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REVIEW: O filme ‘Pé Pequeno’ e a analogia ao cristianismo.

Hoje, 22/09, fui convidado pelo Shopping Jardim das Américas para a pré-estreia do filme ‘Pé Pequeno‘, nova animação da Warner Bros, que estreará no Brasil no próximo dia 27/09.

O que era pra ser apenas mais um filme infantil que levei minha filha assistir (apesar de eu também amá-los), se mostrou profundamente revelador. A análise, review, textão, ou seja lá como você quiser chamar o que farei abaixo, é o que eu entendi das analogias que o filme faz, relacionando um vilarejo de Yetis com nosso mundo real, em particular com o que o cristianismo fez conosco.

ATENÇÃO: Conterá spoilers.

Para contextualizá-los do que se trata o filme: O filme começa num organizado e feliz vilarejo de Yetis (vulgarmente conhecidos como Abomináveis Homens das Neves, ou ainda, Pé Grandes), que vive tranquilamente seguindo uma rotina pré-determinada e seguindo diversas leis que foram escritas em PEDRAS (segura essa informação).

Toda uma narrativa irracional foi criada para fazer essa população de Yetis acreditarem que eles vivem em uma montanha flutuante, circundada por nuvens e sustentada por mamutes gigantes, os quais eles precisam “alimentar” com gelo, para que eles não super aqueçam e abandonem a sustentação da montanha. E essa narrativa foi amplamente aceita por todos, que eram encorajados a não questionarem o funcionamento do mundo e suas “regras naturais”.

Esse rapaz barbudo abaixo é o ‘Stonekeeper’, o protetor das leis, cada pedra em seu “manto” contém uma regra que todos devem seguir:

Um dos mitos e, consequentemente, uma das leis existentes, é que os “Pé Pequenos” (humanos) não existem.

Para resumir todo plot e não contar todos detalhes do filme, um grupo de Yetis curiosos acaba descendo da montanha, descobrindo que não são sustentados por mamute nenhum e que os “Pé Pequenos” são sim reais. Isso foi uma gigantesca quebra de paradigma, já que uma das “Leis das Pedras” estava errada, talvez todas estivessem, não é?

Ao confrontarem o barbudo das pedras sobre isso, ele acaba revelando que sim, toda essa narrativa é obviamente falsa. Porém, toda trama de mentiras foi criada por um motivo nobre: No passado, Yetis viviam no sopé da montanha, mas com a chegada dos humanos, foram tratados como monstros, perseguidos, atacados e mortos. Eles tiveram que subir a montanha, num local onde o humano não consegue sobreviver, por causa do frio e do ar rarefeito, e se esconder. Todas as leis foram criadas para que os Yetis vivessem em paz, sem questionar o mundo “real”, no final das contas visando a própria sobrevivência da espécie.

Agora entra o “mindblown” que levei ao assistir o filme…

 

Deus entregou a Moisés seus 10 mandamentos, também no topo de um monte. Essas leis também estavam escritas em pedras e deveriam guiar a sociedade mundial dali pra frente, na esperança de que o mundo vivesse em paz e de forma próspera.

Essas leis são bem simples, respeite seus pais, honre a Deus, não furte, não mate, não minta, não cobice a mulher e as propriedades alheias… Leis que, hoje em dia, seguem firme e fortemente defendidas pelo nosso glorioso Direito que herdamos do Império Romano.

No final do filme ‘Pé Pequeno’, a verdade (toda ela, até sua parte perigosa) acaba sendo revelada para todo vilarejo. Ao invés de ficarem tristes e temerem um futuro sombrio, eles foram em frente e enfrentaram o seu medo dos humanos. Por fim, acabaram descobrindo que os humanos não são monstros (pelo menos não todos), e os humanos também aprenderam que os Yetis são apenas gigantes fofinhos.

No nosso mundo de hoje, será que ainda precisamos acreditar num Deus Todo Poderoso, no Jardim do Éden, na Arca de Noé, no Diabo e seu Inferno? Será que temos que ser bonzinhos para irmos para o Céu ou temos que ser bonzinhos porque ser bom é melhor que ser mal?

A verdade, toda ela, não libertaria a humanidade para um futuro muito mais interessante?

Ou será que sem o temor a Deus, os ensinamentos de Jesus Cristo e as leis de Moisés, nossa sociedade pode cair num desenfreado período de trevas?

Fica a reflexão.

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