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Projeções de divisão da NFL: NFC SOUTH e NFC WEST

Este é o último dos 4 posts que visam projetar as divisões da NFL nesta próxima temporada, que está aí, batendo na porta. Chegou a hora de analisar a NFC SOUTH e NFC WEST.

Olha aí!

 

NFC SOUTH

Tá na hora de o time da Georgia apagar aquele trauma do Super Bowl 51, quando conseguiu a façanha de levar uma virada de 25 pontos contra o New England Patriots, deixando escapar por entre os dedos o Vince Lombard de sua história.

E tem peças pra isso: o ataque do Atlanta Falcons é incrivelmente incrível. Matt Ryan é subestimado, o grupo de recebedores é magnífico, o jogo corrido é bom de mais e a linha ofensiva consegue deixar seu quarterback confortável no pocket. A defesa também é boa. O pass rush, se não é a coisa mais prolífica do mundo, é no mínimo descente, bem como a secundária.

O problema desse time é Steve Sarkisian. Esperamos que ele tenha aproveitado o perído sem jogos pra remontar o playbook ofensivo de um jeito inteligente nesse ano, porque em 2017, as chamadas que ele passou pra Matt Ryan não tinham nada a ver com o estilo de jogo do MVP da temporada anterior.

De qualquer forma o time que estará em campo no primeiro jogo da NFL contra os Eagles é bem forte.

Atlanta Falcons em 2018: 12-4

Cam Newton tem um desafio e tanto para esse ano: com uma OL bem porosa, e um grupo de recebedores que precisa se provar, o QB de Auburn deve, novamente, dividir corridas e lançar para o jovem Christian McCaffrey. Se conseguir ficar saudável, o tight end Greg Olsen pode tornar-se fundamental para os Panthers. No mais, o ataque parece o calcanhar de Aquiles da franquia de Charlotte.

Apesar desta crise ofensiva, a defesa até que se vira bem. O interminável Julius Peppers e o versátil Luke Kuechly serão uma pedra no sapato dos ataques adversários. Os safetys não são os melhores do mundo, mas os corners do time até que têm uma boa capacidade. É uma boa defesa para pegar no fantasy caso seja ela que sobre para você.

O time vai lutar bastante e conseguir algumas vitórias, mas eu não vejo os Panthers na pós temporada nesse ano.

Carolina Panthers em 2018: 9-7

O time não tem o melhor pass rush do mundo, e isso precisa melhorar. Para isso, os Saints draftaram Marcus Devenport. Uma atitude um pouco estranha, subir no draft por um prospect mais ou menos não parece ter sido inteligente. De qualquer forma, tem que esperar pra ver, daqui a pouco o cara evolui na liga e vira um bom Defensive End, vá lá. Outra mácula desse time, mas menor, são os TE: apesar da contratação do (ao que parece) eterno Ben Watson, que deve ser um alvo pro papai Brees na endzone, o pessoal ali até que bloqueia bem, mas não é tão bom recebendo passes.

Por outro lado, a secundária é muito boa e jovem. O grupo de recebedores é show de bola e os dois running backs principais (Alvin Kamara e Mark Ingram) tiveram um 2017 realmente fantástico. E no pocket lá está um QB top 3 da liga: Drew Brees, maravilhoso.

O time é bom e decepcionaria muito se não estivesse nos playoffs.

New Orleans Saints em 2018: 10-6

Os Bucs são o ponto fora da curva dessa divisão. É um time cheio de sobe-desces, muitíssimo completo em algumas posições e péssimo em outras. Tem tudo pra ser o pior da divisão e um dos piores da NFL, mas se você olhar esse roster com cuidado, até que é bem talentoso. O problema parece ser a desorganização, algo na comissão técnica, a gestão, eu sei lá. É uma equipe bem problemática nesses aspectos.

A linha ofensiva é horrorosa, e a secundária, uma das piores da liga contra o passe, apesar de Brent Grimes. Nos três primeiros jogos, contra Saints, Eagles e Steelers o time não vai ter o titular Jameis Winston, que levou uma suspensão por abuso à uma motorista de Uber. Mas sinceramente, eu não acho que com ele no pocket a franquia venceria algum desses confrontos. O special teams também não ajuda.

De qualquer forma, o grupo de recebedores e os tight ends são muito, mas muito bons mesmo, de verdade. Os Bucs também sinalizam uma melhora no seu front 7, que tem muitas peças para chegar nos QBs adversários e marcar o jogo corrido. Os RBs do time também são bons, o problema, como já citado acima, é a linha ofensiva problemática.

Com essa divisão forte, é difícil crer que o Buccaneers vá além.

Tampa Bay Buccaneers em 2018: 4-12

 

NFC WEST

É bem verdade que o time tem uma defesa bem rápida, e sua secundária é uma das melhores da liga, viu?! Além disso, David Johnson está de volta e ele é um dos melhores running backs da NFL, figurando entre o top five da posição em diversos rankings. O time draftou Josh Rosen, um dos melhores prospects do draft, e tudo isso numa décima escolha, ou seja, ótimo negócio. E o que dizer de Larry Fitzgerald hein? Parece que há cada ano fica melhor.

