Autobiografia

Sandro Sanfelice – Uma autobiografia baseada em fatos reais

Tudo começou no dia vinte e nove de janeiro de mil novecentos e oitenta e nove.

Quer dizer, começou cerca de quarenta semanas antes disso, ou nove meses. Quer dizer, tudo começou quando meus pais foram gerados… Ou os pais deles, ou os pais dos pais deles.

Bom, tudo começou há muito tempo atrás, mas essa história especificamente começou no dia 29 do primeiro mês do ano de 1989.

O tempo é relativo, já diria nosso querido Albert Einstein, pra você os 30 anos que separam o agora do começo da nossa história podem parecer pouco tempo, para os mais jovens pode parecer muito tempo. Pra mim, que literalmente estou vivo apenas durante esse tempo, foi todo tempo do mundo. Parece muito, mas ao mesmo tempo passou num piscar de olhos.

Você poderia dizer que um pessoa de 30 anos é nova demais para escrever uma autobiografia e eu, até pouquíssimo tempo atrás, concordaria com você. Sim, para os velhos parâmetros autobiográficos 30 anos é relativamente novo demais. Geralmente você lê biografias póstumas de alguém, ou quando a pessoa está velha demais para sequer lembrar de tudo que fez na vida.

Eu poderia esperar chegar aos 50, 60… 80 anos para escrever essas linhas. Mas eu não tenho certeza de quanto tempo de vida me resta, ninguém tem. Jovens geralmente não se preocupam com questões abstratas como tempo e saúde, isso são coisas que a gente simplesmente tem de sobra. É com a maturidade que você aprende que tanto o tempo quanto a saúde são recursos escassos, que devem ser cuidados com carinho, para que assim evitarmos problemas futuros.

Então sim, escreverei uma autobiografia com 30 anos. E nada mais justo que ela seja publicada em primeira mão, em formato de posts, aqui no meu querido blog.

Ela não serve para ser vendida aos milhões de exemplares, nem para exaltar meus maravilhosos feitos. Essa biografia serve para que eu descarregue da minha mente alguns fatos, para que eles sejam escritos, impressos e distribuídos pelo Brasil e quiçá pelo mundo. Penso que quando está assim, preto no branco, isso se torna mais real e factível do que só existindo em nossas mentes, mesmo que no coletivo de mentes que viveram aquela mesma realidade com você.

Se você está lendo isso, provavelmente você me conheceu pessoalmente em algum momento da minha vida, fico grato e honrado que você tenha ficado motivado a ler essas páginas, espero que você seja citado e você encontre seu nome nesse livro. Mas não fique triste caso não tenha sido, isso apenas significa que você não foi o suficientemente especial na minha vida, com certeza tu fostes especial na vida de várias pessoas, incentive-as a também escreverem autobiografias.

Não vou prometer a frequência de postagens autobiográficas, mas pretendo escrevê-las conforme as histórias forem aparecendo na minha cabeça.

Até o próximo capítulo, ou o primeiro capítulo, dependendo do ponto de vista.

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