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Projeções de Divisão da NFL: AFC SOUTH e AFC WEST

Na semana passada, projetei aqui nesta coluna, os times da AFC EAST e AFC NORTH, no intuito de tentar (antes da temporada começar) imaginar a campanha de cada time nesta regular season que está na iminência de começar. Como já dito anteriormente, estes textos têm um único propósito: antever o comportamento das equipes em 2018. Para conferir o texto anterior, utilize o atalho que está ao final deste post.

ENTÃO FOI!

 

AFC SOUTH

Deshaun Watson está de volta, amigos! O QB sensação da última temporada, que deu trabalho até para Tom Brady e companhia dentro do Gilette Stadium, está curado de lesão (ao que tudo indica) e vai estar nos gramados em 2018. Sorte dos Texans? Então, não se sabe. Que ele esteve bem em campo em 2017, disso ninguém duvida. Mas é comum que quarterbacks tenham um rendimento pior em seu segundo ano do que quando calouros. Talento ele tem, falta saber se está preparado. E vai ter que estar, porque nosso amigo Deshaun deve apanhar bastante: a OL dos Texans é, no papel, a pior da liga – pior até do que a do Seattle Seahawks.

Fora isso, o ataque é bem interessante. O grupo de recebedores é bom. A defesa também é bem bacana, e se JJ Watt estiver saudável (o que tem sido uma raridade), a torcida, quem sabe, poderá dizer “Houston, we don’t have a problem”.

Houston, entra, ao meu ver, no mesmo pacote de Baltimore, Denver, Kansas City e Tennessee como times que podem ou não ir para os playoffs. Eu arrisquei, e para mim, eles estarão na pós temporada.

Houston Texans em 2018: 11-5

Andrew Luck não lança uma bola profissionalmente desde a temporada de 2016, e sua volta, parece ser o que os torcedores dos Colts mais anseiam. De qualquer forma, eu adoraria acreditar que ele vai jogar em alto nível de novo: além de não ser mais um guri, quando você fica dois anos sem fazer algo, a tendência é que você não execute com a mesma qualidade de antes. Mas vamos aguardar.

É difícil imaginar o que vai acontecer com o Indianapolis Colts em 2018, mas existe quase um senso comum: a possibilidade de playoffs parece inalcançável para a equipe do estado de Indiana. O time não é bom o suficiente. Faltam peças defensivas, tanto para pressionar o QB quanto para evitar passes em profundidade.

Se Brissett precisar jogar e não for bem, o caldo vai entornar. Mas vamos ter esperança: por ter endereçado sua linha ofensiva no último draft com Quenton Nelson, e se Andrew Luck estiver em grande forma, os Colts talvez consigam algumas vitórias, e baseada nesta esperança, minha perspectiva não é tão ruim.

Indianapolis Colts em 2018: 7-9

A melhor, ou uma das melhores defesas da liga. Com um front 7 de dar inveja e uma secundária muito prolífica com AJ Bouye e Jalen Ramsey, os Jaguars vão causar dores de cabeça em coordenadores ofensivos. O time da Florida parece ser o melhor de sua divisão, um dos melhores da AFC e com certeza um dos mais interessantes da NFL. Maaaaaas…

…Existem algumas preocupações quando falamos do ataque. Isso porque não dá pra contar com Blake Bortles. Ele é um QB meia boca. Apesar de ser blindado por uma boa linha ofensiva, de correr bem e de proteger a bola não fazendo jogadas tão estúpidas assim, ele é inseguro para passes mais longos, e não tem mais o melhor recebedor do seu time, que era Allen Robinson. Justamente por isso, os Jaguars poderão ter um problema a mais: se virar uma equipe unidimensional, principalmente agora, que todo mundo já sabe do estrago que Fournette faz quando corre com a bola, Nathaniel Hackett precisará revezar muito bem seus Running Backs pra não tornar o plano de jogo óbvio.

De qualquer forma, os Jaguars são amplos favoritos, até mesmo para chegarem ao Super Bowl.

Jacksonville Jaguars em 2018: 12-4

Apesar da aposentadoria de DeMarco Murray, o que os Titans vão continuar fazendo é correr com a bola, e isso não é novidade alguma. O que se espera é que Mariota finalmente se solte e seja o QB que a franquia de Nashville buscou na segunda escolha geral do draft de 2015. No mais, a equipe parece estar tentando implementar uma filosofia nova, contratando dois jogadores que vieram do New England Patirots: o RB Deion Lewis e o, para mim, superestimado Malcom Butler, herói do Super Bowl 48.

No mais, a defesa dos Titans é bem desvalorizada, viu?! A secundária, principalmente, é bem montadinha. Adoree Jackson e Logan Ryan serão um pesadelo na vida dos recebedores adversários. E não é só isso: pra marcar o fundo do campo, o time conta com Kevin Byard, líder em interceptações na liga no ano passado. No ataque, o corpo de recebedores é realmente muito bom.

Eu gosto desse time dos Titans. Empolgou.

Tennessee Titans em 2018: 10-6

 

AFC WEST

Habemus quarterback em Denver? É difícil de prever. Fato é que depois da saída de Peyton Manning, Case Keenum talvez seja o melhor jogador a habitar o pocket da equipe do estado do Colorado. Mas ainda assim, o QB que foi bem demais no Minnesota Vikings, ainda é um ponto de interrogação. Isso porque antes de passar pelas mãos de Mike Zimmer, Keenum foi um poço de irregularidade no Los Angeles Rams. Além disso, o corpo de recebedores é recheado de rookies, o que pode ser bom ou ruim, dependendo de seus respectivos rendimentos. Talvez por conta disso, Royce Freeman deverá ser bem importante ao correr com a bola.