Mas agora vamos mandar a real: o titular da posição de QB deve ser Sam Bradford, porque apesar de bom, Rosen ainda não está pronto. O problema disso tudo é que Bradford nunca foi grande coisa, e tem um baita histórico de lesão. Junto a isso, está a problemática linha ofensiva do time da cidade de Phoenix, que não conseguia, nem sob decreto, proteger o aposentado Carson Palmer.

O Arizona Cardinals até pode incomodar, e deve roubar uma ou outra vitória dentro da divisão. Mas o time é bem aquém do que foi há duas temporadas atrás.

Arizona Cardinals em 2018: 5-11

O time já era bom, e dessa vez, se reforçou ainda mais no período de Free Agency. Para aproveitar o último ano do salário de rookie de Jarod Goff (depois falamos dele), a equipe que há dois anos manda suas partidas em Los Angeles, movimentou bastante o mercado nessa intertemporada, trazendo simplesmente, Aqib Talib, Marcus Peters e Ndamukong Suh para a defesa, além de Brandin Cooks para o ataque. Outra boa nova, é que ao que tudo indica (e não deveria ser diferente) Aaron Donald está a um passo de renovar seu contrato. Everett é um bom TE, e o Special Teams é um dos melhores da liga (o segundo melhor dela, pois o melhor é o do meu Baltimore ♥).

Mas o que pode atrapalhar os Rams em 2018? O vestiário é bem explosivo. Pega esses trio que eu citei acima que foram trazidos pra ajudar a defesa, e imagina uma ruptura de relacionamento entre ele. É torta de climão na certa. A minha dúvida também é Goff. Ele é muito, mas MUITO bem coordenado. O trabalho de Sean McVay na sideline é fantástico, mas o que seria do camisa 16 sem seu head coach? Não se vê ele chamando audibles na linha, não é comum vê-lo tomando decisões corretas no read option e o que ele faria se não fosse o ótimo funcionamento play action e a boa profundidade das rotas disponíveis? Goff me parece um bom passador e um interessante playmaker, mas que diferença ele conseguiria de fato executar se passasse a ser um verdadeiro líder?

De qualquer forma, os Rams são um timaço e a projeção não poderia ser melhor.

Los Angeles Rams em 2018: 11-5

O time mais hypado para a temporada que logo vai começar, sem nenhuma sombra de dúvidas. O quarterback mais lindo da liga está de volta, e deve comandar as ações no pocket durante os 16 jogos de uma das franquias mais tradicionais da NFL.

Ele teve ótimas atuações em 2017, e substituiu muito bem Tom Brady há duas temporadas atrás quando o mesmo estava suspenso por conta das bolas murchas. Mas vamos colocar em pratos limpos: ainda é muito pouco. Garoppolo tem apenas oito jogos pela NFL, e é agora que o chicote começa a estalar. No mais, apesar da baixa de Carlos Hyde, a ótima notícia é a contratação de Jerick McKinnon, um running back realmente bom. A secundária tem Richard Sherman, que não é mais o mesmo jogador de antigamente, mas que é um bom líder (se não tretar com todo mundo).

No papel, o front 7 seria perfeito, porque DeForest Buckner é simplesmente um dos melhores defensores da liga. O grande problema é o abusador imbecil e estúpido Reuben Foster, que está suspenso para o início da temporada. Além do mais, vamos com calma: esse grupo de recebedores não é tão interessante assim gente.

Na minha opinião, o San Francisco 49ers não passa de um grande empolgou.

San Francisco 49ers em 2018: 8-8

É com imenso pesar que eu anuncio para vocês o falecimento da The Legend of Boom. Mas cara, o tempo passa, não adianta. O Seattle Seahawks clamava por uma renovação, e é o que o time deve buscar para as próximas temporadas. Não é fácil ver peças que levaram o time para dois Super Bowl indo embora, mas não tem o que fazer.

Vamos ver o lado positivo. Apesar das baixas a defesa segue sendo boa. Como remanescente, Bobby Wagner deve ser o grande capitão do time. Outra coisa boa, é que a equipe do estado de Washington tem um comitê de RB, e eu gosto disso. O Special Teams melhorou (e muito), e esta fraqueza, no ano passado, foi um dos motivos para a franquia não ter chegado nos playoffs.

Por outro lado, alguns problemas continuam assolando o Seattle Seahawks. Apesar de uma pequena melhora em relação ao 2017, a linha ofensiva é extremamente pobre, tendo sido endereçada apenas na quinta rodada do draft. Só a do Houston Texans é pior. Russell Wilson está fadado a ser, novamente, running back e quarterback. Além disso, mano, resolve o imbróglio com o Earl Thomas sabe?! O cara tá fazendo greve, então decide logo essa porra.

O Seattle Seahawks vai brigar, mas pra mim, não tem time pra galgar nada além de umas vitórias esporádicas.

Seattle Seahawks em 2018: 7-9

 

Essas foram as últimas divisões a serem analisadas. Se você curtiu essa sequência de posts deixa nos comentários!

E não se esqueça! Falta 9 dias pro kickoff da NFL.

 

Confere aí as outras prévias de divisões para esse ano:

AFC EAST e AFC NORTH

AFC SOUTH e AFC WEST

NFC EAST e AFC NORTH

 

É nóis.

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