada, sinalizaram uma mudança de filosofia. A equipe se desfez de jogadores tóxicos para o vestiário, e deve abrir um bom espaço no salary cap para remontar o time. Além disso, Jay Cutler deu adeus à NFL, e Ryan Tennehil vai voltar a atuar (finalmente!). A equipe draftou Minkah Fitzpatrick, que no College foi um grande fenômeno anulando tight ends, e pode ser uma criptonita para Rob Gronkowski.

O grande problema aqui, é que apesar de ruins de vestiário, os jogadores dispensados eram os melhores: Ndamukong Suh e Jarvis Landry. Além do mais, um sinal de que a disfuncionalidade pode continuar, é que a diretoria contratou um punhado de slot receivers, o que é bem estranho, na verdade. De qualquer forma, vai ser difícil para os Dolphins. Miami Dolphins em 2018: 5-11

Há muito tempo o melhor time da divisão, os Patriots têm, simplesmente, o melhor head coach e o maior jogador de todos os tempos no elenco. Não seria surpresa alguma se time de Foxborough chegasse novamente à pós temporada ou até mesmo ao Super Bowl.

O que pode ser, mas não é um problema: Tom Brady está com 41 anos. Na minha concepção, ele pode muito bem repetir aos 41 o que fez aos 40, mas o tempo passa, e bom, vamos vê-lo em ação nessa temporada, porque não dá pra competir contra seu histórico.

O que é um problema para os Patriots: o grupo de recebedores está carente. O time perdeu Cooks e Amendola, e Edelman, que voltava de lesão, está suspenso pelos 4 primeiros jogos de 2018 por conta de uso de substâncias indevidas. Além disso, o WR contratado na off season Jordan Matthews se machucou e está fora dos gramados nesse ano. Não dá pra saber se a recente contratação de Erick Decker será suficiente para a equipe de Massachusetts. Além disso, a secundária é problemática. Foi o que vimos no começo da regular season em 2017. Foi o que vimos no último Super Bowl. Mesmo que o panorama melhore, os Patriots devem usar seus inúmeros Running Backs (inclusive você não sabe, mas você deve ser um deles) para garantirem um bom jogo ofensivo em 2018. New England Patriots em 2018: 12-4

Os Jets parecem ser um time em eterna reestruturação. Além disso, a franquia tem um terrível histórico draftando QBs.

Por outro lado, não é um time ruim, viu?! As adições foram interessantes, melhoraram a secundária e aprimoraram o jogo terrestre, e Darnold deve aprender bastante com o experiente (o que não significa bom) Josh McCown. Na última temporada, apesar da campanha irrelevante, a equipe teve atuações competitivas e bastante interessantes, vendendo caro todas suas derrotas.

De qualquer forma, sobre um mapa das cidades da NFL, existe um grande ponto de interrogação sobre New York. Tanto do lado verde, quanto do lado azul, que será retratado em outro texto. New York Jets em 2018: 4-12

 

AFC NORTH

 

Para vocês terem uma ideia do meu não clubismo, eu não coloco nem mesmo o time pra qual eu torço nos playoffs. Os Ravens têm uma defesa e um special teams bem consolidados. O time está posicionado para fazer sucesso dentro da divisão, o problema é que seus rivais de conferência parecem estar mais preparados.

Para o ataque, foram trazidas peças, ainda que um nível abaixo do esperado, para munir Joe Flacco, que está sob aviso: ou você joga bem com essas peças, ou você está fora. Lamar Jackson foi trazido e, embora seja um diamante cru e uma máquina de interceptações, ele tem muita personalidade dentro e fora do pocket, e vai ganhar um salário bem menor do que o do camisa 5 – que estará, logo mais, em seu último ano de dinheiro garantido.