A defesa perdeu Aqib Talib, e a secundária não parece que vai fazer grande estrago. Mas os QBs adversários que se preparem para apanhar: Von Miller não está sozinho. Com os Browns draftando Denzel Ward, Bradley Chubb (um dos melhores jogadores do último draft na minha percepção), caiu no colo de John Elway, e o time agora deve incomodar linhas ofensivas na NFL. De qualquer forma, os Broncos para mim estão junto com Texans, Ravens, Titans e Chiefs, correndo por fora pelos playoffs.

Denver Broncos em 2018: 5-11

O que será do time do estado do Missouri (sim, porque a cidade Kansas City, fica um pedaço no estado de Kansas e outro pedaço no estado do Missouri, onde fica o estádio dos Chiefs) depois da saída de Alex Smith? Admito uma coisa: acho ele um bom jogador, mas pela falta de audácia do ex-camisa 11 da equipe, algumas pessoas não consideram isso, e elas não estão erradas. Agora, quem habita o pocket dos Chiefs vai ser o anti Alex Smith, o jovem Patrick Mahomes: passes ousados e longos, que exploram a secundária. Mas vamos falar sério?! Braço ele tinha de sobra no College, já noção… Mahomes foi uma máquina de interceptações. De qualquer forma, ele é bem novo, e como segundo anista, deve ter aprendido a ter mais cuidado. Mesmo assim, não dá pra saber o que esperar dele.

No mais, o Kansas City Chiefs é um time bem veloz, tanto na secundária, quanto no corpo de recebedores. Tyreek Hill, apesar de não ser o melhor jogador do planeta na sua posição, é tipo o Relâmpago Marquinhos (McQueen é meus ovo). Kareem Hunt, o líder de jardas terrestres na última temporada, vai ser novamente desafiado, e não deve repetir o feito de 2017, porque as defesas vão estar mais atentas a isso. Mesmo assim, vai ser legal vê-lo em campo.

Se Mahomes for bem, dá pra ver os Chiefs nos playoffs. Se não, vai custar o emprego de algum general manager. Minha análise aqui foi feita em um cenário em que Mahomes teve um rendimento mais ou menos.

Kansas City Chiefs em 2018: 8-8

O melhor time da disputada AFC WEST, e um dos melhores times da liga, não fosse o 0-4 inicial, os Chargers teriam ido aos playoffs em 2017, e quem sabe, chegado mais longe no ano passado. O time tem a melhor dupla de linebeckers da NFL, Melvin Ingram e Joey Bosa. O ataque é muito bom, Phillip Rivers é underated, bem como Melvin Gordon. Se Keenan Allen conseguir novamente ficar saudável, vai ser algo realmente incrível.

Apesar disso, o time também tem seus problemas: o special teams que ferrou os Chargers (com o lendário kicker coreano Koo) na temporada passada, apesar de melhor, ainda não é ideal: Caleb Sturgis até é bom, mas se ele se machucar, meu amigo, quem substitui ele é Roberto Aguayo. Além disso, a secundária carece de um corner e um safety mais robustos. Falta também, um defensive end com boa capacidade de chegar no quarterback, e um defensive tackle realmente forte de mexer.

Mesmo assim, os Chargers estão posicionados para fazer sucesso dentro da AFC.

Los Angeles Chargers em 2018: 12-4

O Oakland Raiders é um time com futuro incerto. Na verdade, de certo mesmo nessa franquia, só a mudança para Las Vegas daqui duas temporadas. O que se sabe é que o ex comentarista da ESPN nos EUA, Jon Gruden está fazendo muito barulho do lado de cá da Bay Bridge.

Mas vamos ser sinceros: depois de o draft mais estranho do mundo – onde os Raiders draftaram os melhores jogadores nas últimas rodadas, e os piores nas primeiras – a equipe do estado da Califórnia (por enquanto) é extremamente desequilibrada e dependente de alguns atletas para ter um plano de jogo, no mínimo, estável. E talvez, por conta de todo esse imbróglio administrativo, o time pode sofrer.

A começar pela defesa. O Oakland Raiders tem a pior secundária da liga. E realmente, não dá pra confiar em nenhum corner ou safety desse time. Se a secundária dos Raiders fosse uma pessoa, eu não hesitaria em cometer um assassinato. Não bastasse isso, não dá pra compreender o motivo de estarem demorando tanto pra dar um contrato novo pro melhor jogador dessa defesa e quem sabe desse time. PORRA, RENOVA LOGO COM O KHALIL MACK CARALHO! PUTA QUE PARIU!

Fora isso, o ataque pode dificultar alguns jogos para os adversários. Se Derek Carr se mantiver saudável, o grupo de recebedores é bem interessante, e na dúvida, entrega a bola pro Marshall Lynch e reza (e muito) pra ele voltar no tempo e se tornar o mesmo jogador de 2014.

Não renovar com Khalil Mack é uma cagada e tanto. Por isso, a projeção dos Raiders não pode ser melhor.

Oakland Raiders em 2018: 7-9

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E aí, o que achou dessa projeção? Discorda de alguma avaliação? Deixe nos comentários. Semana que vem, vou avaliar o outro lado da NFL, mais especificamente a NFC East e a NFC North.

Valeu!

 

Perdeu as projeções da AFC East e da AFC North? Então confira clicando aqui.

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