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Vibradores: do charlatanismo médico ao prático prazer solitário

Você já parou para pensar de onde surgiu a ideia de criar pequenos dispositivos em formatos fálicos que vibram para auxiliar as mulheres (e homens também, porque não) a terem maior praticidade em seus atos de autodescobrimento?

Há uma teoria que por muitos anos foi bastante aceita, onde médicos supostamente começaram a usar equipamentos de massagem vibratória para tratar pacientes diagnosticadas com histeria, acreditava-se que através do orgasmo, alguns sintomas da doença sumiam ou eram abrandados.

 

Então, ao invés de fazer isso… manualmente, médicos começaram a usar aparelhos, como esse da foto acima, que mais parece um equipamento de tortura do que de prazer.

A questão é que não há evidências suficientes para determinar que essa prática médica de fato era algo padrão ou simplesmente um mito que acabou crescendo e se tornando “verdade” após ser repetido diversas vezes.

O que é verdade é que no início do século passado, entre 1900 e 1920, essa indústria de massageadores elétricos começou a crescer, principalmente com foco em médicos e fisioterapeutas, pois acreditava-se que massagens com esses aparelhos eram ótimas para tratar diversas doenças como insônia, epilepsia, vômito, hemorroidas, constipação e etc.

 

Quase todo consultório médico americano ou europeu acabaria tendo um destes vibradores pré-históricos nessa época, mas eles não eram usados (até onde se sabe) de forma sexual, apenas para passar nas costas e no pescoço.

O problema foi quando a AMA (American Medical Association) fez uma declaração pública colocando os massageadores como uma fraude, já que eles não tinham qualquer efeito prático e comprovado no tratamento de praticamente nenhuma doença.

Isso foi devastador para a crescendo indústria de massageadores, já que seus únicos clientes eram médicos. A solução para não falirem foi alterar a abordagem: focar direto nos clientes finais.

 

E assim uma coisa levou a outra, até hoje muitos óbvios vibradores são vendidos como supostos massageadores, para que pessoas mais “recatadas” possam comprar sem muita vergonha e, caso alguém encontre em sua casa, ela consiga disfarçar o uso do equipamento como algo terapêutico.
A questão é: são aparelhos maravilhosos que ajudam as mulheres a terem experiências relaxantes em casa (ou em qualquer lugar, se levarem escondidos na bolsa). Então escolha o seu modelo de vibrador preferido, ou presenteie quem você ama. 😉

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