Liberdade

Precisamos parar de demonizar o liberalismo no Brasil.

O que vem a sua cabeça quando você pensa em liberalismo?

Para muitos brasileiros, liberalismo econômico (livre mercado) é o mesmo do que o corporativismo. Para essas pessoas, uma pessoa defender a simples existência do capitalismo é coisa de gente mesquinha, que fará tudo para passar todos para trás em busca do tão almejado lucro. Acreditam que todos liberais são grandes empresários que lucram com o suor alheio, são os “burgueses”, enquanto eles são apenas (e sempre serão) o “proletariado”.

Para outra fatia dos brasileiros, por algum motivo, a palavra liberalismo foi relacionada com a palavra libertinagem. Estes acham que ser liberal é não ter “moral e bons costumes”, como se todos liberais fossem ateus, drogados, “abortistas” e “gayzistas”. Em algum momento da história, essas pessoas passaram a achar a simples liberdade algo ruim e perigoso, como se o individuo não devesse ter suas próprias crenças e fazer o que bem entender com sua vida, achando que o melhor mesmo é que 100% das pessoas tivessem a mesma doutrina e seguissem o mesmíssimo caminho.

O liberalismo, como qualquer outra filosofia política, tem suas vertentes mais radicais, como o anarcocapitalismo, que defende que o Estado nem deveria existir, até vertentes mais moderadas e conciliadoras, como o liberalismo social, que defendem fortemente as liberdades individuais, não só contra o Estado, mas também contra qualquer outra instituição não-governamental que possa exercer qualquer tipo de autoritarismo e coerção.

Precisamos lutar contra essa demonização da luta pela liberdade, seja ela econômica ou social. Quanto mais o povo for livre, seja para produzir, prestar serviços, comprar e vender, ou para fazer o que quiser com seu corpo, mais a sociedade em si prosperará, mais riqueza será gerada, mais bem-estar e felicidade. Precisamos lutar contra esse “asco” perante o empreendedor. Literalmente qualquer pessoa pode e deve empreender, do ponto de vista liberal, a empregada doméstica é uma empreendedora que presta seus serviços de limpeza, assim como o marceneiro, mecânico, encanador, eletricista, dono de um carrinho de pipoca, designer gráfico, manicure, programador e etc. Essas pessoas, por mais humildes que sejam, são “malvadas e burguesas” por quererem lucrar com seu trabalho?

O liberalismo “clássico”, possui três pilares principais, que são: propriedade, liberdade e paz. Leiam o artigo do Mises Brasil linkado no começo deste parágrafo para entenderem melhor cada um destes pilares.

Não sejam doutrinados por ninguém, desconfiem de todas as fontes de informação (sim, até do Capinaremos), estudem os principais pensadores de cada ideologia/filosofia e decidam qual mais se encaixa com suas próprias crenças.

Visando discutir essas ideias liberais e todas essas suas vertentes, teremos entre os dias 12 e 13/10, em São Paulo, a LibertyCon. O evento reunirá diversas palestras, mesas redondas e workshops sobre o momento político nacional e mundial e sobre a liberdade de um modo geral.

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