O jogo corrido também é uma incógnita: Alex Collins foi bem em 2017, mas vale lembrar que Terrence West, que teve bons momentos um ano antes, esquentou o banco no ano passado. É difícil tentar entender os Ravens em 2018. Baltimore Ravens em 2018: 9-7

Em determinado momento da vida, principalmente quando Mike Zimmer era coordenador, a defesa dos Bengals teve ótimos momentos. Mas o time já não é mais o mesmo. A defesa está enfraquecida, e a OL, meus irmãos… Andy Dalton vai apanhar bastante. Falando nele, apesar de nunca ter sido nada mais do que um QB mediano, ele também está longe de ser ruim. Dalton não vai ter grandes opções a não ser procurar Tyler Eifert e A.J. Green nessa temporada, porque nem correr com a bola os Bengals devem conseguir. Pelo menos, braço é o que não falta pra o lançador titular do time.

Pra o torcedor dos Bengals, a dica que eu tenho é: acreditem em milagres. E eu não estou dizendo isso por conta da raivinha daquela 4&12 convertida na última temporada que tirou os Ravens dos playoffs, mas sim porque o time é ainda pior em 2018. Cincinnati Bengals em 2018: 5-11

Que fique claro: o time dos Browns é o melhor dos últimos anos, e tem capacidade para ir muito mais longe do que a projeção que será apontada a seguir. A OL é bem interessante, a defesa tem um ótimo potencial, tanto para pressionar o QB adversário (ainda mais com Myles Garrett em campo), quanto para marcar em profundidade. Tyrod Taylor pode dar dinâmica ao ataque e protege a bola melhor do que Deshaun Kizer, o rei das interceptações na Redzone. Se Josh Gordon não enlouquecer de novo – e ele parece estar se esforçando para que isso não aconteça – o ataque pode ser bem interessante, ainda mais com as adições de Jarvis Landry e Carlos Hyde. Todd Haley vai coordenar a parte ofensiva da equipe e esta é mais uma ótima notícia.

Mas então porque não acreditar nos Browns? Por que existem duas peças terríveis que comandam o time fora das quatro linhas. A primeira delas é Hue Jackson. O general Manager do é tão estúpido, que só foi avisado da escolha de Baker Mayfield horas antes do draft, aparentemente porque apesar do GM dos Browns ter desmentido essa informação, havia uma grande tensão nos bastidores de que Jackson abrisse isso para a imprensa. Sério, pra que o cara vai atentar contra o próprio time? Ou porque ele quer perder o emprego, ou pra demonstrar que está acima de pessoas da gestão da equipe, e por ser protegido pelo dono do time, Jimmy Haslam, o segundo grande problema da franquia de Ohio.

Gostaria de projetar melhor os Browns, mas francamente, é difícil. Cleveland Browns em 2018: 4-12

Big Ben está magro! O que parecia impossível, aconteceu. Mas também não era pra menos: assim como para Joe Flacco, a água bateu na bunda. Mason Rudolph tem uma carreira até que interessante no college, e seu draft, fez com que Roethlisberger cortasse carboidratos e açúcares de suas refeições durante a off season. O fantástico ataque segue inabalável, porém, há uma pequena mazela: Le’Veon Bell está na Franchise Tag, e os dois lados ainda não chegaram a um acordo: caso ele fique para a próxima temporada, os Steelers poderão pagar muito para um RB que já não é tão novo – para a posição de RB. Por outro lado, não ter o melhor jogador da liga em sua posição no backfield é uma perda e tanto para o time, afinal de contas, além de sua paciência para escolher gaps com precisão, ele recebe passes. Bell é um jogador inteligentíssimo, praticamente um Peyton Manning dos running backs.

A defesa preocupa um pouco, pois sem Shalzier, o time vai marcar em zona em quase todos os snaps, e vai ter dificuldade caso tente algo diferente. Mesmo assim, o time ainda é muito bom, e o calendário ajudou: a equipe vai pegar quase todos os oponentes fortes em casa, visitando, quase que em sua totalidade, adversários sem o mesmo poder de fogo. Pittsburgh Steelers em 2018: 12-4.

 

E aí, curtiu? Se sim, fique atento! Nas próximas semanas, falarei sobre as outras divisões. Discorda de algumas projeções? Deixe aí nos comentários e contribua pra essa discussão! 😀

 

Curiosidade do dia: hoje é aniver de 41 anos de Tom Brady, conhecido também no Brasil como marido da Gisele. Parabéns, GOAT!

AFC SOUTH e AFC WEST

NFC EAST e NFC NORTH

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